<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-294771847804289284</id><updated>2012-02-01T06:42:38.303-08:00</updated><category term='GARRAFA # 5 (WHY WORRY?)'/><category term='A CULTURA DA NÃO-NATUREZA OU A PREDAÇÃO DOS VIVENTES'/><category term='RIR... É O QUE NOS RESTA.'/><category term='GARRAFA # 1 (LEITURA OBRIGATÓRIA)'/><category term='O ACENTO DO CU'/><title type='text'>BEAGLE MOTOR 40</title><subtitle type='html'>H.M.S. BEAGLE
O brigue a bordo do qual Sir Charles Darwin conheceu e, então, mudou o mundo.
"Beagle Motor 40"
Barco a motor 40, a bordo do qual eu mudei o meu mundo, porque, como ensina Sir Darwin, mudar a forma de compreender é a única maneira de mudar o real.

DIÁRIO DE BORDO</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://beagle40.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/294771847804289284/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://beagle40.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>BRUNO WALTER CAPORRINO</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09035545029341697571</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_23aWuykTr4Q/SWbHHPRKpqI/AAAAAAAAAAo/ctxGZeCryHU/S220/Trindade+-+Outubro+2007+(7).JPG'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>68</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-294771847804289284.post-2533358869694012118</id><published>2012-01-30T05:35:00.000-08:00</published><updated>2012-02-01T06:42:38.318-08:00</updated><title type='text'>GARRAFA # 58 - DEPOIS DE VÁRIOS TESTES...</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-lgUS1xLqzsU/TyaiTy-IBRI/AAAAAAAAAP8/f4wj0KuqbQ8/s1600/Amanhecer%2Bno%2BRio%2BAmazonas%2BIlford%2BZeiss%2BContaflex%2Bpara%2BBeagle.gif"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 267px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-lgUS1xLqzsU/TyaiTy-IBRI/AAAAAAAAAP8/f4wj0KuqbQ8/s400/Amanhecer%2Bno%2BRio%2BAmazonas%2BIlford%2BZeiss%2BContaflex%2Bpara%2BBeagle.gif" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5703424439094871314" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Por gentileza, sirva-se de um drink.&lt;div&gt;Depois de diversas tentativas, muitas delas frustradas (a meu ver), eis que parece estar dando certo o processo que tenho adotado para processar meus negativos PB.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Por muitos e muitos meses, ansiei com muita avidez conseguir tempo e dinheiro para processar meus negativos, ver as fotografias, ou seja, as ampliações dos negativos, das tomadas que tão apaixonadamente realizei por aqui. Sem tais condições, as películas quedaram-se quietinhas quietinhas no armário, padecendo o forte calor equatorial. Havia algumas de março de 2011 por processar, e nada do dinheiro aparecer...&lt;/div&gt;&lt;div&gt;É, amigos, nesta ida a São Paulo, pelo final do ano de 2011, não fosse o apoio (como sempre!) de minha belíssima musa e amada mecena, Mariana, eu não conseguiria processar os negativos... Fica aqui minha gratidão eterna e efusiva à esta que é a grande musa, motivo, causa, razão disso tudo, manifesta publicamente.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Tomei coragem (de achar meus negativos dignos disso) e consegui apoio para deixar estes negativos nas mãos de um dos melhores profisisonais de São Paulo, tradicional printer de fine art, que conseguiu salvar algumas películas (eram 23 ao todo, entre Ilfords FP4 e Delta 100 e Kodak 100 T-Max) dos fungos... Outras, mais recentes, estavam milagrosamente intactas.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;A opção por digitalizá-las, adotada por mim de julho de 2011 para cá mostrou-se, além de mais versátil e profícua para meus intentos - ainda não divulgados... sabem como sou... mostro produtos, não promessas - gerou resultados que me impressionaram muito - e muito positivamente.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;É a primeira vez em todos estes anos fotografando, sempre adotando o processo analógico PB, formato 35mm, que me sinto satisfeito com as fotografias. Negativos Ilford 35mm, tomadas feitas com a deliciosa Zeiss Ikon Contaflex, processamento clássico e digitalização PURA, sem calibragem ou intervenção digital alguma: esta receita, por mim adotada há um tempo, só agora vem me impressionando positivamente. Por digitalização dos negativos, entenda-se nada mais nada menos do que usar um scanner para negativos. Por PURO entenda scnaear e não manipular: não passar no Photoshop, nem nada, apenas calibrar a própria digitalização para ficar análoga ao que melhor pode proporcionar o negativo em termos de ampliação. Por quê esse purismo, por quê fotografia analógica PB, por quê essa sanha de não manipular digitalmente? Porque é uma opção minha: lidar com as regras mais rígidas e estritas da vida real, da objetiva reflex 50mm (olho humano) sem zoom, que te faz, como Robert Capa, ter de chegar perto do teu objeto, que te obriga a ter uma relação com ele, a conversar com ele, a estar nele e com ele. Porque isso exige que haja anuência do seu objeto, que ele te deixe fotografá-lo, que ele se deixe fotografar, diferentemente dos zoons que o povo usa por aí para fotografar mendigos sem se expor a ouvir merecidas imprecações. Afinal, como escreveu Capa (que só usava objetivas em torno de 50mm, semelhantes do olho huma&lt;span  &gt;&lt;span style="line-height: 16px;"&gt;&lt;i&gt;no: If your pictures are not good enough, is ´cause you are not close enough".&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Porque fotografar com a Zeiss Contaflex, e um fotômetro externo de mão, calibrando, na verdade o bom e velho olhômetro, lidando com regras mais rígidas e estritas, faz com que seu resultado seja muito mais preciso logo na tomada. É uma opção.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Se compartilho isso aqui é para registrar o processo desde o início (vide as postagens "Antes de testar" e "1, 2, 3, testando...", para o caso de alguém, aficcionado por fotografia como eu, buscando informações sobre estas técnicas e processos, esbarrar aqui. Afinal, nestes anos fotografando, progredi bastante graças à contribuições e colaborações de diversos ccolegas que postaram informações em foruns, em blogs, disponibilizaram técnicas e experiências, criando um grande senso de comunidade criativa.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Uma amostra de que - mesmo que eu mesmo duvidasse - a digitalização das películas vale muito a pena, aos que encontram-se em dúvida quanto a esse processo (tal qual eu estava há poucos meses), eis o que há aí acima.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/294771847804289284-2533358869694012118?l=beagle40.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://beagle40.blogspot.com/feeds/2533358869694012118/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=294771847804289284&amp;postID=2533358869694012118&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/294771847804289284/posts/default/2533358869694012118'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/294771847804289284/posts/default/2533358869694012118'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://beagle40.blogspot.com/2012/01/garrafa-58-depois-de-varios-testes.html' title='GARRAFA # 58 - DEPOIS DE VÁRIOS TESTES...'/><author><name>BRUNO WALTER CAPORRINO</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09035545029341697571</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_23aWuykTr4Q/SWbHHPRKpqI/AAAAAAAAAAo/ctxGZeCryHU/S220/Trindade+-+Outubro+2007+(7).JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-lgUS1xLqzsU/TyaiTy-IBRI/AAAAAAAAAP8/f4wj0KuqbQ8/s72-c/Amanhecer%2Bno%2BRio%2BAmazonas%2BIlford%2BZeiss%2BContaflex%2Bpara%2BBeagle.gif' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-294771847804289284.post-2086343464978989889</id><published>2011-12-28T05:24:00.000-08:00</published><updated>2011-12-28T05:44:57.785-08:00</updated><title type='text'>GARRAFA # 57 - SOBRE SANTOS</title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;em&gt;(Trilha sonora engarrafada: Charlier Brown Jr - o poeta da província)&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Sobre Santos&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;A cidade. E as serras. Espremida, sob um plúmbeo céu de chuva quente, entre o mar de folhas verdes e um oceano fosforescente. Quem avista de cima almeja férias. Quem avista de baixo, trânsito e dinheiro, em cima da muralha. E assim deixam-se ficar, as duas cidades irmanadas, a de Cima e a de Baixo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma pequena Rio de Janeiro de mentirinha, para os de Cima – com menos favelas, claro, mas com águas mais turvas, em contrapartida. Parque-temático, de janeiros outrora lotados, e agora mofados, estanque letargia iodada e brumosa, a feder bolor em seus apartamentos vazios. A bolorar reminiscências, cidade calva, idosa, as rugas a assistirem o declínio de sua nobreza culta e neo-clássica, a bem de uma burguesia burra e gorda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então já era... ecos. Sobrou-lhe o esporte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma Rio de Janeiro para inglês ver, como o é a verdadeira, ironicamente, misto híbrido de café e malária, dengosa no tentar ser uma Veneza tropical de Boticellis mortos e enterrados. Uma Veneza tropicana, sacana, de Romero Brito, sem Calixto – hoje parque de diversões indie-cult “vou provar para todos que nada tenho de provar para ninguém” dos de Cima.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma Santos grisalha de Andradas sem bancos – porque conversa não rende ICMS –, e que não se lamenta mais por não poder sustentar poetas como Vicente de Carvalho – agora que desdenhou a gente que pensava e fazia política, arte, “essa papagaiada toda, brother”.&lt;br /&gt;A Santos republicana afoga-se dengosa no ar estanque e salobro que superaquece entre seus prédios turisticados – agora abandonados, malogrados os esforços dos Novos Imigrantes hercúleos que, vindos outrora do Velho Continente, e hoje do novo velho nordeste, fazem-na, persistentes, ainda a luz no fim de seus túneis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E Santos prescindiu dos poetas. Mas teve ainda o mínimo respeito para com seus velhos, e colocou em seus jardins uma chusma de gatos – o que, não fosse pela coisa toda da política, daria no mesmo...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E do café passou aos negócios. O turismo! Ah, o turismo! Tudo para o turista, tudo pelo turista. Vim, vi, venci: diria ele, não fosse tão ignorante. Embora seja rico... E é isso, afinal, o que importa! E importa. E exporta. Mas a Teba das sete portas, porto dos sete canais, tem o turismo.&lt;br /&gt;A Santos dos portos aprendeu com suas putas. Santos é uma ode envergonhada à suas putas. Um encômio às suas Genis. E tem praças cobertas – porque as antigas ficaram sem bancos, para que sua gente, em lugar de conversar, se reunir, pensar e trocar, vá logo comprar às praças cobertas algum prazer plástico e consumível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que belos chafarizes de tinta bronze sobre gesso de teto de padaria, com manequins gigantes e disformes – pretendendo-se estátuas -, Santos colocou em seus três shoppings! Shoppings, para os de Cima (que saíram dos Shoppings lá de cima) divertirem-se quando chove, e a única atração que Santos oferece fica interditada. “Comprem-me”!”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com que suntuosidade pequeno-burguesa Geni demoliu seus lendários prédios para construir uma pequena Las Vegas tupiniquim, com caça-níqueis para seus velhos, e cinemas pasteurizados com carpete carmim. Uma Miami cheaper para os apreciadores das belas artes descartáveis e massificadas trazidas prontamente pelo porto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E tudo em Santos é para seus turistas. Que bela anfitriã! Suas vias, ciclovias, praias e pistas. Seus “seletivos”, nos quais trafega, refrigerado, um seleto grupo, feliz por não ter de dividir o coletivo com a favelada de São Vicente – Silvas - e de Carvalho. Seu raso atracadouro debutante de cassinos flutuantes com latin lovers go go boys e madames de terceira classe bronzeadas e snobs a ostentarem suas jóias alugadas para os fotógrafos da coluna social – a Caras provinciana de sua Tribuna, onde somente sobem os que nada têm a dizer, e que mais maltratam a pobre e bela língua portuguesa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Santos aprendeu com suas pobres Genis – que, como tais, são sempre esquecidas, relegadas às suas íngremes e deploráveis 200 cotas. E desde os Guinle aos Mendes, sorveu avidamente os trocados que choveram do Zepelin metálico, à bem da construção de um Convention Center e até de um cemitério vertical! Porque seus ilustres personagens – os vitoriosos, gordos, e analfabetos negociantes emergentes – sentem nojo de serem enterrados na argila que, assim, crivaram de ladrilhos de vidro – à moda de cristal – só para seu amor passar – mesmo que só por cima, de Zepelin.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um cemitério vertical! Tamanha sua sede de ascensão. Santos abandonou o bom e velho cemitério do Saboó, chamado de cemitério da filosofia, à margem do cais, à beira do morro, onde os velhos cujos livros eu compro em sebos a R$0,50 (porque seus apartamentosd foram espoliadas depois da morte dos velhinhos) estão descansando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E viva os cemitérios verticais!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E Santos enterrou sua filosofia no Saboó.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;BRUNO WALTER CAPORRINO&lt;br /&gt;18/06/2007&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/294771847804289284-2086343464978989889?l=beagle40.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://beagle40.blogspot.com/feeds/2086343464978989889/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=294771847804289284&amp;postID=2086343464978989889&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/294771847804289284/posts/default/2086343464978989889'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/294771847804289284/posts/default/2086343464978989889'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://beagle40.blogspot.com/2011/12/garrafa-57-sobre-santos.html' title='GARRAFA # 57 - SOBRE SANTOS'/><author><name>BRUNO WALTER CAPORRINO</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09035545029341697571</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_23aWuykTr4Q/SWbHHPRKpqI/AAAAAAAAAAo/ctxGZeCryHU/S220/Trindade+-+Outubro+2007+(7).JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-294771847804289284.post-8877400899929269567</id><published>2011-12-05T05:43:00.000-08:00</published><updated>2011-12-05T05:48:55.056-08:00</updated><title type='text'>GARRAFA # 56 - UMA CHARGE (PARA SARNEY - SE É QUE ELE COMPREENDERIA...)</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-SVxgLt_y1U0/TtzLVVFGcGI/AAAAAAAAAPw/fXo05mFPKsU/s1600/Charge%2BD%25C3%25A9spotas%2BEsclarecidos.png" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 263px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-SVxgLt_y1U0/TtzLVVFGcGI/AAAAAAAAAPw/fXo05mFPKsU/s400/Charge%2BD%25C3%25A9spotas%2BEsclarecidos.png" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5682640397130952802" /&gt;&lt;/a&gt;                                                                                                                           &lt;span class="Apple-style-span" &gt;BWC, 2011&lt;/span&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;b&gt;                              SEÇÃO BWC "CAPÍTULOS DE HISTÓRIA DO BRAZIL"                                        &lt;/b&gt;&lt;div&gt;&lt;b&gt;                                     CLIQUE SOBRE A IMAGEM PARA AMPLIÁ-LA&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/294771847804289284-8877400899929269567?l=beagle40.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://beagle40.blogspot.com/feeds/8877400899929269567/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=294771847804289284&amp;postID=8877400899929269567&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/294771847804289284/posts/default/8877400899929269567'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/294771847804289284/posts/default/8877400899929269567'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://beagle40.blogspot.com/2011/12/garrafa-56-uma-charge-para-sarney-se-e.html' title='GARRAFA # 56 - UMA CHARGE (PARA SARNEY - SE É QUE ELE COMPREENDERIA...)'/><author><name>BRUNO WALTER CAPORRINO</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09035545029341697571</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_23aWuykTr4Q/SWbHHPRKpqI/AAAAAAAAAAo/ctxGZeCryHU/S220/Trindade+-+Outubro+2007+(7).JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-SVxgLt_y1U0/TtzLVVFGcGI/AAAAAAAAAPw/fXo05mFPKsU/s72-c/Charge%2BD%25C3%25A9spotas%2BEsclarecidos.png' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-294771847804289284.post-7321383707133358589</id><published>2011-09-17T12:51:00.000-07:00</published><updated>2011-09-17T13:06:34.102-07:00</updated><title type='text'>GARRAFA 53.5 - ANTES DE TESTAR</title><content type='html'>Amados amigos,&lt;br /&gt;náufragos e marujos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Faz muito tempo que tenho sido obrigado a fotografar. Desde que para aqui vim, a miríade de coisas fabulsoas que se desenrolam a meus olhos é tal que me enche como a uma cafua, como dizia o mestre Górki em Minhas Universidades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era preciso expor isso, fazer com que eu tomasse consciência de tudo o que, de belo, vívido, de todos os respingos de lama que a vida me destinou ao me permitir chapinhar deleitado no barro da vida cotidiana. Era preciso... dar-me conta disso, para não quedar-me como Serafino Gubbio, operador de câmera, personagem do romance mais ludista que conheço, de autoria de outro mestre, Luigi Pirandello... era preciso dar-me conta de mim e do mundo tão fabuloso que eu vivenciava tão intensamente que perdia o ar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Escrever foi uma saída. Mas as palavras engrolaram-se, fiquei mudo, estupefacto, qual um orfeu extático, nas metrópoles que sáo as selvas, ou que se são em função delas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fotografar, se hoje é minha doença, assomou-se à minha vida como uma cura, no começo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Perdi para o rio Jutaí 5 películas com fotos de ternos momentos com os Katukina. Depois, graças ao avanço da película, outras romperam-se, e, ao abrir, dentro do barco, por mais escuro que estivesse, velaram-se. Outras mofaram... o pânico de prosseguir perdendo as fotos foi aumentando em mim, ao passo em que a umidade, o calor de mais de 40graus dentro de casa, e o implacável pó introduziram em mim a necessidade de digitalizar os meus negativos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Adquiri a muito custo um scanner HP, da série G3100   , e um HD externo, para poder digitalizar e armazenar os negativos. Começar uma coisa dessas não é fácil, exige recursos, instrumentos, paciência, muito suor, e técnica. E é no que tenho me empenhado: ao contrário de Serafino Gubbio, Opertatore, volto-me às máquinas da imagem para me humanizar, não para ser desumanizado, como era o caso dele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A vida dá voltas... caro Serafino...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segue uma prévida das digitalizações, meus bravos amigos!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Críticas, sugestões, tutoriais, correções, são extremamente bem-vindos!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/294771847804289284-7321383707133358589?l=beagle40.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://beagle40.blogspot.com/feeds/7321383707133358589/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=294771847804289284&amp;postID=7321383707133358589&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/294771847804289284/posts/default/7321383707133358589'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/294771847804289284/posts/default/7321383707133358589'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://beagle40.blogspot.com/2011/09/garrafa-535-antes-de-testar.html' title='GARRAFA 53.5 - ANTES DE TESTAR'/><author><name>BRUNO WALTER CAPORRINO</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09035545029341697571</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_23aWuykTr4Q/SWbHHPRKpqI/AAAAAAAAAAo/ctxGZeCryHU/S220/Trindade+-+Outubro+2007+(7).JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-294771847804289284.post-3566995363135831220</id><published>2011-09-17T11:06:00.000-07:00</published><updated>2011-09-17T12:40:39.778-07:00</updated><title type='text'>GARRAFA#54 - 1,2,3... TESTANDO</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/-sq1B0uMueOY/TnTuo9p7xnI/AAAAAAAAAPE/CjJgQhZ1rg0/s1600/digitalizartentativa%2Bpositivo0001.gif"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 266px; height: 400px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-sq1B0uMueOY/TnTuo9p7xnI/AAAAAAAAAPE/CjJgQhZ1rg0/s400/digitalizartentativa%2Bpositivo0001.gif" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5653405819769439858" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;          Cuiabá antiga. A capital do Mato Grosso, hoje tomada pela cultura (da não cultura), em seus dois sentidos, da soja, já foi uma bela Mazagão ou Cádiz no limiar dos pantanais com o cerrado. A beçla arquitetura consagrada durante a Guerra do Paraguai, que fez de Cuiabá uma cidade elegante e apropriada ao clima quente, mistura traços espanhóis com fatores indígenas e negros. Este é um negativo Fuji Neopan SS, do qual não gosto muito, sobretudo porque eles se rompem, geralmente no meio do turbilhão em que você fotografa. Perdi 20 negativos assim no Amazonas, e, assim, a chance inaquilatável de registrar coisas fundamentais para mim. Ademais, a granulação é demais visível, e o clima do Amazonas acabou por mofar os negativos. Ao todo, uma baixa de 28 películas. Consegui, entretanto, salvar três, deflagradas em 2009, janeiro, quando fiquei por Cuiabá me deliciando com arroz com pequi e piranha com farofa de banana, até meados de fevereiro. O equipamento era o subestimado Zenit 12 xp, uma mono-objetiva reflex valente como um daqueles pesados e desajeitados tanques de guerra russos, mas extremamente funcional e sólida: prova disso é ter ela viajado comigo mais de 15.000 km desde 2009, me faltando apenas o fotômetro, o que se deve à umidade, e não ao equipamento.&lt;br /&gt;               Para digitalizar o negativo, deixei a opção bruta: solicitei ao modesto software da HP que não fizesse correção alguma. Apenas digitalizei. Fiz o mesmo usando a versão trial do VueScan... e creiam-me: é OUTRA fotografia... O software da HP série G é simples, e parece ser todo calibrado para negativos coloridos, de modo que tive de optar por scanear pelo TMA negativos PB como positivos (slides) e depois inverter a escala de cinza. O resultado, claro, ficou muito aquém da ampliação em papel direto do negativo... Se algum de vós desejar, todavia, fazer uma vaquinha para que eu junte US$79,00 e possa comprar a verão oficial do VueScan, eu agradeço de todo o meu coração!&lt;br /&gt;               Chega de detalhes técnicos: Cuiabá é mesmo bonita, e gostei muito de lá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/-Qbt_VfvEYbk/TnTtn_SD8RI/AAAAAAAAAO8/RbjVkU0z8mQ/s1600/CAPORRINOBWIlfordFP4ContaflexAfu%25C3%25A120001.gif"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 262px; height: 400px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-Qbt_VfvEYbk/TnTtn_SD8RI/AAAAAAAAAO8/RbjVkU0z8mQ/s400/CAPORRINOBWIlfordFP4ContaflexAfu%25C3%25A120001.gif" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5653404703514685714" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;                    Este acima é um negativo Ilford FP4, 35mm. Captei a imagem num dia quente e muito escuro, de inverno chuvoso, em Afuá, bela e deliciosa ilha do arquipélado de Marajó, já no Pará, que é toda construída sobre as águas, como uma comunidade ribeirinha que decide expandir-se toda dentro da mesma matriz. Afuá é meu recantp, amo o lugar, e as fotografias que fiz lá servem ao que vieram: salvar da obliteração algo de tão belo e tçao intenso que vivi com tanta ânsia. Nesta ocasião eu usava uma belíssima Zeiss Contaflex, mono-objetiva reflex 35mm que é tão boa quanto charmosa. Mas a alemazinha não se deu muito bem com a umidade e os 40 graus Celsiu, nem com meu constante transpirar, e objetiva ficou úmida, causando esta desconfortável mancha na parte superior da fotografia, devida  refração da luz. Assim como o negativo acima (com a diferença de que o Ilford é sem comparação), fiz a digitalização com o modo bruto, sem ajustes de cor ou luz, para ver como ficava, já que o software da HP é modesto, e tive de digitalizar como positivo em escala de cinza. Como no outro caso, a ampliação em papel, diretamente do negativo, ficou muito melhor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/-8auYdfiQBGk/TnTpaK9HafI/AAAAAAAAAO0/ShFqOaMegQs/s1600/CAPORRINOBWIlfordFP4ContaflexAfu%25C3%25A10001.gif"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 262px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-8auYdfiQBGk/TnTpaK9HafI/AAAAAAAAAO0/ShFqOaMegQs/s400/CAPORRINOBWIlfordFP4ContaflexAfu%25C3%25A10001.gif" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5653400068083378674" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;                  Este é um negativo Ilford FP4 também, mas a fotografia foi captada em outra viagem que fiz ao Afuá. Eu usava a Zenit 12xp, devido à sua robustez, e o calor e a umidade, aliados à bruma das poucas 8 horas de viagem no Recreio, próximo à foz do Rio, onde a água recebe considerável quantidade de água salgada, acabaram por levar à uma greve o fotômetro da russinha. O jeito foi optar para o olhômetro. Ficou satisfatório, sobretudo na ampliação do negativo sobre o papel. No caso do scaneamento, optei por tentar scanear como negativo PB em escala de cinza, e o software da HP não deu conta... a fotografia saiu esmaecida e opaca, de modo que quando digitalizei novamente, obtive um resultado como o acima: cores balofas, perda de nitidez, e brancos estourados. É necessário entender o negativo, uma vez digitalizado, como uma fotografia digital, em cujas curvas de cor pode-se e dever-se mexer. Mas ainda não tenho recursos para isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/-vXPvAKH2oag/TnToN-GDfSI/AAAAAAAAAOk/V-xQ0-xQFM4/s1600/BWCAPORRINO%2B0250%2BFP4%2BCONTAFLEX%2B%252819%2529.gif"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 273px; height: 400px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-vXPvAKH2oag/TnToN-GDfSI/AAAAAAAAAOk/V-xQ0-xQFM4/s400/BWCAPORRINO%2B0250%2BFP4%2BCONTAFLEX%2B%252819%2529.gif" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5653398758961151266" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;                     Estas três fotografias (uma acima e duas abaixo) são produtos de uma conjunção do negativo Ilford Delta100 com a Zeiss Contaflex. Não sei se já compartilhei isso com vocês, mas a Contaflex é uma mono-objetiva reflex moderníssima para a época, dessas que os usuários de Rolleis deviam considerar "porcaria tecnológica" à época de seu surgimento, como alguns fazem hoje com as digitais. Ela tinha um fotômetro embutido, e até um modo de regulagem automático. Mas não encontra-se mais a bateria de selênio do seu fotômetro, de modo que fotografo sem fotometria alguma. Estas duas foram captadas em janeiro de 2010, em Macapá mesmo, quintal de casa, às 9:00 e às 9:30 da manhã. Observem com que impiedade o sol já fustiga o mundo equatorial à esta hora da manhã. Sem o fotômetro, errei muito, muito mesmo, mas acabei acostumando o bom e velho olhômetro às condições locais, e produzi estas duas tomadas. Na hora de digitalizar no scan HP, tive de optar por digitalização de positivos, em escala de cinza, no TMA. Eu fiquei com vontade de reduzir o brilho nesta abaixo, mas preferi deixar assim.&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/-8_NXF3kswBc/TnTnRjdghiI/AAAAAAAAAOc/6kJgAZvYvQQ/s1600/BWCAPORRINO%2B0250%2BFP4%2BCONTAFLEX%2B%252814%2529.gif"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 267px; height: 400px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-8_NXF3kswBc/TnTnRjdghiI/AAAAAAAAAOc/6kJgAZvYvQQ/s400/BWCAPORRINO%2B0250%2BFP4%2BCONTAFLEX%2B%252814%2529.gif" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5653397721019614754" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/-rzN3PZTIWNw/TnTmbga86hI/AAAAAAAAAOU/zMWoap-1gzQ/s1600/BWCAPORRINO%2B0250%2BFP4%2BCONTAFLEX.gif"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 266px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-rzN3PZTIWNw/TnTmbga86hI/AAAAAAAAAOU/zMWoap-1gzQ/s400/BWCAPORRINO%2B0250%2BFP4%2BCONTAFLEX.gif" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5653396792490650130" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/-sNShkJug_iE/TnTlh2iH1_I/AAAAAAAAAOM/0NlV8DdxTrE/s1600/afu%25C3%25A1%2Bpara%2Bo%2BBeagle.gif"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 269px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-sNShkJug_iE/TnTlh2iH1_I/AAAAAAAAAOM/0NlV8DdxTrE/s400/afu%25C3%25A1%2Bpara%2Bo%2BBeagle.gif" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5653395801993893874" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;              A bela Ilha de Afuá novamente, cantada pelos poetas locais como "Veneza Amazonense", embora em veneza trafegue-se pelos canais, e em Afuá, sobre estas pontes, usando bicicletas ou bici-taxis como os que se vê nas fotos. Esta foi captada com um Ilford Delta100, e de novo a Zeiss Contaflex, em setembro de 2010, com o clima mais ameno. Observei que ao digitalizar este negativo com o modo escala de cinza, como já descrevi, a fotografia ficou com aquele aspecto desagradável de fotografia PB da maioria das digitais populares: parece que é uma foto colorida que jogaram em um cinzeiro, para tingir de cinza. Optei por regular o contraste, e o resultado foi este incrível tom sépia, que foge muito da palheta Ilford, que vai mais para o chumbo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;              Devo confessar, caros leitores, que não estou satisfeito. E desta vez não é com as fotografias (diga "finalmente!!!", Mari, pode dizer) mas sim com o processo de digitalização dos negativos. É fato que, uma vez que nos propomos a mexer com peças digitalizadas, uma série de instrumentos e recursos novos são demandados: o VueScan é de fato excelente, e as digitalizações ficaram fiéis às ampliações, o que me deu muito gosto. Todavia, como o que possuo é um trial, a imagem sai, ao cabo, com uma marca d´água engraçada: "compre o VueScan, compre o VueScan". Cooooooooooompre Batom... Cooooommmpre Batommm.&lt;br /&gt;              Enfim, caros amigos e leitores, é isto o que tenho feito nas tórridas madrugadas cá por Macapá. A esperança é digitalizar TODOS os negativos, pois o trauma de perder todas aquelas fotografias dos Katukina, de Tefé, de Manaus, é algo que ainda vai me custar aos de análise, e o calor, o pó e a umidade por aqui não são brinquedo. Ademais, é possível que eu me meta a besta de aprender de verdade como se digitaliza os negativos, para montar uma publicação... mas, vamos ver se a Famiglia Swartzsssssszzzz se interessa por esse tipo de porcaria que tenho produzido.&lt;br /&gt;              Eu, sinceramente duvido. A proposta estética das fotos que faço é a perpetuação de mim mesmo no que vivi aqui. Tempus edax rerum. Trata-se da minha coletânea de momentos inesquecíveis, de modo que fotografar é uma consequência, um fim, e não uma finalidade.&lt;br /&gt;              Ficam para os amigos e parceiros estes fragmentos!&lt;br /&gt;              Gratos pela apreciação!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/294771847804289284-3566995363135831220?l=beagle40.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://beagle40.blogspot.com/feeds/3566995363135831220/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=294771847804289284&amp;postID=3566995363135831220&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/294771847804289284/posts/default/3566995363135831220'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/294771847804289284/posts/default/3566995363135831220'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://beagle40.blogspot.com/2011/09/garrafa54-123-testando.html' title='GARRAFA#54 - 1,2,3... TESTANDO'/><author><name>BRUNO WALTER CAPORRINO</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09035545029341697571</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_23aWuykTr4Q/SWbHHPRKpqI/AAAAAAAAAAo/ctxGZeCryHU/S220/Trindade+-+Outubro+2007+(7).JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-sq1B0uMueOY/TnTuo9p7xnI/AAAAAAAAAPE/CjJgQhZ1rg0/s72-c/digitalizartentativa%2Bpositivo0001.gif' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-294771847804289284.post-8897362580409397730</id><published>2011-08-29T06:09:00.000-07:00</published><updated>2011-08-29T08:47:41.812-07:00</updated><title type='text'>GARRAFA # 52 - Antes de partir</title><content type='html'>&lt;object width="320" height="266" class="BLOG_video_class" id="BLOG_video-af86c67519ff25d2" classid="clsid:D27CDB6E-AE6D-11cf-96B8-444553540000" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/get_player"&gt;&lt;param name="bgcolor" value="#FFFFFF"&gt;&lt;param name="allowfullscreen" value="true"&gt;&lt;param name="flashvars" value="flvurl=http://v14.nonxt1.googlevideo.com/videoplayback?id%3Daf86c67519ff25d2%26itag%3D5%26app%3Dblogger%26ip%3D0.0.0.0%26ipbits%3D0%26expire%3D1331160408%26sparams%3Did,itag,ip,ipbits,expire%26signature%3D4EDC80412E0E1724017BCD2086349C8EACB93D18.409D706E4826FFEB2EFC6E627766757901283BF4%26key%3Dck1&amp;amp;iurl=http://video.google.com/ThumbnailServer2?app%3Dblogger%26contentid%3Daf86c67519ff25d2%26offsetms%3D5000%26itag%3Dw160%26sigh%3DzgJC_weLtvdLi8xLuGs8rWV3Gq0&amp;amp;autoplay=0&amp;amp;ps=blogger"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/get_player" type="application/x-shockwave-flash"width="320" height="266" bgcolor="#FFFFFF"flashvars="flvurl=http://v14.nonxt1.googlevideo.com/videoplayback?id%3Daf86c67519ff25d2%26itag%3D5%26app%3Dblogger%26ip%3D0.0.0.0%26ipbits%3D0%26expire%3D1331160408%26sparams%3Did,itag,ip,ipbits,expire%26signature%3D4EDC80412E0E1724017BCD2086349C8EACB93D18.409D706E4826FFEB2EFC6E627766757901283BF4%26key%3Dck1&amp;iurl=http://video.google.com/ThumbnailServer2?app%3Dblogger%26contentid%3Daf86c67519ff25d2%26offsetms%3D5000%26itag%3Dw160%26sigh%3DzgJC_weLtvdLi8xLuGs8rWV3Gq0&amp;autoplay=0&amp;ps=blogger"allowFullScreen="true" /&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este é um filme-fotográfico.&lt;br /&gt;Partindo do princípio de que cinema significa justamente imagem movimento (cinese), e portanto fotografia (luz e enquadramento) em movimento, através da exposição em sequência de 24 fotografias por segundo, tentei fazer das fotografias PB que capturei em Macapá um filme, construindo uma narrativa através de sua sequência. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há muito mais neste pequeno filme (ao menos muito mais de mim) do que meramente imagens.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estará o jovem lobo do mar cansado de errar solitário, cansado de estar em terra, a planejar um possível retorno?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez seja hora de planejar lançar âncora nalgum porto - de preferência seguro. Porto 29 de agosto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez seja muito cedo...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tal é a reflexão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eis que vosso amigo se encontra, em essência, nesta narrativa fílmico-fotográfica, cuja definição não ficou boa devido à redução obrigatória da resolução exigida pelo Blogger. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Garanto que as fotos são melhores do que isso... e as PB analógica mais ainda - ou menos ruins.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eis que vosso amigo se encontra na exata LINHA DE SOMBRA de que nos fala Conrad.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Grande Conrad.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O meu problema é que eu não tenho mais meu navio, e muito menos uma ótima tripulação...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais um motivo para aportar, se for o caso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em todo caso, segue um filme para quem deseja conhecer este porto austral.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes de partir - faço-lhe uma declaração apaixonada de sincera devoção.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/294771847804289284-8897362580409397730?l=beagle40.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://beagle40.blogspot.com/feeds/8897362580409397730/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=294771847804289284&amp;postID=8897362580409397730&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/294771847804289284/posts/default/8897362580409397730'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/294771847804289284/posts/default/8897362580409397730'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://beagle40.blogspot.com/2011/08/garrafa-52-tentativa.html' title='GARRAFA # 52 - Antes de partir'/><author><name>BRUNO WALTER CAPORRINO</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09035545029341697571</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_23aWuykTr4Q/SWbHHPRKpqI/AAAAAAAAAAo/ctxGZeCryHU/S220/Trindade+-+Outubro+2007+(7).JPG'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-294771847804289284.post-2732816992249197358</id><published>2011-08-23T13:36:00.000-07:00</published><updated>2011-08-23T13:56:34.121-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='A CULTURA DA NÃO-NATUREZA OU A PREDAÇÃO DOS VIVENTES'/><title type='text'>GARRAFA DE # 51 - COMEMOREMOS</title><content type='html'>&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;(Trilha sonora engarrafada: sons da cidade, noite adentro)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Esquina das ruas Cândido Mendes e Padre Júlio, centro de Macapá. O sol provoca ruborescência nas nuvens, provavelmente ao deitar-se com elas no longínquo horizonte, em algum ponto da abóbada ornada com  Equador que corta a cidade quente, poeirenta, azafamada e, sobretudo, barulhenta.&lt;br /&gt;O pó que se cola à pele suada, as infinitas notas musicais eletro-bregas que desprendem-se das lojas e embatem-se contra as esquinas das coisas, reverberando, ao sabor das lufadas do vento fresco e úmido oriundo do rio e da mata que domina o mundo para além dele, provocam um misto de mal-estar e de imediato alívio a este mesmo mal-estar.&lt;br /&gt;Contra o azul do céu metalizado, tingido aqui e ali de rosa e vermelho pelo poente que se reflete em nuvens que, sem isso, seriam imperceptíveis, um grupo imenso e móvel, qual um corpo de baile, aproxima-se.&lt;br /&gt;Apresenta ao público desatento e apressado um inigualável balé, cuja coreografia é uma ode à vida em suas mais diversas e várias manifestações: são as andorinhas! Um bando imenso delas forma uma nuvem negra e móvel, composta de milhares de pontos negros, coreografados pelo deus-dará de sabe-se lá quais equações imperscrutáveis, uma a cada vez, uma para cada lado, mas todas juntas, independentemente juntas, rumando para o mesmo lugar.&lt;br /&gt;Sempre o mesmo lugar: há mais de 100 anos (desde que existe a esquina, pois o pousio das andorinhas é anterior aos postes e fios), elas passam as noites de verão ali. Sempre ali.&lt;br /&gt;Uma andorinha não faz verão, canta o provérbio popular. Mas a nuvem negra e semovente que baila pelo céu metálico, num balé nada frenético, e sim harmônico e agradável, é composta por um número tal de andorinhas que ouso dizer que são suficientes para justificar os 45º C que acometeram a cidade, descorando os carros, rachando os móveis de madeira. Que calor! Estamos em pleno Agosto, é verão na Amazônia, e os balés se iniciam nas matas incógnitas com as borboletas amarelas que revoam às milhões no curso dos rios, por exemplo.&lt;br /&gt;Assim é também, pasmém, no ambiente artificial que construímos, conturbado, buliçoso, desigual, pretensamente cartesiano, à imagem de nós mesmos, à guisa de ambiente e habitação.&lt;br /&gt;Em plena capital, sobre um trânsito – aparentemente – caótico, a nuvem negra de milhares de animais individuais que conformam um todo único cuja trajetória é o construto coletivo de toda e cada uma de suas trajetórias individuais, oferece um espetáculo ignorado. Buzinaço, mormaço, cansaço.&lt;br /&gt;Poucos levantam os olhos para o céu na cidade cortada pelo Equador, em cujas noites ainda é possível ver estrelas cadentes e constelações que não se pode mais vislumbrar de cidade alguma, o que os faz talvez mais embrutecidos do que aqueles que já não as observam porque simplesmente não as há mais.&lt;br /&gt;De costas para o Rio-Mar e para a Amazônia, Macapá ergue seus monumentos de vidro e ar-condicionado, de confinamento citadino, ao esquecimento de suas riquezas: perde a chance única na história de ser uma cidade – civilização, ou seja, cultura – construída dentro, com, na Natureza. Perde a chance de criar algo sem precedentes na história das cidades: a cidade orgânica, o urbano natural, o projetado  artificial que sabe aproveitar o projetado natural, imitando avidamente os modelos superlotados e abarrotados de gente amontoada em condições desiguais de usufruto dos equipamentos. Na merenda das escolas estaduais, nada de tapioquinha.&lt;br /&gt;A cidade é uma fotografia da sociedade, uma maquete da estrutura social. É a realização máxima do humano, é o ambiente que construímos para nós mesmos, em função do que somos: inconscientemente.&lt;br /&gt;Há séculos as andorinhas pousam aqui. Outrora um Angelim, quiçá uma Samaúma. Hoje a fiação dos postes. Da sacada de meu bochornoso apartamento, de onde vislumbro uma nesga – preciosíssima pequena nesga incomensurável – do Rio mais belo do mundo, eu as observo, nas noites silentes e solitárias em que a TV doutrina o povo a comprar, consumir, comprar, consumir a vida de costas para a vida, sem se falar, apesar de tanta parafernália conectante, como os celulares de última geração que o povo pendura no cabo de freio das bicicletas a berrar, a todo volume, a ode macapaense ao projeto de cidade caóstica, desumana, que cada qual guarda para si, sonhando com shopping centers envidraçados onde sempre é dia... sempre faz sol... por mais que sempre faça sol, de verdade, lá fora, bem diferente do Canadá.&lt;br /&gt;Por estes dias, ao ler na sacada, tenho ouvido um guincho, semelhante ao de um daqueles belos gaviões reais que tanto admiro na Terra Indígena. Que animal seria este? Ao observar a esquina, iluminada pelas fachadas de duas grandes lojas de móveis e pelo oscilar verde-vermelho dos espalhafatosos semáforos, vejo que as andorinhas revoam, revoam de chofre, rompendo seu silêncio, cindindo seu descanso. E o guincho que passa sobre minha sacada, percebi, era imediato: ato contínuo ao revoar das andorinhas.&lt;br /&gt;Eis que uma noite, a vida premiou o observador paciente – pois é assim que deve ser, e a Natureza é a maior professora desta disciplina. O guincho é emitido por ninguém mais do que uma belíssima, exuberante, altiva coruja branca. Alva, alvíssima, elegante, ela sobrevoa minha casa, guinchando como quem dá as boas-noites, cumprimentando o leitor solitário de um Milton Hatoum qualquer que toma a brisa fresca da mata e do rio em sua sacada soliloqüente.&lt;br /&gt;Ela sobrevoa minha sacada, e ruma para a esquina, para o ponto de encontro desta sociedade de andorinhas que fazem o verão tórrido de Macapá. A revoada é imediata, e pude apreciar, extasiado, como a coruja pinça uma andorinha do fio de linha-vida, à luz vermelha do semáforo. Agarra uma, e o bando apavorado revoa, de aqui para li, de lá para cá, numa tentativa desesperada de fugir à predadora que se serve de seu jantar.&lt;br /&gt;Bela, belíssima cena, que contemplo de camarote, agora com hora marcada: sempre por volta das 23:00hs. Uma fina chuva segue-se vez por outra às frescas lufadas que o maldito amianto do meu telhado evita, e que me faz evitar o confinamento dentro de um maldito aquário com ar-condicionado por pura teimosia. Observo, contemplo este belo espetáculo da natureza na cidade inserida no meio da Amazônia por ela ignota.&lt;br /&gt;E fico-me a pensar em Durkheim, em sua arguta análise de um fenômeno novo que assombrou o Ocidente no século XIX: as multidões, análise esta que fundou a sociologia. Penso em Browne, o químico segundo quem cada molécula de um gás dispersa-se seguindo trajetórias independentes, mas todas relacionadas, indivíduos com trajetórias incalculáveis, mas que formam um tal conjunto de trajetórias individuais tão coeso e concatenado, que é absolutamente prever a trajetória do conjunto, da nuvem. Coletivo.&lt;br /&gt;É exatamente assim que se movem as andorinhas em seu balé cronometrado rumo aos fios, ao rubro anoitecer.&lt;br /&gt;É exatamente assim que nos movemos nós, homens, na cidade: cada qual com seus anseios, seu papel social, suas opiniões e objetivos, descreve uma trajetória única, inigualável, incomparável, independente. Mas somos um grupo de indivíduos, que se move cada qual para um lado, constituindo um coletivo, um conjunto único que vai para um único e mesmo lugar.&lt;br /&gt;Para onde vamos?&lt;br /&gt;Nós, não sei: mas as andorinhas fazem da esquina seu “pedaço”, para usar um conceito da antropologia urbana. Ali é seu ponto de encontro, seu bar, seu café, sua praça, ao passo em que o mundo é sua pólis.&lt;br /&gt;A rua jaz imunda, repleta dos restos da existência humana. Varredoras, com quem me entretenho a conversar vez ou outra, contam-me seu trabalho de Sísifo, sua árdua tarefa de varrer as ruas desses restos, todas as noites. Seu salário está atrasado há mais de 5 meses.&lt;br /&gt;O governo anterior desviou, comprovadamente, bilhões de reais dos cofres públicos, e estes valentes trabalhadores percorrem as ruas em seus quentíssimos uniformes, madrugada adentro, trazendo atrás de si a limpeza e o pesado carrinho onde depositam os restos das existências de cada um dos que percorreram as ruas em suas trajetórias incalculáveis.&lt;br /&gt;A coruja preda as andorinhas.&lt;br /&gt;Alimenta-se de uma ou outra, leva-a a seus filhotes, escondidos, provavelmente, na torre da Igreja de São José, logo ali, como deve ser: a coruja na torre da igreja.&lt;br /&gt;Os homens inventam, inventam, criam um mundo artificial que é todo cultura, só humanidade, negando, inclusive, a natureza, nesse exercício cotidiano da cidade que é a multidão.&lt;br /&gt;E predam.&lt;br /&gt;Já a coruja é mais honesta: nenhum Delacroix jaz pendurado no oco onde se esconde. Apenas ossadas de cobras, calangos, e andorinhas.&lt;br /&gt;Bruno Walter Caporrino&lt;br /&gt;Macapá, 19 de agosto de 2011&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Post Scriptum: parece ironia, mas venho notando, desde a madrugada em que escrevi esta pequena crônica, que o bando vem diminuindo radicalmente. Ontem, eram cerca 100 apenas! Com certeza isso não é obra apenas da coruja. Talvez faça parte desta sanha macapaense por "civilizar", entendendo, toscamente, que tudo o que é "cidade" é por definição "não-natureza".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lamentável.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/294771847804289284-2732816992249197358?l=beagle40.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://beagle40.blogspot.com/feeds/2732816992249197358/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=294771847804289284&amp;postID=2732816992249197358&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/294771847804289284/posts/default/2732816992249197358'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/294771847804289284/posts/default/2732816992249197358'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://beagle40.blogspot.com/2011/08/garrafa-de-51-comemoremos.html' title='GARRAFA DE # 51 - COMEMOREMOS'/><author><name>BRUNO WALTER CAPORRINO</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09035545029341697571</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_23aWuykTr4Q/SWbHHPRKpqI/AAAAAAAAAAo/ctxGZeCryHU/S220/Trindade+-+Outubro+2007+(7).JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-294771847804289284.post-3871262261267717680</id><published>2011-07-06T07:36:00.000-07:00</published><updated>2011-07-06T07:56:50.670-07:00</updated><title type='text'>GARRAFA # 50 - O MUNDO ACABOU-SE</title><content type='html'>&lt;em&gt;&lt;/em&gt; (Trilha sonora engarrafada: muitos minutos, séculos de silêncio)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vini, vidi... e perdeu&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sob uma marquise, numa rua abandonada&lt;br /&gt;Um homem vertia lágrimas silenciosas&lt;br /&gt;O rosto seco, a alma ociosa&lt;br /&gt;Derrotado em  conquista do mundo: sina a si destinada&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os garis recolhiam os espólios&lt;br /&gt;E ele deitava ali seus despojos&lt;br /&gt;Ex-homem, aniquilado, que ganhou o mundo&lt;br /&gt;Mas solitário errante c´o coração mudo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Varram, garis, para o lixo&lt;br /&gt;O que o povo jogou fora!&lt;br /&gt;Recolham, homens, os restos deste bicho&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, ai, cuidado que não cortem as mãos!&lt;br /&gt;Com os cacos reluzentes&lt;br /&gt;E cortantes deste humano coração!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bruno Walter Caporrino&lt;br /&gt;Macapá, 05 de julho de 2011 &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eles amaram como deuses&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como deuses olímpicos eles amaram,&lt;br /&gt;Na mundana alethea de sua peleja, amaram um ao outro. &lt;br /&gt;Num apaixonado culto à vida, com os plácidos arroubos&lt;br /&gt;Dos que vivem,  eles serenamente guerrearam,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com a vida, o espaço, o tempo e suas aleivosias.&lt;br /&gt;Amaram com fé um amor tão puro que sagrou-se imortal.&lt;br /&gt;Fizeram-se sobre-humanos, num sacrifício sobrenatural,&lt;br /&gt;Tornando sacra a abnegação, sagrada a sua porfia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sacrificaram-se humanos, em heróicos desafios,&lt;br /&gt;Provas incomensuráveis, dia a dia, anos a fio,&lt;br /&gt;Com a calma voraz, apaixonada, dos que amam&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Serenamente. Amaram. Como heróis, sem aflição,&lt;br /&gt;Como dois deuses guerreiros, amaram-se sobre todas as coisas.&lt;br /&gt;Mas canta a ode que a tragédia é ser humano, e mortal, o coração. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bruno Walter Caporrino&lt;br /&gt;Macapá, 5 de julho de 2011&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/294771847804289284-3871262261267717680?l=beagle40.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://beagle40.blogspot.com/feeds/3871262261267717680/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=294771847804289284&amp;postID=3871262261267717680&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/294771847804289284/posts/default/3871262261267717680'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/294771847804289284/posts/default/3871262261267717680'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://beagle40.blogspot.com/2011/07/garrafa-50-o-mundo-acabou-se.html' title='GARRAFA # 50 - O MUNDO ACABOU-SE'/><author><name>BRUNO WALTER CAPORRINO</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09035545029341697571</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_23aWuykTr4Q/SWbHHPRKpqI/AAAAAAAAAAo/ctxGZeCryHU/S220/Trindade+-+Outubro+2007+(7).JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-294771847804289284.post-2589848249281605855</id><published>2011-06-26T09:28:00.000-07:00</published><updated>2011-06-26T09:33:56.751-07:00</updated><title type='text'>GARRAFA # 49 - Um dia da caça, outro do caçador</title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;(Trilha sonora engarrafada: Melody - Equipe do Comércio de Macapá, vol 15)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Um dia da caça, outro do caçador: a tarde de um fotógrafo&lt;br /&gt;errante&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;span style="color:#ffff66;"&gt;Forte&lt;/span&gt; borrasca se anunciava, advinda do sul, trazida por carinhoso vento fresco e úmido, impregnado dos odores, sabores e humores da Amazônia que jaz, gigante, toda ela a própria natureza, em berço esplêndido.&lt;br /&gt;Os batelões e recreios jaziam inclinados sobre o leito seco do rio, no aguardo da cheia da maré, que traria para sua amada costa o Rio, todo ausência, consagrando a sua onipresença e onisciência justamente através de sua ausência.&lt;br /&gt;O sol, filtrado por densa camada de nuvens, iluminadas pelos raios que cortam o céu cinério e portentoso, alumiava brandamente os semblantes, os mastros, os talha-mares, as popas e proas inclinadas pelos cascos deitados preguiçosamente sobre a lama.&lt;br /&gt;Pescadores comercializavam seus produtos, pachorrentamente deitados sobre as redes que, devido à falta dos banzeiros, não baloiçavam. O melody e o forró emanavam de cá e de lá, confundindo-se como os corpos dos que os dançam, cruzando-se frentes de som, inebriantes, mas diluídos, difusos, como a luz.&lt;br /&gt;Eu caminhava, como de costume, pela beira, sondando as embarcações, cumprimentando as gentes que aguardavam a partida para as ilhas, Afuá, do Pará, do Açougue, de Bailique, Breves, Chaves. Pedaços de conversas, mais ou menos animadas, chegavam ao meu ouvido com as lufadas, que traziam consigo o hálito da selva ali inculta, ignota, mas toda anunciada por cada cavername, cada trave, cada embarcação, enfim.&lt;br /&gt;O gosto do açaí fresco se deixava entrever, como os rostos marotos dos pequenos que empinavam seus papagaios à brisa entrecortada de suspiros quentes e bochornosos do concreto da amurada torta.&lt;br /&gt;No comércio fronteiro, os comentários de sempre: “Êh parceiro”, cumprimentava o vendedor de bananas e pupunha. “Tu és francês sinhô”, perguntava, sorridente e timidamente audaz, uma menina duns oito anos, morena, queimada de sol, alourada por seus raios na tez morena de sua vida cabocla, pés descalços sobre o passadiço encerado, o convés reluzente, que refletia os raios do sol refletidos pela brancura da casa de comando.&lt;br /&gt;“Êh”.Cumprimento curto, mas revelador do meu todo-à-vontade por estar ali, no meu habitat natural, do ambiente construído que traz, em cada parte, o ambiente natural que eu tanto amo, que tanto me atrai, que eu não canso de contemplar.&lt;br /&gt;Eu levava comigo a imagem alegórica do Outro, do francês, do “catarinense”, em que as moças da venda, o rosto brilhante de suor a vender o delicioso suco dos últimos cupuaçus da estação viam curiosamente um empresário, dono de garimpo, turista.&lt;br /&gt;E, com tudo isso, quase que a corroborar esta imagem, e, certamente, consagrando o meu existir ali, eu trazia a minha valente e fiel companheira, uma Zenit 12 xp. Inebriado pelo existir que o contexto rico e multifacetado, colorido e vi(í)vido, tantos e tantos anos ansiado, eu me fazia estar ali, sentindo, apreendendo, imiscuindo-me ao que me rodeava.&lt;br /&gt;Sendo francamente visível, francamente risível, eu me imiscuía ao lugar, interagindo com ele, e, parado, a fotometrar por minutos a fio uma tomada de proas e arestas de cabeamentos de mastro à boreste, de modo que, assim, ali, eu retirava das pessoas a imagem ameaçadora que minha alteridade frisava, naturalizando, se não o meu estar ali, para mim, sempre freneticamente apaixonante, ao menos a minha presença.&lt;br /&gt;Mais do que acostumados comigo, os zeladores do B/M Magestade, do N.M. Comte. Victor, cumprimentavam-me, perguntando se hoje eu usava filme colorido ou preto e branco. Os donos das vendas perguntavam se eu quereria, daquela feita novamente, o guaraná Tuchaua gelado de sempre. “Não, jajá escurece. Tens açaí?”. Tinha não: não fora buscar à rampa do Santa Inês.&lt;br /&gt;Uma tomada de centésimos de segundo, dez minutos a contemplar. Dez minutos a fotometrar, um segundo sobre 250 para clicar. “Você me perdeu, e agora chora/ bye bye, meu amor/agora é tarde, eu aprendi...”, o melody veio com mais força com a lufada, oriundo da feira do Perpétuo Socorro, do Igarapé das mulheres.&lt;br /&gt;Uma menina e um menino brincavam à proa do “Lírio do Vale”, enquanto reparos eram feitos numa embarcação em construção, estado final, que eu vi surgir do talha-mar de Itaúba amarela, passando pelas cavernas de Macacaúba, as obras mortas todas já em feitio.&lt;br /&gt;Tomadas. A película acabou. Sentado à amurada, troquei a película, a contemplar o vendedor de bóias de nadar coloridas, dos mais diversos formatos (cães, gatinhos, ursos), que passava numa bicicleta cargo, qual um Atlas que segura um mundo de mais de quatro metros de... diáfano e quente ar comprimido dentro das câmaras multiformes.&lt;br /&gt;A luz difusa diminuía. Aberturas maiores, velocidades mais baixas começaram a ser necessárias; o geralmente rebelde e temperamental fotômetro da Zenit resolveu funcionar em pleno acordo comigo, com minhas leituras... Ah, harmonia: fotografar, para mim, é a consagração de minhas doces memórias, através da impressão de minhas impressões nesta amada vivência sorvida como suco na tarde quente e ora mais, ora menos abafada – conforme os ditames do Zéfiro amazônico que anunciavam começo da cheia da maré.&lt;br /&gt;Mais tomadas, rápidas, pensadas, nada estudadas: fotografar para mim é recordar. Corda, em latim, é coração: atracado à estas embarcações que tanto amo, não vivo senão à volta delas, atado a elas.&lt;br /&gt;Sobre a tolda do “Salmo 23”, delicado batelão de 12 metros, motor de centro, sem convés, a mesma senhora simpática deixou-me foto-grafar seu sorriso singelo e sincero, já outrora fortemente grafado no meu coração, através do jogo de luz e sombra que suas rugas de senhora sofisticada, cabocla de mais de 60 invernos, anunciavam com singela beleza.&lt;br /&gt;Mais uma película acabou-se. Verifico a valente bolsa de couro, quadrada, que comprei em São Paulo, há muito tempo, depois de deblaterar com o dono da loja de cacarecos, que teimava em aumentar o preço do estojo por não permitir que eu o comprasse sem a Polaroid avariada de quem era original escudeiro. Sim, era a última película.&lt;br /&gt;---- Graviola, por favor, com leite. O suco extremamente gelado, sorvido a longos goles, com o ouvido a doer diante do volume máximo da caixa amplificadora que tocava insistentemente o doce e cadenciado melody da Equipe do Comércio de Macapá, era especialmente doce.&lt;br /&gt;---- Este é o volume 15 né? Perguntei. Sim, era. Eu o comprara no ponto de ônibus ao lado de casa, antes de ir ao trabalho, semanas antes. E é o que eu ouço agora, nesta madrugada em que o forte som da chuva que se abate contra minhas vidraças é entrecortado pelo com o mesmo CD tocado em alto volume dos carros que vão e vem do Casarão do Forró, na beira-rio, à boate Bit Society.&lt;br /&gt;Hora de ir. Pena que o cachorro que sempre fica à janela do alto sobrado de madeira sobre o mini-box comércio São Thiago onde eu sempre compro anzóis e linhas antes de viajar à terra indígena, desta vez, logo agora que o filme já acabara, resolveu trepar à janela novamente. Sempre quis fotografá-lo nesta pose, o cachorro: e tu só me apareces agora... ri-me.&lt;br /&gt;Uma rápida checada no que faziam dois homens à popa de um batelão maior – ajeitam a palheta que, provavelmente fora de ponto, causa tremeliques desagradáveis em toda a embarcação durante as horas de viagem, como um cão que balança a cauda e agita a língua.&lt;br /&gt;Tomei o rumo de casa, deixando o Igarapé das Mulheres, ladeando a beira entre as bicicletas e carrinhos de batata e macaxeira frita que rumam ao complexo da Fortaleza de São José onde a noite promete ser agitada, à beira do Amazonas – sempre, sempre em função dele, sempre em seu derredor, como numa metáfora clara mas nada óbvia do que é a vida por aqui.&lt;br /&gt;No que eu ando a curtir o vento fresco, a plenos pulmões, feliz como o animal que retorna a seu ambiente depois de longo cativeiro; como as borboletas amarelas que fazem seu balé anunciado o verão depois das fortes chuvas do inverno torrencial, meu peito se agita. Comprimento novamente os mesmos modelos fotografados, mais do que isso, os mesmos homens cujo viver honesto e livre, errante, eu venero e respeito – e cujo fotografar é uma tentativa de homenagear e de fazer sobreviver ao tempo.&lt;br /&gt;Um caboclo velho, camisa social aberta sobre o magro e queimado peito, óculos sobre os olhos fechados que herdara dos avós indígenas do Cunani, os pés feridos, as mãos aneladas repletas de anéis, a segurar sua parceira, uma Barra-Forte azul, perguntou-me:&lt;br /&gt;---- Tu é fotógrafo é? Com interesse e curiosidade sinceros, desinteressados, sorridentes, o semblante puro, liberto de maldade no interesse.&lt;br /&gt;---- Amador. Eu amo fotografar. Porque eu amo isso aqui: rapaz... isso aqui é lindo demais! Respondi, de sopetão, sem pensar, num arroubo efusivo que, malgrado me tenha supreendido muito, a ele nada surpreendeu.&lt;br /&gt;Ele sorriu um sorriso no qual encontrei tanta compreensão, tanta, que só perde para o sorrido de compreensão com que revela minha alma uma certa pessoa que, mesmo fisicamente distante, estava mais ali do que eu mesmo, porque estava em tudo o que eu via, em harmonia com o Rio nesta bela tarefa impregnante e significante.&lt;br /&gt;---- Ah, é lindo! Isso aqui é lindo. Mas não são todos que vêem beleza aqui: a beleza está em quem vê, está no saber ver! E eu tenho certeza de que existe muita poesia por trás dessa sua máquina aí, que é só um instrumento para você enxergar esta beleza toda! Respondeu-me ele, sorridente, os olhos iluminados duma sabedoria assustadora. Juro: assim, com estas exatas palavras, ele o disse. Reproduzo aqui ipsis literis o que me disse esse caboclo, porque tamanha foi a acuidade de seu dizer, que isso se gravou em minha alma muito mais fortemente do que a luz que eu imprimo nos modestos haletos de prata em cuja impressão eu tento re-cordar tudo isso.&lt;br /&gt;Sim, meu bom caboclo! Que belo golpe me destes! Eu, a viver, não consigo guardar tudo isso em mim, e, por conseqüência, fotografo. Não escolho o tema: fotografo os barcos e suas gentes, o rio e seus amantes, não porque o escolhi, mas porque tão marcante e intensa é a experiência de tudo isso, que não cabendo em mim, encontrei na fotografia um simples equipamento para me ajudar a sentir e expressar o quanto eu amo tudo isso!&lt;br /&gt;Sim, aquele caboclo, tantas e tantas vezes admirado, enquadrado, contemplado, fotografado, e, portanto, desnudado em suas atitudes e existência cotidianas, mediante a violenta imposição da objetiva, soube fotografar-me. Desnudou-me, o homem; e a relação, num átimo de segundo, inverteu-se: foi ele que me expôs, foi ele que me captou em minha atitude e existência mais plenas: vivendo, perambulando ali, fotografando.&lt;br /&gt;Sim, sorri-lhe. Comprimentou-me, subiu na Barra-Forte, e lá se foi, para o rumo das bodegas. Eu, extasiado, a suar frio, guardei a Zenit no estojo, que sempre penduro no ombro esquerdo transversalmente, meti as mãos nos bolsos, aspirei o ar magnetizado pela tempestade anunciada, e vaguei para o rumo de casa, plenamente realizado pela inversão da relação que consagrou todas as milhões de relações, trocas, diálogos, co-produções e diálogos que eu sempre busquei com estes homens.&lt;br /&gt;Um dia da caça, outro do caçador. E, nesta tarde, para minha felicidade, mais fortemente do que de costume, o enquadrado, o capturado, fui eu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bruno Walter Caporrino&lt;br /&gt;Macapá, 11 de junho de 2011&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/294771847804289284-2589848249281605855?l=beagle40.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://beagle40.blogspot.com/feeds/2589848249281605855/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=294771847804289284&amp;postID=2589848249281605855&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/294771847804289284/posts/default/2589848249281605855'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/294771847804289284/posts/default/2589848249281605855'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://beagle40.blogspot.com/2011/06/garrafa-49-um-dia-da-caca-outro-do.html' title='GARRAFA # 49 - Um dia da caça, outro do caçador'/><author><name>BRUNO WALTER CAPORRINO</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09035545029341697571</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_23aWuykTr4Q/SWbHHPRKpqI/AAAAAAAAAAo/ctxGZeCryHU/S220/Trindade+-+Outubro+2007+(7).JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-294771847804289284.post-6998755770352744139</id><published>2011-05-13T13:14:00.001-07:00</published><updated>2011-05-13T14:12:21.531-07:00</updated><title type='text'>GARRAFA # 48 - MAIS DO QUE PALAVRAS</title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#ffcc00;"&gt;(Trilha sonora engarrafada: silêncio, escutem o marulhar do rio e os banzeiros)&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#ffcc00;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#3366ff;"&gt;Amados amigos,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#3366ff;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#3366ff;"&gt;Como deveis ter notado, faz mais de cinco meses que aqui não escrevo. Criei este Beagle, e estas garrafas que dele lanço, na esperança a mais sincera de que pudéssemos estar mais próximos, náufragos ilhados que somos... pelo temor de perder-vos, decidi compartilhar tudo o que de absurdamente delicioso e vívido tenho vivenciado e experenciado por aqui! Pois seria uma forma de estar-me aí, e de tê-los aqui.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#3366ff;"&gt;Parei, pois de escrever. Antes, ermitão misantropo na São Paulo que me agredia e humilhava, escrevia para viver os enredos alheios, para ser eu-mesmo nos personagens que eu criava. Depois, embrenhando-me na Hiléia Amazônica, perdi-me nela para encontrar-me gente, fazer-me Homem ao navegar, pois navegar pe preciso, viver não. E passei a escrever tão febrilmemente quanto estava vivendo: para dar significado, sentido, ad hoc, ao vivido tão febrilmente aqui. Ocorre amigos, que tudo isso foi tão forte, febril, intenso, reluzente, que parei de escrever. Não consegui mais expressar com palavras tudo o que vivo pela Amazônia onde me perco.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#3366ff;"&gt;Entrei em crise com isso: iria eu explodir ao acumular tantas e tão vivas experiências sem expressá-las?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#3366ff;"&gt;Por estes dias, dei-me conta de um fato: abri meu armário e folheei minhas 10.000 fotos, preto e branco a maioria, processamento e captura analógicas. E me dei conta que, desde meu primeiro segundo na Amazônia, ando 24horas por dia com a minha câmera fotográfica a tira-colo: uma simples ,porém robusta e valente Zenit 12 xp, fabricação soviética, 52mm, e muitas ,muitas películas PB. Depois, Mari, grande Musa e parceira, arrumou-me uma deliciosa Zeiss Ikon Contaflex, 1960, e passei a aperfeiçoar inclusive as películas... Dei-me conta, amigos, que meu ser é estar: na Amazônia. E que este estar é indissociável do experenciar, do qual a fotografia é uma consequencia inevitável, imprescindível!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#3366ff;"&gt;Nunca consegui mostrar estas fotografias, estes pedaços do eu que a realidade amazônica refletiu em mil fragmentos vívidos, porque nunca consegui adquirir um scanner para digitalizar as películas.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#3366ff;"&gt;Tomei de empréstimo, então, uma Canon semi-profissional e fiz um ensaio unicamente para compartilhar convosco.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#3366ff;"&gt;Está muito, muito aquém do que tenhgo produzido, que está muito, muito,muito aquém do que tenho visto, vivido, amado, experenciado... Mas é o que eu posso compartilhar convosco, através destas garrafas!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#3366ff;"&gt;Gostaria de advertir, por fim, amigos, que meu nome consta em letras garrafais sobre as fotos pelo simples fato de que meu existir é tao inextrincavelmente estar na Amazônia, à beira ,sobre, o Amazonas, e que este estar é tão indissociável do fotografar, que é meu fazer-me à mim mesmo à imagem e semelhança da Amazônia que é meu vivenciar, que doeria muito, seria aniquilador, ver estas fotos em outros sitios ou sob outras assinaturas: seria aniquilador ver voce mesmo andando e vivendo sua vida à sua revelia, com outro nome...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#3366ff;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#3366ff;"&gt;As fotos são da Fortaleza São José de Macapá, da beira do Amazonas onde passo os dias a, literal e literariamente, ver navios, e do maior rio do mundo, que corta e vivifica o maior organismo vivo do mundo: o Amazonas, e um pedacinho de sua infinitude hercúlea...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-GcwPqfhGL4w/Tc2ZLqMRCnI/AAAAAAAAAOA/2mYFacHj-Ww/s1600/BRUNO%2BWALTER%2BCAPORRINO%2B231.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 300px; DISPLAY: block; HEIGHT: 400px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5606305536729483890" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/-GcwPqfhGL4w/Tc2ZLqMRCnI/AAAAAAAAAOA/2mYFacHj-Ww/s400/BRUNO%2BWALTER%2BCAPORRINO%2B231.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-CRDtCuyuCx0/Tc2YY2KP8eI/AAAAAAAAAN4/hgYobJdGKos/s1600/BRUNO%2BWALTER%2BCAPORRINO%2B397.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 300px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5606304663768920546" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/-CRDtCuyuCx0/Tc2YY2KP8eI/AAAAAAAAAN4/hgYobJdGKos/s400/BRUNO%2BWALTER%2BCAPORRINO%2B397.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-12BWeP0PYoo/Tc2X86ZDjdI/AAAAAAAAANw/k7XTsk_Pmpg/s1600/BRUNO%2BWALTER%2BCAPORRINO%2B399.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 300px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5606304183868427730" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/-12BWeP0PYoo/Tc2X86ZDjdI/AAAAAAAAANw/k7XTsk_Pmpg/s400/BRUNO%2BWALTER%2BCAPORRINO%2B399.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-HEnz5cWxkQM/Tc2W6Al3FnI/AAAAAAAAANo/O42nnDh78i0/s1600/BRUNO%2BWALTER%2BCAPORRINO%2B404.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 300px; DISPLAY: block; HEIGHT: 400px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5606303034481514098" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/-HEnz5cWxkQM/Tc2W6Al3FnI/AAAAAAAAANo/O42nnDh78i0/s400/BRUNO%2BWALTER%2BCAPORRINO%2B404.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-kUB5YNr2AVM/Tc2Whq9uqtI/AAAAAAAAANg/gFbWeHDmarc/s1600/BRUNO%2BWALTER%2BCAPORRINO%2B422.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 300px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5606302616359185106" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/-kUB5YNr2AVM/Tc2Whq9uqtI/AAAAAAAAANg/gFbWeHDmarc/s400/BRUNO%2BWALTER%2BCAPORRINO%2B422.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-Kk4-44hddJE/Tc2WGm3gX_I/AAAAAAAAANY/yiMOiRvldjc/s1600/BRUNO%2BWALTER%2BCAPORRINO%2B429.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 300px; DISPLAY: block; HEIGHT: 400px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5606302151402872818" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/-Kk4-44hddJE/Tc2WGm3gX_I/AAAAAAAAANY/yiMOiRvldjc/s400/BRUNO%2BWALTER%2BCAPORRINO%2B429.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-h5dKW1trj2A/Tc2Vz_OqJoI/AAAAAAAAANQ/OuMy2Mgkxk8/s1600/BRUNO%2BWALTER%2BCAPORRINO%2B433.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 300px; DISPLAY: block; HEIGHT: 400px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5606301831524918914" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/-h5dKW1trj2A/Tc2Vz_OqJoI/AAAAAAAAANQ/OuMy2Mgkxk8/s400/BRUNO%2BWALTER%2BCAPORRINO%2B433.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-yMVnuDoL8EQ/Tc2VLTqqTMI/AAAAAAAAANI/9wC9j_hKx1c/s1600/BRUNO%2BWALTER%2BCAPORRINO%2B447.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 300px; DISPLAY: block; HEIGHT: 400px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5606301132636441794" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/-yMVnuDoL8EQ/Tc2VLTqqTMI/AAAAAAAAANI/9wC9j_hKx1c/s400/BRUNO%2BWALTER%2BCAPORRINO%2B447.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-6wGtgQ6Lxfc/Tc2UgQzIluI/AAAAAAAAANA/EVolRErUE40/s1600/BRUNO%2BWALTER%2BCAPORRINO%2B451.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 300px; DISPLAY: block; HEIGHT: 400px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5606300393132300002" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/-6wGtgQ6Lxfc/Tc2UgQzIluI/AAAAAAAAANA/EVolRErUE40/s400/BRUNO%2BWALTER%2BCAPORRINO%2B451.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-xFthhKmAgAc/Tc2UCl9L4_I/AAAAAAAAAM4/Z_gjaBiou3U/s1600/BRUNO%2BWALTER%2BCAPORRINO%2B460.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 300px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5606299883415528434" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/-xFthhKmAgAc/Tc2UCl9L4_I/AAAAAAAAAM4/Z_gjaBiou3U/s400/BRUNO%2BWALTER%2BCAPORRINO%2B460.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-ElKdVbPuQto/Tc2TehuXrTI/AAAAAAAAAMw/Oob87hAFkJU/s1600/BRUNO%2BWALTER%2BCAPORRINO%2B477.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 300px; DISPLAY: block; HEIGHT: 400px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5606299263804353842" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/-ElKdVbPuQto/Tc2TehuXrTI/AAAAAAAAAMw/Oob87hAFkJU/s400/BRUNO%2BWALTER%2BCAPORRINO%2B477.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-ykrX1w4347g/Tc2SxcTXsPI/AAAAAAAAAMo/dt9-FsTb6Jg/s1600/BRUNO%2BWALTER%2BCAPORRINO%2B489.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 300px; DISPLAY: block; HEIGHT: 400px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5606298489254818034" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/-ykrX1w4347g/Tc2SxcTXsPI/AAAAAAAAAMo/dt9-FsTb6Jg/s400/BRUNO%2BWALTER%2BCAPORRINO%2B489.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-7tRgBc_aGpQ/Tc2SU4NJm0I/AAAAAAAAAMg/jAhK7YiB3Kg/s1600/BRUNO%2BWALTER%2BCAPORRINO%2B501.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 300px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5606297998528715586" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/-7tRgBc_aGpQ/Tc2SU4NJm0I/AAAAAAAAAMg/jAhK7YiB3Kg/s400/BRUNO%2BWALTER%2BCAPORRINO%2B501.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-vG_ukZnVByg/Tc2R1v8drJI/AAAAAAAAAMY/zo0iR8FwWtI/s1600/BRUNO%2BWALTER%2BCAPORRINO%2B504.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 300px; DISPLAY: block; HEIGHT: 400px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5606297463735299218" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/-vG_ukZnVByg/Tc2R1v8drJI/AAAAAAAAAMY/zo0iR8FwWtI/s400/BRUNO%2BWALTER%2BCAPORRINO%2B504.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/294771847804289284-6998755770352744139?l=beagle40.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://beagle40.blogspot.com/feeds/6998755770352744139/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=294771847804289284&amp;postID=6998755770352744139&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/294771847804289284/posts/default/6998755770352744139'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/294771847804289284/posts/default/6998755770352744139'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://beagle40.blogspot.com/2011/05/garrafa-48-mais-do-que-palavras.html' title='GARRAFA # 48 - MAIS DO QUE PALAVRAS'/><author><name>BRUNO WALTER CAPORRINO</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09035545029341697571</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_23aWuykTr4Q/SWbHHPRKpqI/AAAAAAAAAAo/ctxGZeCryHU/S220/Trindade+-+Outubro+2007+(7).JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-GcwPqfhGL4w/Tc2ZLqMRCnI/AAAAAAAAAOA/2mYFacHj-Ww/s72-c/BRUNO%2BWALTER%2BCAPORRINO%2B231.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-294771847804289284.post-3373921988219257088</id><published>2011-05-13T11:03:00.000-07:00</published><updated>2011-05-13T11:37:24.326-07:00</updated><title type='text'>GARRAFA # 47 - MAIS DO QUE PALAVRAS</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-ur6j4uVdiiI/Tc16U7JZfUI/AAAAAAAAAMQ/RFrywAjBLoM/s1600/BRUNO%2BWALTER%2BCAPORRINO%2B507.gif"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 300px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5606271611039219010" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/-ur6j4uVdiiI/Tc16U7JZfUI/AAAAAAAAAMQ/RFrywAjBLoM/s400/BRUNO%2BWALTER%2BCAPORRINO%2B507.gif" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-cXl0kDVXRb4/Tc159Nk4taI/AAAAAAAAAMI/pgfz4ccEhKc/s1600/BRUNO%2BWALTER%2BCAPORRINO%2B517.gif"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 300px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5606271203669489058" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/-cXl0kDVXRb4/Tc159Nk4taI/AAAAAAAAAMI/pgfz4ccEhKc/s400/BRUNO%2BWALTER%2BCAPORRINO%2B517.gif" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-uvnTkbQkdLI/Tc15RcarJII/AAAAAAAAAMA/eR8VOCnRlRI/s1600/BRUNO%2BWALTER%2BCAPORRINO%2B518.gif"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 300px; DISPLAY: block; HEIGHT: 400px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5606270451738944642" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/-uvnTkbQkdLI/Tc15RcarJII/AAAAAAAAAMA/eR8VOCnRlRI/s400/BRUNO%2BWALTER%2BCAPORRINO%2B518.gif" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-ncPvWfAatBs/Tc14nezeKgI/AAAAAAAAAL4/ww425jbRDg0/s1600/BRUNO%2BWALTER%2BCAPORRINO%2B553.gif"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 300px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5606269730825316866" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/-ncPvWfAatBs/Tc14nezeKgI/AAAAAAAAAL4/ww425jbRDg0/s400/BRUNO%2BWALTER%2BCAPORRINO%2B553.gif" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-r_qakHtUNBo/Tc14KNHntCI/AAAAAAAAALw/54Z-WFMAsfc/s1600/BRUNO%2BWALTER%2BCAPORRINO%2B572.gif"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 300px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5606269227861783586" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/-r_qakHtUNBo/Tc14KNHntCI/AAAAAAAAALw/54Z-WFMAsfc/s400/BRUNO%2BWALTER%2BCAPORRINO%2B572.gif" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-GSJxiCqTBOQ/Tc13MX4Ya5I/AAAAAAAAALo/huPOhDKek1M/s1600/BRUNO%2BWALTER%2BCAPORRINO%2B582.gif"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 300px; DISPLAY: block; HEIGHT: 400px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5606268165598768018" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/-GSJxiCqTBOQ/Tc13MX4Ya5I/AAAAAAAAALo/huPOhDKek1M/s400/BRUNO%2BWALTER%2BCAPORRINO%2B582.gif" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-hqlCFGClTjk/Tc120AzGPqI/AAAAAAAAALg/kWepSV049Zk/s1600/BRUNO%2BWALTER%2BCAPORRINO%2B602.gif"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 300px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5606267747085729442" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/-hqlCFGClTjk/Tc120AzGPqI/AAAAAAAAALg/kWepSV049Zk/s400/BRUNO%2BWALTER%2BCAPORRINO%2B602.gif" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-yrIu5VUyzS0/Tc12Z1GDP3I/AAAAAAAAALY/fPAyE31wias/s1600/BRUNO%2BWALTER%2BCAPORRINO%2B615.gif"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 300px; DISPLAY: block; HEIGHT: 400px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5606267297267400562" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/-yrIu5VUyzS0/Tc12Z1GDP3I/AAAAAAAAALY/fPAyE31wias/s400/BRUNO%2BWALTER%2BCAPORRINO%2B615.gif" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-jKA4oIfJ1Aw/Tc12D10mM5I/AAAAAAAAALQ/d7w4IQuapeo/s1600/BRUNO%2BWALTER%2BCAPORRINO%2B626.gif"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 300px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5606266919505507218" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/-jKA4oIfJ1Aw/Tc12D10mM5I/AAAAAAAAALQ/d7w4IQuapeo/s400/BRUNO%2BWALTER%2BCAPORRINO%2B626.gif" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-vmkG2I2bIDQ/Tc11pC4z4gI/AAAAAAAAALI/6h-VQv2DwUY/s1600/BRUNO%2BWALTER%2BCAPORRINO%2B677.gif"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 300px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5606266459156374018" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/-vmkG2I2bIDQ/Tc11pC4z4gI/AAAAAAAAALI/6h-VQv2DwUY/s400/BRUNO%2BWALTER%2BCAPORRINO%2B677.gif" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-0bZwlMBX6ys/Tc11O8ksGpI/AAAAAAAAALA/2iaDrxlLTtI/s1600/BRUNO%2BWALTER%2BCAPORRINO%2B682.gif"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 300px; DISPLAY: block; HEIGHT: 400px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5606266010784766610" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/-0bZwlMBX6ys/Tc11O8ksGpI/AAAAAAAAALA/2iaDrxlLTtI/s400/BRUNO%2BWALTER%2BCAPORRINO%2B682.gif" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-F-tD0FjwrNI/Tc10ZAwsSzI/AAAAAAAAAK4/gsieVIdKb6U/s1600/BRUNO%2BWALTER%2BCAPORRINO%2B718.gif"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 300px; DISPLAY: block; HEIGHT: 400px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5606265084195916594" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/-F-tD0FjwrNI/Tc10ZAwsSzI/AAAAAAAAAK4/gsieVIdKb6U/s400/BRUNO%2BWALTER%2BCAPORRINO%2B718.gif" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-TNj2BlsLOVs/Tc1zApBsu8I/AAAAAAAAAKw/j3tpgUN6iNQ/s1600/BRUNO%2BWALTER%2BCAPORRINO%2B736.gif"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 300px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5606263565996309442" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/-TNj2BlsLOVs/Tc1zApBsu8I/AAAAAAAAAKw/j3tpgUN6iNQ/s400/BRUNO%2BWALTER%2BCAPORRINO%2B736.gif" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/294771847804289284-3373921988219257088?l=beagle40.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://beagle40.blogspot.com/feeds/3373921988219257088/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=294771847804289284&amp;postID=3373921988219257088&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/294771847804289284/posts/default/3373921988219257088'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/294771847804289284/posts/default/3373921988219257088'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://beagle40.blogspot.com/2011/05/garrafa-47-mais-do-que-palavras.html' title='GARRAFA # 47 - MAIS DO QUE PALAVRAS'/><author><name>BRUNO WALTER CAPORRINO</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09035545029341697571</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_23aWuykTr4Q/SWbHHPRKpqI/AAAAAAAAAAo/ctxGZeCryHU/S220/Trindade+-+Outubro+2007+(7).JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-ur6j4uVdiiI/Tc16U7JZfUI/AAAAAAAAAMQ/RFrywAjBLoM/s72-c/BRUNO%2BWALTER%2BCAPORRINO%2B507.gif' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-294771847804289284.post-2677061896780195878</id><published>2010-12-03T03:41:00.000-08:00</published><updated>2010-12-03T04:34:18.733-08:00</updated><title type='text'>GARRAFA # 46 - GUERRA CIVIL NO RIO?</title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;i&gt;(Trilha sonora engarrafada: Facção Central)&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Juro-vos,  peguei-me a escrever mais um tratado indignado criticando o que ocorre no Rio de Janeiro. Seria isso mais uma manifestação incosnciente de minha (in)consciência de classe? (Porque o que caracteriza a classe média é justamente ser inconsciente). Não seria a primeira vez que eu o faria, e nem a primeira vez que jogaria palavras ao vento, sem sequer ser lido. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Deletei o texto, em que eu criticava, traindo minha classe (a classe média), não os "bandidos", mas sim a própria população. Nós somos tão parte daquilo do que qualquer traficante, e não há violência maior do que nossa (não-)participação pusilânime nisso. Como assim? &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;É a economia, e não a sociologia, que deve ser conclamada para explicar a violência no Rio de Janeiro. &lt;/span&gt;E a premissa é: somos não apenas parte (atores passivos), mas agentes ativos em tudo isso. De barganhar R$10 a menos com a empregada (usando o jogo da oferta e da procura que faz da favela o exérccito industrial de reserva que nos permite tal luxo) a comprar maconha e cocaína para as festinhas nos condomínios cujo porteiro favelado só aceita ficar ali a noite toda, na porta, defendendo uma propriedade que lhe é vetada, que ele nunca terá, de caras como ele, devido a esse mesmo jogo de oferta e demanda que produz a favela enquanto exército industrial de reserva, um contingente de desesperados que o capitalismo produz em escala industrial para abaixar o custo da mão-de-obra.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Em lugar daquele texto, colocarei apenas algumas apreciações. Cenas. Fotogramas. Construa o filme o leitor.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;1. Em Carta ao Pai já expressei minha opinião sobre o Estado: para o brasileiro comum (pobre, pardo, negro, e não a classe média que eles sustentam no lombo), ele sempre foi apenas um mecanismo manipulado pelo branco/estrangeiro para oprimi-lo e cobrar-lhe impostos. Por isso, quanto mais se puder pixar as escolas e quebrar orelhões, mais essa revolta será inconscientemente expressa. E isso é um potencial que, se fosse canalizado, com as armas e munição que a favela tem, engendrariam uma revolução social sem precedentes no Brasil. É disso que as elites tem medo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;2. Falar em Estado paralelo na favela é o maior dos absurdos articulados por essa nossa mídia que, aliciada pelos donos do poder, se deixa manipualr por eles assim como o Estado. O Estado governamental nunca existui na favela, e só a classe média alienada de seus proprios crimes mesmo para nunca se dar conta disso, ocupada que estava em folhear a Caras. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Na favela, há esgoto tratado? Há luz, senão através de gatos? Há gás, senão através de malabarismos? Há posto de saúde, escola, seguridade e previdência? Que Estado existiu ali, nesses anos todos, para que lhe haja algo paralelamente? A população jogada às traças pela elite branca, depois do apartheid que se chama abolição (em que os brancos pretendiam abolir os negros de sua sociedade) sempre teve que improvisar sua cidadania. Nunca houve Estado na favela, senão através do coturno do PM que, extorquindo, cobrava os impostos como um bárbaro serviçal de senhor feudal, um capitão do mato que invade a senzala para cobrar os tributos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;3. O que irrita as classes alta e média do Brasil? Lembrem-se que, como observou meu amigo Flavio Vassoler em curso na Casa das Rosas, o favelado nunca tentou tomar o poder. Nunca tentou tomar o asfalto. O que ele pretende, então? MERCADEJAR! Aprendemos (ou deveríamos ter aprendido, com os atentados do PCC em 15 de maio de 2006), que tudo o que o tráfico quer, é exatamente o que a elite suja, mas vestida de branco, mais quer: LIVRE COMÉRCIO! Eles querem vender seus produtos (tão apreciados pelas próprias classes dominantes) sem interferência do Estado! E perguntem a Ermínio de Morais e Eike Batista se não é exatamente isso o que eles mais querem? Perguntem à Veja, ou seja, ao Comando de Caça aos Comunistas e à Opus Dei, se não é exatamente isso o que eles mais apregoam?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;4. A população das favelas do Rio e do Brasil todo já está encarcerada e sofre violência, e isso há séculos. Prato vazio é violência. Pegar três ônibus lotados para ser humilhado na casa do patrão por não saber como lustrar a prataria, isso sim é violência.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;5. As classes dominantes e hipócritas do Rio estão punindo a pobreza, e não o tráfico. Se há um crime punido no Brasil, desde que Cabral aqui chegou, é a atentado à propriedade privada. Seviciar, torturar, matar, estruprar, mutilar, relegar à fome, encarcerar, isso nunca foi crime maior. Salvo alguns casos comoventes, a sociedade brasileira apenas reage (e muito violentamente) contra um crime: qualquer ameaça ou atentado à propriedade privada. E é exatamente esse crime que o Estado, cão de guarda raivoso das elites, pune com ardis de violência superiores aos que anuncia na mídia como feitos de seus inimmigos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;6. Não há uma guerra civil do Rio. Há uma guerra capitalista no melhor estilo das revoluções burguesas. Porque os traficantes não querem o poder. Eles querem &lt;i&gt;free trading&lt;/i&gt;. E as elites não querem acabar com o tráfico, elas querem fazer uma faxina étnica, para que, aos olhos internacionais, assim como com a abolição da escravatura, seja uma libertação "para inglês ver". Querem extirpar de fato o tráfico? Acabar com a violência? Controlem esse mercado da droga, em vez de fazer com ele o que hipocritamente se faz com a pobreza e a miséria que o sustentam na favela: ignorar. Seja, aí sim, Estado, e acione o CADE se houver cartel ou monopólio da maconha, e taxem as drogas. Isso sim engendraria poder do Estado sobre a favela. Mas não é isso o que interessa. Se eles "combatem o tráfico", ou seja, matam os traficantes da vez, gerando mais vagas no sistema, (que, assim, permanece incólume) é para que os observadores internacionais comprem suas passagens para o carnaval e para a Copa, e a rede hoteleira e as redes de shoppings e bares enriqueça uma vez mais com essa imagem do Rio que tanto vendem, desde a Bossa explodir no mundo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;7. Ainda sobre o Estado: será que as elites não entenderam (ou não querem que entendamos) que o Estado surgiu unica e exclusivamente para deter o MONOPÓLIO DA VIOLÊNCIA, e não para propagar a paz? O Estado combate o tráfico não para instaurar a paz. Ele o faz para impor novamente seu monopólio da violência, máquina de repressão que ele é, manipulado pelas elites que fazem valer o velho adágio que sintetiza o Brasil: aos amigos, tudo. Aos inimigos, a lei. Se há alguma violação a direito (violência) que o Estado visa punir, é a violação do direito que as elites se arrogam de serem proprietárias de seus impérios num país marcado por desigualdades desumanas e violências e violações cotidianas. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;8. E viva a Copa!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/294771847804289284-2677061896780195878?l=beagle40.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://beagle40.blogspot.com/feeds/2677061896780195878/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=294771847804289284&amp;postID=2677061896780195878&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/294771847804289284/posts/default/2677061896780195878'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/294771847804289284/posts/default/2677061896780195878'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://beagle40.blogspot.com/2010/12/garrafa-46-guerra-civil-no-rio.html' title='GARRAFA # 46 - GUERRA CIVIL NO RIO?'/><author><name>BRUNO WALTER CAPORRINO</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09035545029341697571</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_23aWuykTr4Q/SWbHHPRKpqI/AAAAAAAAAAo/ctxGZeCryHU/S220/Trindade+-+Outubro+2007+(7).JPG'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-294771847804289284.post-7157855585776566347</id><published>2010-10-30T14:38:00.000-07:00</published><updated>2010-11-01T11:51:02.134-07:00</updated><title type='text'>GARRAFA # 45 - O PLEITO, O POVO, E A VOZ TEOCRÁTICA</title><content type='html'>&lt;span style="color: rgb(51, 204, 255); font-style: italic;"&gt;(Trilha sonora engarrafada: Hino Nacional)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(0, 153, 0);"&gt;Poenigma&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 204, 0);"&gt;Dorme indolente o Leviatã enlanguescido&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 204, 0);"&gt;Em berço esplendido pesadamente estendido,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 204, 0);"&gt;A contemplar sonolento as palmeiras e os sabiás&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 204, 0);"&gt;Agigantado pela natureza que devora, voraz.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 204, 0);"&gt;Sem se saber espoliado, espoliador, e crime&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 204, 0);"&gt;Jaz a contemplar quiméricas cruzes no firmamento&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 204, 0);"&gt;E ideais intangíveis do Olimpo; liberdade que omprime&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 204, 0);"&gt;Sonha razão e produz monstros a contento.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 204, 0);"&gt;Dorme pesadamente e estertora sons ferozes&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 204, 0);"&gt;Democracia! Democracia! Mil vozes&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 204, 0);"&gt;Rugem no bucho onde deglute o povo que mastigou.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 204, 0);"&gt;Votem, cidadãos! Contra a sempre alheia corrupção,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 204, 0);"&gt;Não, não... nunca é vossa. Dá-lhes cem reais da propina da MMX&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 204, 0);"&gt;Para flanarem pelas ruas sua cidadania incorrupta e  inocente, irmãos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 204, 0);"&gt;Bruno Walter Caporrino&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 204, 0);"&gt;Macapá, 30 de outubro de 2010&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/294771847804289284-7157855585776566347?l=beagle40.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://beagle40.blogspot.com/feeds/7157855585776566347/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=294771847804289284&amp;postID=7157855585776566347&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/294771847804289284/posts/default/7157855585776566347'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/294771847804289284/posts/default/7157855585776566347'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://beagle40.blogspot.com/2010/10/garrafa-45-o-pleito-o-povo-e-voz.html' title='GARRAFA # 45 - O PLEITO, O POVO, E A VOZ TEOCRÁTICA'/><author><name>BRUNO WALTER CAPORRINO</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09035545029341697571</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_23aWuykTr4Q/SWbHHPRKpqI/AAAAAAAAAAo/ctxGZeCryHU/S220/Trindade+-+Outubro+2007+(7).JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-294771847804289284.post-2696648628727721984</id><published>2010-10-30T14:20:00.000-07:00</published><updated>2010-10-30T14:48:21.612-07:00</updated><title type='text'>GARRAFA # - 500 ANOS DE FEL</title><content type='html'>&lt;span style="color: rgb(51, 204, 255);"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;(Trilha sonora engarrafada: Adágio, Sinfonia de Câmara Opus 110a, Dmitri Shostakovitch)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 102, 255); font-weight: bold;font-size:130%;" &gt;Carta ao Pai&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 204, 204);"&gt;Caro senhor meu patrão,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 204, 204);"&gt;Escrevo esta pequena carta, me adesculpando desde já por que me intrometo assim nos negócios e assuntos do senhor, apenas para tirar umas dúvida que tenho tido cá comigo, a matutar sempre com os meus botões. Não consegui mais parar de pensar nelas, e é por isso que, assim que soube que o senhor era sábio, e entendia dessas coisas todas, eu vim aqui mor de tirar essa dúvida, se faz favor.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 204, 204);"&gt;Chegou aqui na nossa terra um homem igual que o senhor: branco, usando roupas iguais à sua e falando esta sua língua. Faz já bastante tempo isso, saiba o senhor. Pois bem, o causo, meu patrão, é que esse homem chegou aqui falando em um deus, e disse que, sendo um só, ele ia açoitar tudo nós se a gente não fizesse o que ele queria. Como ele havia trazido coisas para trocar, como todos os que vêm de longe, e nós, o senhor sabe, somos pessoas educadas e nunca que havíamos de quebrar a etiqueta de trocar com ele, nós o recebemos bem. Ocorre que ele começou a fazer bagunça aqui, sabe o senhor como é: alguns parentes ele conseguiu ganhar, e quando a gente viu, já estávamos todos guerreando de novo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 204, 204);"&gt;Mas mesmo no moquém a carne do inimigo tinha um gosto diferente. Era como se... como se a gente não estivesse matando pelo certo, o senhor conhece. Depois de muito penar nessas guerras sem sentido, ficamos fracos, cada qual foi para seu canto, e esse homem, que imagino ser seu parente, ele começou a bater em nós... isso eu tenho até vergonha de contar: começou a pegar as nossas mulheres na força, e prendeu a nós todos, colocando a gente para pegar mais e mais ouro, o senhor sabe, porque o senhor gosta também – das nossas mulheres e do nosso ouro, e de bater na gente, digo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 204, 204);"&gt;Passou muito tempo, ele trouxe mais gente com ele, e com esses novos homens mais cruzes e mais vigia, punição, e trabalho. Cortou as mãos de muitos irmãos meus. Estuprou minha filha... ora, isso não está certo não! Me diga o senhor aonde é que já se viu isso? Veio falando de deus, e que a gente não tinha esse negócio de alma aí de vocês. O senhor sabe como é que os parentes são: tudo no nosso jeito de ser é apreendido, a gente pega, incorpora, canibaliza mesmo, do que é do outro. E daí a ter um monte de jovem rezando a missa dele foi um pulo. Ele começou a falar que nossa língua era de bixo (e não é bem isso: os animais é que perderam o dom de falar essa língua, o senhor sabe essa história, com o tempo foi assim, muita briga, muita guerra, nosso criador se cansou e deixou cada bicho dum jeito a falar a mesma língua, mas de forma que só eles é que percebiam, assim foi com anta e as queixadas, que agora tem cada um um corpo de um jeito e só eles se entendem, mas falam essa mesma língua da gente).&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 204, 204);"&gt;Mas o jeito dele fazer isso é que não foi certo não, isso não senhor. Pegou no flagra meu velho pai sem saber como tirar aquele ouro do rio, o velho estava que nem um graveto de magro, as mãos contorcidas, acho que pelo mercúrio todo, e cortou as mãos dele, deixando ele sangrar no rio... isso aí, meu senhor, vai desculpando, não tá certo não...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 204, 204);"&gt;Depois ele trouxe mais e mais gente, começou a chamar os parentes todos para viver nas aldeias centrais, tudo junto, inimigo com inimigo, diferente com diferente, obrigando a gente a ajoelhar, com as mãos sangrando, atadas, diante do altar onde o sacrifício era a virgindade de nossas filhas... olha, o senhor vai perdoando as palavras, mas é daí para pior...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 204, 204);"&gt;Olha, com ele vieram muitos. E quando percebemos, estava a gente tudo junto, falando a língua do senhor, doente, triste, cansado, humilhado. Olha, a gente passou a não gostar mais da vida, ela perdeu toda a cor, os gosto, a graça, assim como a arara que o senhor tem aí no escritório, se me desculpa a comparação, e que, triste e sozinha, perdeu a cor e as penas depois...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 204, 204);"&gt;Começou a chamar a gente tudo de preguiçoso e indolente, só porque a gente, exausto de trabalhar de barriga vazia num trabalho que a gente nunca entendeu, e doente diante de nossas mulheres a verter sangue pela vagina, para ver ele guardar todo o ouro e a comida no barco dele. Disse que a gente éramos gente sem alma, sem lei, mas foi ele mesmo que acabou com nossa vida e nossos costumes, ignorou nossas leis, fez coisa aí que, leva a mal não, meu senhor, é contra todas as leis do senhor mesmo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 204, 204);"&gt;E disse que ia fazer um país, uma espécie de aldeia central com todo mundo trabalhando para ele, e respeitando o deus dele, e as leis dele. Olha, a gente somos pessoas muito ordeiras: mas desse jeito... não tem caboclo que consegue andar pela lei, se a lei dele só pesa na gente, só prejudica a nóis, e ele pode fazer tudo o que quer... Não dá para os parentes respeitar as leis dele, sem poder se beneficiar dela, quando é a nossa mulher que é enrabada, poxa. Ta certo isso não, meu senhor, o patrão vai desculpando.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 204, 204);"&gt;Com ele, e o tal do país, vieram aí uns coitados, uns homens grandes de pele bem escura e dente branco. O pessoal do seu parente batiam neles, e ele gritava, que nem com a gente, mas para eles o trabalho parece que não pesava, porque, o senhor conhece a gente, a gente trabalha para comer, e só, o resto da vida tem que ser lazer, no nosso jeito de viver: pescar de manhã, caçar de tarde e fazer critica literária de noite através dos mitos que a gente ensinava pros bacurizinhos... que estão tudo abatido viu, de tanto trabalhar sem comer.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 204, 204);"&gt;Esses homens escuros foram feito igual que nem a gente, o senhor sabe, escravo. Trabalhando o dia e a noite toda, ainda tiveram que ouvir que aqueles costumes deles eram do diabo, que eram contra a lei e a ordem do patrão seu parente, e tinham que ficar quietos enquanto o chicote comia o lombo deles no pau. Ontem um deles gritou, o primeiro que eu vi gritar, mas eles não é gente fraca não: acho que foi para abafar os gritos da esposa dele que seu cunhado rasgava no barracão deles lá.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 204, 204);"&gt;Depois desses dias aí o seu tio veio com essas histórias de acabar com os negros, chamou eles de vagabundo e preguiçoso, e, depois de pôr os homem para trabalhar na terra que não era mais nossa e que nem nunca foi deles, nós, que estávamos amargando fome nos fundos do fazendão, ouvimos eles serem expulsos das fazendas. Que história é essa, meu patrão? Olhe, o senhor vai desculpando se eu sou enxirido: mas e agora, como é que a gente vai dar de comer para eles? Os homem são maior que nós. E tudo o que eles produziram até morrerem de cansaço, igual à mula de carga que o senhor está vendo aí fora, que trouxe essa carta no lombo. Mas a mula o seu tio tratou melhor do que a gente tudo e eles.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 204, 204);"&gt;Eu escrevo mesmo ao senhor para contar esses causos e tirar essa dúvida, que vêm me aporrinhando a vida já faz tempo: que que é esse tal de Estado de que seu parente tanto fala quando pega o chicote e bate na gente feito cachorro porque a gente num respeita as legislação do tal de Estado? Porque chegou aqui um feitor, amigo do senhor, me dizendo que agora a gente vai ter que votar, que é isso de voto? Ele xingou a gente de tudo o que é nome feio, de burro, de analfabeto, de preguiçoso, e não percebeu que foi o senhor mesmo que quis a gente assim? Ele veio chamar um monte de nome feio, na frente das cunhatã tudo, dizendo que a gente éramos gente sem lei, sem limpeza, mas a gente tínhamos nossa lei, nossas regras, e perdemos no caminho – se o senhor encontrar, por favor, mandar na mula que espera resposta, faz favor.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 204, 204);"&gt;Enfim, meu patrãozinho, esse senhor seu parente veio aqui dizer que gente temos que votar, que escrever num pedaço de papel o nome do novo patrão... mas, o senhor sabe, como os parentes tem medo de que o patrão que perder essa tal de eleição corte de novo as mãos deles, eles tão tudo com medo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 204, 204);"&gt;Eu queria saber que diacho de eleição é isso? É para a gente votar no senhor, que é bom patrão, ou no outro? Os minino estão tudo em dúvida, e muitos deles apanharam coça feia do feitor do senhor, que agora chama polícia, num é mais capitão do mato, porque eles roubam as coisas desse tal de Estado. Deixa os minino comer as manga, senhor, por favor, eles tão é com fome, e as mangas apoderece tudo... Esse tal de polícia ficou bravo com nós porque a gente mexeu nas coisa desse tal de Estado aí do branco. Umas coisas tudo amontoada que esse tal de Estado deixou nas nossas terras, apodrecendo, com uma placa que tem o símbolo desse tal de Estado. As cobras tão fazendo ninho em tudo, e os ratos roendo todo o papel que o senhor Estado largou lá, por favor, avise a ele.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 204, 204);"&gt;Como nessa tal de escola os meninos tem os cabelos tudo cortadinho, e falar na língua é motivo de chicote e humilhação, e, como o professor é ruim ruim e não sabe ensinar porque não conhece nóis, eles, os minino, ficam tudo com raiva e acabaram por queimar a escola, o posto de saúde que ta sempre vazio. Eles quebra tudo o que é desse senhor Estado aí, porque eles diz que nunca que esses treco dele vão servir para eles. Olhe, tão dizendo por aí que essas coisa desse Estado é tudo comprado e feito com o dinheiro dos imposto que a gente dá pro senhor, mais eu num acreditei não. Mas é por isso que eles pega tudo, queima, quebra tudo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 204, 204);"&gt;Eles me dizem que tão com raiva desse tal de Estado porque ontem esse Estado enrabou a mãe deles e pegou todo nosso dinheiro, e, olhe, eu não concordo com o que eles tão fazendo não, quebrando as coisas do senhor Estado tudo, mas é que, o senhor sabe, esse tal de Estado é muito cruel com a gente tudo, sempe foi: ganhou muito em cima da gente e tudo o que ele faz e constrói é para destruir nóis. Agora os menino tão quebrando os cano que o senhor Estado enterrou e que não passam nem água nem os esgoto lá da vila, porque o cocô todo fica a céu aberto. Eles pegam os canos paa usar nas casas deles, porque enre ficar lá entrerrado estragando e nas casa deles correndo água, eles dizem que é melhor assim.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 204, 204);"&gt;Os menino dizem que têm raiva da escola e do professor que bate neles e xinga eles de burro, e um deles, o mais brabo mesmo, ontem me deu um tapa quando eu perguntei porque que ele pegou as placa da estrada que o senhor Estado fez mal e mal para cobrir a casa dele que tava com muita goteira: o senhor feitor escreveu no jornal do senhor que a gente é tudo bicho, selvagem, que nada que é público a gente sabemos cuidar...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 204, 204);"&gt;Eu vim então saber se o senhor pode tirar essa dúvida que eu tenho cá no peito: o que que é esse “público” que os senhor fala; e será que esse senhor Estado não pudia tirar as tralhas dele aqui da terra, porque tão tudo enferrujando, antes que os pessoal pegue tudopara usar para eles? Olhe só o senhor, ia me esquecendo: é para a gente votar no senhor de novo ou no Odailton? Olhe, não é querendo fazer intriga de novo (bem que aquele tapa que o senhor me deu ainda dói), mas o Odailton tá fazendo a cabeça dos amigo tudo: ele diz que vai dar camiseta e dentadura pros velho e prometeu um caminhão pros meninos vender as coisas na feira...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 204, 204);"&gt;Eu acho que os pessoal vão tudo votar nele, porque ele tá sendo um patrão bom se der mesmo essas coisa. Que a gente precisa delas, muito mesmo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 204, 204);"&gt;Se o senhor puder tirar essas minhas duvidas, meu caro paizinho, eu fico muito agradicido viu. Olha, na carroça que veio com a mula tem a caixa com os nossos impostos: o Dagoberto não quis pagar dessa vez, e o feitor jogou ele na cadeia, ele agora tá preso mais diz que pelo menos come um pedaço de pão véio de manhã, e que antes nem isso ele comia. E olha, senhor, não é querendo defender vagabundo não, mas ele não tava comendo mesmo viu... o ultimo imposto eu peguei na violência dele, era aquele fogareiro velho dele.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 204, 204);"&gt;Aguardo as resposta do senhor junto com as novas carta de taxa e imposto. Vou fazer o que posso aqui com os meninos para eles pararem de quebrar essas tal de coisa da pública, mas careço de esclarecimento sobre essas coisa do senhor Estado, e vou tentar controlar os minino aqui para parar de ficar pegando sem permissão essas coisas tudo, até porque ta tudo enferrujado e pode dar corte de tétano.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 204, 204);"&gt;Saudações,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;seu criado.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 204, 204);"&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/294771847804289284-2696648628727721984?l=beagle40.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://beagle40.blogspot.com/feeds/2696648628727721984/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=294771847804289284&amp;postID=2696648628727721984&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/294771847804289284/posts/default/2696648628727721984'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/294771847804289284/posts/default/2696648628727721984'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://beagle40.blogspot.com/2010/10/garrafa-egua-perdi-as-conta.html' title='GARRAFA # - 500 ANOS DE FEL'/><author><name>BRUNO WALTER CAPORRINO</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09035545029341697571</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_23aWuykTr4Q/SWbHHPRKpqI/AAAAAAAAAAo/ctxGZeCryHU/S220/Trindade+-+Outubro+2007+(7).JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-294771847804289284.post-6555247924121065129</id><published>2010-09-11T11:50:00.000-07:00</published><updated>2010-09-11T11:55:59.780-07:00</updated><title type='text'>GARRAFA # 44 - VODKA COM TAPEREBÁ</title><content type='html'>&lt;span style="color: rgb(255, 255, 204);"&gt;(tRILHA SONORA ENGARRAFADA: mELODY - aCORRENTADOS 2010)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 255, 255); font-weight: bold;"&gt;O tremular das bandeiras&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 255, 255);"&gt;O tremular das bandeiras multi-coloridas, em profusão, deixava-a maravilhada. Extática na metrópole, ela se deixava levar pela multidão que, qual um enxame de abelhas ou um bando de estorninhos, movia-se enlouquecidamente dentro de uma caótica ordem total, toda sua. Pés, joelhos, calças e saias, shorts, coxas, pelos tingidos ao sol com água oxigenada, confundiam-se diante de seus olhos espavoridos, ao passo em que as bandeiras, muitas, cada qual com um número (que ela sabia serem números de candidatos, e nada mais), bem como a barafunda sonora, a mistura voluptuosa de todos os carros de som juntos, no mesmo instante, todos com o som no máximo, tudo isso desviava sua atenção do precioso motivo de seu zanzear pela beira.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 255, 255);"&gt;Latas, latinhas, de refrigerante, de cerveja. Era à cata disso que ela lá estava. Mas eram as bandeiras, grandes, imensas, tremulantes, como ela nunca tinha visto, não assim, em tanta quantidade, e com tantas cores, o que a atraía. As bandeiras, sim, as bandeiras! Como era lindo! Música, festa! Cada candidato com seus correligionários, cada candidato com seus dois ou três carros de som, com seus jingles, todos copiados do melody mais dançado e ouvido nos celulares com pequenas e poderosas caixas de com embutidas, todos, e cada um, tinha sua bandeira.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 255, 255);"&gt;Ali, lá estava uma latinha. Acolá, outra. Tomando todo o cuidado para não ser atropelada pelos joelhos, coxas, panturrilhas que se misturavam febrilmente, ela esgueirava-se sorrateira, pulando do meio-fio para a calçada, e desta, por sua vez, à baixa amurada que a separava do rio. O rio! Sim! Amanhã haveria maré, e então ela poderia sair de casa, correr pela ponte, entre as palafitas todas, com a meninada, e jogar-se na água. Isso se sua mãe, que lavava roupas na beira, sob encomenda, e tinha um bico de papagaio que lhe doía muito – e ela sempre imaginava que bico de papagaio era algo que havia na garganta, e deixaria sua voz rouca e metálica, pelo quê tinha medo – isso se sua mãe não lhe pedisse para trabalhar, cuidando das irmãs menores, ou ir à cata de peixes no mercado.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 255, 255);"&gt;Lá havia outra lata. As bandeiras, vistas de baixo, sob o poente rosado que corta o rio até a ilha do outro lado – o que haveria do outro lado? – eram tudo o que atraía seus esforços e olhares. Ela nunca vira a floresta, conhecera apenas Macapá, e nada mais – as bandeiras eram ainda mais maravilhosas se vistas de baixo, todas, em conjunto. Como eram belas, ai ai ai, e isso ela sabia, apreciar o que era belo, assim como as grandes louças da vitrine da loja da importadora onde ela sempre passava com a mãe para comprar as flores de plástico que vendia junto com o amendoim torrado enrolado nas folhas de sulfite onde sempre levara reprimendas por querer colorir, brincar, desenhar, pintar.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 255, 255);"&gt;Estas tabulas rasas, estas folhas dóceis arrancadas à floresta seca e silenciosa, morta e macambúzia de pinho, todos os pezinhos de pinho retos enfileirados, sem uma ser vivo que fosse para habitá-la; essas folhas brancas ansiavam para que ela se projetasse ali, para que ela se escrevesse, se pintasse, se rabiscasse, como a vida que convida as crianças aos folguedos. Mas ela não podia. Elas deveriam estar brancas brancas, enroladas com perfeição, para que o cliente francês que bebe à beira-rio, contemplando o majestoso Amazonas, não desdenhasse o amendoim torradinho.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 255, 255);"&gt;Amendoim torradinho, amendoiiiiiinnnn. Vai um aí, tio? Compra um lanche prá mim? Ela tem oito anos, e desfila seus cabelos belamente desgrenhados e sua pele morena de ribeirinho arrancado ao rio e jogado às margens, com o balde incandescente, quando era noite e o vento cálido arrancava os guardanapos das mesas dos turistas.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 255, 255);"&gt;As bandeiras escasseavam. Um que outro carro de som deixava a beira, rumo a sabe-se-lá-que-ponte, para darem prosseguimento à campanha. A barafunda avançava as ruas, tomando-as, deixando lixo, panfletos, santinhos, e latinhas atrás de si. E, como de chofre, assim como findam as tempestades trazidas pelo rio de lá do Pará, a multidão se dispersou sub-repticiamente, com as bandeiras, todas elas. Ela queria tanto uma bandeira para brincar, não importava de qual candidato fosse! Mas ninguém, nenhum dos cabos eleitorais e correligionários lhe deu bandeira alguma, por menor que fosse.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 255, 255);"&gt;Ela se sentou na muretinha, arrumando seu saquinho com as latas, esvaziando a cerveja quente que jazia ainda teimosamente dentro de uma ou outra. Que sede! Perscrutou uma lata de refrigerante, e, uma a uma, secou as gotinhas, sorvendo o doce todo misturado, mas isso não saciou sua sede. Ela queria tanto uma bandeira.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 255, 255);"&gt;E os comícios todos, todos misturados, de candidatos misturados de partidos diferentes, cada qual com sua bandeirola, e sem bandeira política alguma, cada qual com seu jingle, e sem proposta alguma, se foram, deixando atrás de si todos os despojos que serviriam a ela e a seus amiguinhos: as latas, uma ou outra garrafa PET.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 255, 255);"&gt;Mas tudo o que ela queria, com toda a força de seu ser, era uma bandeira.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 255, 255);"&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 255, 255);"&gt;Bruno Walter Caporrino&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 255, 255);"&gt;Macapá – AP&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 255, 255);"&gt;11 de setembro de 2010  &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/294771847804289284-6555247924121065129?l=beagle40.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://beagle40.blogspot.com/feeds/6555247924121065129/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=294771847804289284&amp;postID=6555247924121065129&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/294771847804289284/posts/default/6555247924121065129'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/294771847804289284/posts/default/6555247924121065129'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://beagle40.blogspot.com/2010/09/garrafa-44-vodka-com-tapereba.html' title='GARRAFA # 44 - VODKA COM TAPEREBÁ'/><author><name>BRUNO WALTER CAPORRINO</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09035545029341697571</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_23aWuykTr4Q/SWbHHPRKpqI/AAAAAAAAAAo/ctxGZeCryHU/S220/Trindade+-+Outubro+2007+(7).JPG'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-294771847804289284.post-8151918675019304425</id><published>2010-09-05T11:02:00.000-07:00</published><updated>2010-09-11T11:49:47.919-07:00</updated><title type='text'>GARRAFA # 43 - KEEP WALKING...</title><content type='html'>&lt;span style="color: rgb(204, 204, 255);"&gt;(Trilha sonora engarrafada: Wim Mertens, Maximizing the audience).&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 204, 255);"&gt;Alter ego&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 204, 255);"&gt;Investigação sobre o (des)entendimento de um indigenista&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 204, 255);"&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 204, 255);"&gt;I.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 204, 255);"&gt;Tudo começou quando sentiu que acabou-se tudo. Sim, foi naquele momento em que, faltando-lhe o chão e o ar, diante do choque violento de realidade a que fora submetido sub-repticiamente, ali, daquele jeito, exatamente assim, descobriu a finitude do que nunca acreditou que pudesse acabar, mas de uma forma tão brutal! Mas como não? Se foi só então que ele percebeu que nunca tinha de fato começado! Como não querem os senhores que acerca disso se diga que se trata de uma descoberta brutal? Se é de sonhos que se faz um homem, como poder-se-ia imputar àquele homem a sina que lhe caiu?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 204, 255);"&gt;O causo começou precisamente na manhã em que, acordando, sentiu-se amargo, experimentou uma sensação estranha, nunca antes sequer imaginada – e talvez tenha sido este o fato que mais o impressionou: experimentou a sensação pura de ter sensações, milhões, infinitas, concomitantes, concorrentes, contraditórias. Ele sentia... como dizer? Sentia a si mesmo? Sim, lamento muito romper com a etiqueta das enunciações narrativas e desvendar assim, logo depois do incipit, a revelação que eu teria que prometer ao leitor inexistente que eu atrairia com uma isca até a armadilha do fim da história, o epílogo. Não. Porque se trata aqui, mais do que de uma história, de um pequeno ensaio investigativo sobre o entendimento humano – e que me perdoe Locke se aqui falta elegância para ousar pleitear uma tal comparação.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 204, 255);"&gt;Acordou. E logo no primeiro raiar da aurora de seus sentidos, sentiu que seu ser encontra-se, não digo transmutado em outro, ou mesmo trocado por outro. Muito pelo contrário: tão logo a consciência se lhe faz saber, lhe soube diversa de tudo o que jamais sonhara experimentar, e não porque outra, simplesmente porque consciência virulenta, intersticial, intestinal, de si mesma. Sentiu, logo no primeiro despertar dos sentidos, de forma violenta, o gosto de sua própria boca. O pulsar de seu próprio sangue, mas não um pulsar comum e cotidiano, aquele pulsar que, de tão óbvio e perene, de tão íntimo e natural, eterno e inquestionável, nunca nos é dado sentir. Não sentir, no real sentido que o termo pode assumir. Sentiu o peso de seu próprio corpo, e as dimensões exatas e precisas de si mesmo, e teve consciência imediata e abrupta disso, de que se sentia a si mesmo, com força tal que era-lhe, ali, possível sentir seu próprio sentir.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 204, 255);"&gt;Era como se, ao abrir os olhos, sentisse seus próprios olhos, o roçar das pálpebras na película fina e sempre sensitiva – porém nunca antes sensível – e o pulsar do sangue em cada uma das veias, capilaridades, artérias, milímetros, e as metástases de cada célula, o fluir de cada osmose, o respirar de cada mitocôndria. Era como se seus nervos e seus sentidos tivessem abandonado a falsa ponte que criam entre si e o mundo, crendo ser o si o avesso do mundo, e passassem para o lado de dentro, do si-mesmo. O gosto de sua própria boca foi experimentado imediatamente, como se sorve a saliva da outra pessoa beijada, coisa que, logo nos primeiros beijos da vida, sabe mais à saliva. Sentia a textura de seus próprios dentes, o existir de suas próprias papilas gustativas, o roçar de seus pulmões na membrana fina da pleura, o mover-se perene de cada volta e microvilosidade de suas entranhas, assim como a passagem das fibras veias adentro, a acidez árida de seu próprio saco estomacal.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 204, 255);"&gt;Horrível sensação de náusea, de um navegar-se a si mesmo, de um existir-se violentamente, como nunca dantes. Os fios de cabelo existiam ali, fincados dentro de seu couro cabeludo como estacas, árvores cujas coifas das raízes engendram um perene cavocar no seio dos nervos. Sentia a luz penetrar-lhe a retina, quase como matéria e, pior, ah, que turgúrio, as ondas sonoras emitidas, reverberadas, refletidas por tudo, absolutamente tudo o que o rodeava, movimentando ora delicada, ora fortemente os vibráteis ossos martelo estribo, como se o motor do batelão que roncava na outra margem do rio estivesse a girar os pistões dentro de sua mente, em cada interstício de seu membranoso e gorduroso cérebro, sensação esta que veio imediata, inextrincavelmente associada ao gosto, e à consciência, ao gosto da consciência do que se passava. E do próprio cérebro.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 204, 255);"&gt;Como? Como assim? Sentia as sinapses eletrocutarem cada um e todos os seus dendritos, como se ele é que corresse pelos meandros insólitos de um labirinto sem fim, sem ar, sem saída e que, pior do que toda a heterogênea realidade do mundo, que ali encontrava um seu reflexo distorcido, colorido, monstruoso, sabia-lhe como numa platônica caverna. Ar. As experiências todas coladas às paredes como num circo de aberrações absurdo do interior, de uma cidade totalmente desconhecida, porém  dolorosamente íntima, porque construída com todas suas experiências, sensações, idéias, possibilidades e anelos. Fotos, desenhos, vozes, cheiros, filmes, gostos, idéias, fúrias, serenas sensações de desapego e satisfação, tudo ali era seu, era ele, mas tudo ali era tão externo, exterior, alienígena, que a incompatibilidade o transtornava. Ele era um outro eu. Tudo ali era o alheio, o alhures, o além, e, ainda assim, e talvez por isso mesmo, não eram nada além de si mesmo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 204, 255);"&gt;Tonto, perdido, sentindo-se a si mesmo com cada nervo, cada fibra, por dentro, por fora, como se sua pele estivesse virada para dentro, do avesso, tentou mover os braços, um dedo, talvez, quem sabe levantar a cabeça. Mas tal operação exigiu dele um tal esforço, uma tal soma de reflexões e mensurações, de quantificações e elucubrações, muitas delas racionais, que, qual um mau gênio cartesiano, teve de por em movimento roldanas, complexos mecanismos, com o esforço da mente, como o paranormal que pretende com a força da concentração, do desejo, do pensamento, mover um pesado bloco de ferro alheio a si, externo a seu corpo, a seu ser e sua vontade.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 204, 255);"&gt;Se bem que não totalmente. Nunca totalmente. Oh, meu Deus! O que houve consigo? O fluir do pensamento pelos dutos da consciência hipertrofiada de chofre foi sentido como se lhe tivessem injetado sal pelas veias adentro e lhe fosse possível experimentar cada grão doridamente passear pela corrente, capilar por capilar, veia por veia. Tinha um mapa completo, consciência absoluta de cada veia, artéria, vaso, dilatação e contração, como um deus onisciente e, em si mesmo, onipresente, como a Natureza que se vive e conhece a si mesma de acordo com uma sabedoria total, e totalmente sua. Eu penso! E teria de pensar: “eu penso”, se quisesse fazer qualquer coisa. Contudo, “eu quero existir!” foi tudo o que lhe percorreu os meandros da mente. Que diabos era aquilo?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 204, 255);"&gt;Levantou-se, malgrado isso pudesse lhe custar horas, dias, semanas... horas? O que eram? Sentiu então mais vivamente a perda da sensação normal da normalidade do mundo externo. Sentiu então ser necessário esforçar-se para conciliar o fluxo do pensar com o do sentir, e que seria imprescindível fazer do sentir-o-pensar uma ponte, para o alhures mundo externo que sabia, de alguma forma, sabia que soubera existir lá fora. Concentrou-se, concentrou-se febrilmente para esquecer da forte sensação de cada uma das gotículas de suor que emanavam de cada um de seus poros, e percebeu, então percebeu, que sua percepção tornara-se não mais acurada, mas mais si mesma. Que começara, de chofre, a sentir percebendo o que sempre sentira sem se dar conta. Sua consciência o fez notar que, só agora percebia tudo o que percebia, como quem, ao olhar para uma fotografia tirada por si mesmo, se apercebe conscientemente do que vira sem enxergar e, mais do que isso, mais do que perceber cada detalhe captado pelo plano da visão inconsciente, detidamente, percebia como vira cada um destes detalhes, e como não os vira, concomitantemente, transmutando o objeto central de sua atenção no exato apertar do obturador num novo contexto, análogo em grau e importância a cada meticuloso detalhe impresso em cada um dos haletos de prata.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 204, 255);"&gt;Piscou os olhos, e teve consciência disso, ao passo em que seu diafragma contraiu-se e dilatou-se concomitantemente à uma rápida injeção de bílis em seu sistema digestório e à passagem de cada molécula pela membrana intestinal para a corrente sanguínea. Os cílios posteriores e inferiores se tocaram, e tamanha foi a vivacidade com que recebeu isso seu cérebro atordoado, que teve o ímpeto de gritar. E gritou, sentindo a vibrátil algazarra dos tecidos de sua garganta ante a passagem do ar concomitantemente ao vibrar do tórax e do estribo e do martelo, captando as paredes, as quinas, as voltas, as firulas do ambiente frio tocado placidamente pela luz amarelada do amanhecer que fendia a verdidão do ar estanque, anunciando que havia um mundo lá fora da casa de soalho de tábuas, encerado com óleo queimado, e de paredes de tábuas cartesianas que o separavam do mundo exterior onde, dolorosamente, haveria uma miríade, uma heterogeneidade, uma barafunda de cores, formas, sons, cheiros, de forma que seria impossível, sim, impossível, arriscar-se por lá.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 204, 255);"&gt;Uma ponte. Sim, ele pensara numa ponte. De fato. Seria imprescindível reconstruir uma ponte entre ele e o mundo, aquela que sempre estivera lá, tão presente e tão desconhecida, ignota, que era ele mesmo. E apercebera-se de que nunca se dera conta de si mesmo no mundo, ao menos de que nunca percebera o mundo como algo além desta forma, ou seja, como uma extensão de si mesmo. Nunca se percebera uma ponta, um fluxo, entre o mundo e si mesmo, acima de um hiato hiante.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 204, 255);"&gt;Premia construir uma ponte que permitisse o trânsito do eu para o mundo, e do mundo para o eu, resgatando aquele trafegar que era seu próprio existir. Aquele trafegar inconsciente que era seu absorver e entender o mundo, a vida, as coisas, construindo o mundo qual um Procusto virulento que mutila os hóspedes, cortando-lhes as cabeças e os pés ou alongando-os, a fim de que caibam em suas horripilantes camas. Como um relojoeiro maluco, ou um alemão isolado e taciturno de Königsberg que passeava pela cidade pontualmente às 17:00hs, perscrutando cada desvão do mundo como um médico que, na propedêutica  já tenta desvendar o diagnóstico dos sintomas do mundo, porque perscrutava, em seu passejar racional e racionalizante, o encontro da Razão com os entes do mundo, num tribunal que antecipava as cortes kafkianas.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 204, 255);"&gt;Levantou-se, e, após coordenar cada movimento com a sensação visceral de cada pulsação e de cada sensação e estímulo nervoso, decidiu-se a encarar-se no espelhinho de bordas laranjas (e que perdera um terço quando caíra do prego no dia em que Maria se assustara com o morcego que viera aninhar-se em seus grossos cabelos pretos), já ciente, incrivelmente ciente, de que experimentaria um ver a imagem de si mesmo refletida na matéria vítrea que não mais se passaria enganosamente por ele mesmo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 204, 255);"&gt;Nada de narizes mais tortos do que os jamais imaginados, como pirandellianamente ousaria eu contar. Nada disso foi o que encontrou. Em lugar de uma imagem cotidiana de si mesmo, decodificada por esta nova miríade absurda de sensações dos sentidos e percepções, ele viu uma imagem incompreensível, disforme, inimaginável e indescritível diante de si. O susto que lhe afligiu foi sentido como um terremoto que sacode cordilheiras – porque, de alguma forma, só de saber da existência delas em algum lugar, elas existiam quase que em si, consigo, ali. O que, e não quem, era aquilo? Sabia, com todo seu âmago, que era apenas um reflexo de si mesmo enquanto coisa, na materialidade noumênica do espelho, mas esperava, sim, tinha fé em que poderia reconhecer-se eu, humano, naquele reflexo. O que via era... indescritível. Era um outro, uma coisa totalmente alheia a si mesmo, à qualquer humanidade sentida ou percebida por ele, naquele momento.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 204, 255);"&gt;Nervoso, aturdido, correu à janela com estrépito, sacudindo as tábuas lisas do soalho e, assim, as paredes e as panelas, dependuradas à parede da cozinha a ostentar seu brilho ribeirinho, e o choque, o bofetão que lhe dera o mundo, em toda sua álacre azáfama de cores e formas, todas exigindo uma descrição, uma decodificação, uma intelecção, fez com que caísse novamente sobre a cama. O coração a pulsar, a boca a saber areia, a mente a arder numa febre pensável e meditabunda, sim, não fosse tão doloroso fazê-lo, impeliram-no à janela novamente, num ímpeto que ele mesmo estranhou, tão estranho lhe foi. E, abrindo os olhos, ordenou aos nervos que se dirigissem aos transeuntes, na esperança de que essa transmutação de sua percepção do humano se restringisse ao reflexo de si mesmo, ou, mesmo, às imagens bidimensionais que, de alguma forma, agora sabia, de fato sabia que era impressões construídas pelo entendimento.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 204, 255);"&gt;E não se surpreendeu ao, mirando a janela de onde sempre contemplara o largo e pacato fluir do rio, cortado vez que outra por uma canoa plácida e ornado pelo diadema das belas mungubas, ora encarnadas, ora alvas como algodão, enfim, no lugar disso, encontrou prédios, muitos prédios, janelas, carros, barracas de lanche, e foi açoitado, não mais pelo doce vento matinal que traz consigo a Amazônia em pólen: recebeu vento de sarjeta e notas de música desconhecida, foi o que recebeu do mundo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 204, 255);"&gt;II.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 204, 255);"&gt;Levantar seu corpo do parapeito gradeado onde jazia exigiu dele toda sua perseverança e forças. O que era aquilo? Um vulto abominável atravessava a rua, e era perfeitamente natural haver, assombrosamente, uma rua, onde sempre houvera um rio. O vulto passeou, deslizando sincopadamente por sobre cada pedrisco do asfalto que lhe agredia a vista ao refletir os raios de sol em milhões de direções, exigindo de sua mente um esforço homérico de compreensão. Ele sabia, ele intuía, compreendia, de uma forma abstrata e posterior que, com base em uma série de fatores, aquilo era um homem, pois poderia bem ser que houvesse ali um homem, onde deveria haver o rio. E surpreendeu-se com o vulto disforme e acinzentado que cruzou-lhe o caminho sendo, supostamente, outro homem.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 204, 255);"&gt;Sufocado por tão dolorosas experiências sensoriais e intelectivas, ele desviou o olhar para o semáforo, plantado onde sempre houvera uma samaúma altiva, passando daí para os postes que roubaram o lugar das embaúbas, os fios que tomaram posse do sagrado reinar da tiririca, as faixas da rua e os carros que se debatiam qual as canoas da beira de Jutaí, e, só então, se deu conta de que já soubera o que era tudo aquilo, antes, como se houvesse uma planilha anterior onde, em cada célula, constasse um dado de realidade novo, mas análogo, substituindo o que lhe faltava agora e pelo que era tomado de estranheza. De alguma forma ancestral, quase límbica, ele já soube o que era aquilo, como funcionava, como era feito, de que material e qual textura apresentava, qual a função e como lidar com aquilo. Mas agora... o caso é que perdera completamente a noção do valor, do significado, de tudo aquilo, como se o significante tivesse dito adeus ao significado, esvaindo-se a relação sem que ele se desse conta, como se estivesse em coma quando ambos desataram.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 204, 255);"&gt;Não se sabia mais naturalmente ali como sempre se soubera crendo ser tão natural aquele ambiente urbano. Nada era mais tão corriqueiro, tão presente-mas-ignorado, tão intuído e sabido se bem que sequer visto ou sentido, tão naturalmente existente como antes e, de alguma forma, já se soubera ali naquele ambiente anti-natural onde as coisas antes sempre foram... naturalmente assim, artificiais, urbanas, humanas. Não sabia mais como organizar, entender, apreender tudo aquilo, sentindo que sua percepção já não encontrava mais as gavetas ordenadas e ordenantes em que acondicionar as apreensões, e suas próprias sensações.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 204, 255);"&gt;Ele soube, sentiu, percebeu, que se perdera num país estranho, ou, mais cruelmente, num mundo todo outro, todo alteridade, que sua inteligência não conseguia, por mais que se esforçasse, inteligir de forma racional. Sentindo-se nu e desamparado como até então jamais se sentira, apalpou seu corpo, na esperança de encontrar roupas, algo do mundo que grudasse em si e que o mantivesse num contato íntimo, morno, natural e corriqueiro com ele. De pronto o fez, e, ato contínuo, deu-se conta de que não. Não estava nu, ou desamparado, ao menos fisicamente.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 204, 255);"&gt;E foi então que, respirando fundo, decidiu tentar o clichê bofetão em seu próprio rosto, a fim de, piscando, acordar novamente para aquela realidade tão natural e cara que era o contínuo e frenético, porém ordenado e sereno, ir e vir do ego, do eu, para o mundo, e deste novamente para o âmago de seu ser. Outro vulto incompreensível cruzou a via, e o buzinaço dos automóveis foi tão contundente em seus ouvidos que era como se o mundo todo existisse ali, naquele quarto, que sempre fora seu – ele sabia disso, mas não sentia isso como verdade – mas que ele nunca sentira ter visto, ou vivenciado. O mundo, o mundo, o mundo! O que acontecera para ter ele assim se transmutado numa coisa tão outra que não mais poderia ser sua, que oferecia tantos estímulos e de forma tão invasiva e massiva que não mais permitia que ele se projetasse nele, arredio e resiliente?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 204, 255);"&gt;Quem mudara foi ele, ou, antes, todas as categorias sensoriais e perceptivas com que se entendia a si mesmo. E isso transmutou tudo. Talvez ajudasse saber os motivos disso. Mas sequer sabia mais onde estava e quem era, e mesmo como inteligir o que o rodeava, ocupado demais em sentir-se todo outro com uma acuidade sensorial e com juízos jamais experimentados.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 204, 255);"&gt;O transeunte levava consigo um cão, atado a uma corda que ele intuía ser vermelha. E foi o cão, o ente não-humano, a chave para uma reflexão que foi sua bóia salva-vidas: seria mesmo vermelha aquela corda? Como o saberia? Não sabia mais. Seria mesmo uma corda, e aquilo seria mesmo um cão? O que era “vermelho”? O que era “cão”? não estaria o homem atado ao cão pela corda? Perdendo-se em aterradoras reflexões acerca da cordidade da corda e a caninidade do cão, ele retornou à cama, que ele já se resignara em saber ser uma cama-onde-antes-deveria-haver-sua-rede, exaurido, prestes a sair do labirinto de seu cérebro e pular da janela.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 204, 255);"&gt;Janela? Em que consistia uma janela? Deteve-se por horas a averiguar com todos os sentidos, aliados dolorosamente a todos os raciocínios. Qual a consistência de uma janela? Em que consistia a janelidade da janela? No vácuo? No não-ser parede? O continente do vazio? Ah, como era assustadora esta imagem, tão vividamente percebida, na totalidade da mundanidade que não-era parede, ou que, não sendo o quarto, era o mundo? Debruçado febrilmente sobre o parapeito, entretia-se em passear pelos meandros desse novo existir espantoso em que continente e conteúdo eram, simultaneamente a mesma coisa, aqui e lá (ou seja, neste abismo, neste vau profundo que se impunha entre ele e as coisas).&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 204, 255);"&gt;Desesperado, retornou ao espelho, arrastando-se pelo chão, sentindo a náusea de cada fio do carpete, carpete?, que insistia em adentrar seu ser de forma brutal. Dominou-se, concentrando-se em tecer sobre si alguma consideração geral, e foi então que se deu conta de que não conseguiria. De que não seria mais capaz, ou de que nunca fora realmente capaz de tecer juízos sobre o que quer que fosse. Imbuído de toda a particularidade heterogênea do mundo que insistia em penetrar-lhe pela pele, pelos olhos, pela boca, pelo nariz, quase que não suportando a sensação de si mesmo, física e emocionalmente, olhou-se novamente, e foi então, e só então, que aconteceu: viu um homem, sim, e percebeu que era esta a figura monstruosa que não soubera entender como um homem antes, porque perdera com ela aquela natural e naturante relação cotidiana de compreensão e reconfortante disposição.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 204, 255);"&gt;Incompreensível mal-estar apoderou-se de si. Transmutado num eu plenamente invadido pelo mundo, um mundo sempre pulsante e mutável, arredio e buliçoso, revoltado ante a idéia de caber nas tramas de seu parecer sobre ele, que pareciam cadeias, algemas, torturosas mutilações generalizantes e teoréticas, caiu ao que sabia ser um chão (mesmo sem ter muita certeza disso, e de que ele esta realmente ali), e dedicou-se a chorar, copiosamente, colhendo de cada uma de suas glândulas lacrimais as salgadas gotas que cada uma de suas terminações nervosas acolhia e repelia num respirar frenético. E foi então, e só então, que sentiu algo dominar-lhe a essência, o ser, oriundo de uma entranha profunda, profundíssima, negra e incógnita. Algo muito maior do que ele, aos borbotões, brotou de si para si, atingindo o mundo ao partir dos limites que o separavam das coisas do mundo, aquele limite que anunciava, não o mundo, mas a greta, o vau, o abismo: ele mesmo. Percebeu que ele era precisamente o não-mundo, aquilo que o separava dele sendo seu corpo, seus sentidos, um limite tênue e frágil, quebrado e refeito de instantes, átimos, átomos. Chorou a cântaros, o mais que pôde, com febril e fervorosa fé em que era isso o realizar máximo de tudo o que, ali, mesmo que só ali, e mesmo que unicamente naquele átimo, tomava-lhe como totalidade.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 204, 255);"&gt;O ruído continuo e penetrante o aterrorizava há muito tempo, e só agora pudera distingui-lo de tudo, separando-o de tudo. Agora mais essa! Não sabia de onde vinha, e foi como uma cutia assustada que começou a correr pelo quarto, sem sequer notar que corria à procura de um ruído, freneticamente, com o fito último de pegar seu emissor e apertar o botão em que, havendo um telefone vermelho grafado, deveria calar o aparelho. Assustou-se por saber que haveria um tal botão, e que, para calar o ruido, teria de apertá-lo. Tão logo o encontrou, deixou-o cair sobre o criado mudo, colhido por um vento forte e frio, penetrante e cortante, como se sua dor fibromiálgica de sentimento do mundo cessasse e fosse restabelecido o front, restabelecida a trincheira no lugar do abismo e hasteada a bandeira branca, conferindo trégua à esta matinal guerra mundial de todos seus sentidos, juízos e sensações, com o mundo, na busca desesperada por um sentido.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 204, 255);"&gt;Aspirou o ar gélido com calma, e, uma vez reabertos os olhos, enxergou-se no espelho de corpo inteiro que ficava colado à parte interna da porta de seu guarda-roupas, que ficava ali, sempre estivera ali, onde antes sempre houvera apenas um prego na parede de madeira pintada de azul e escurecida pelas goteiras que apareciam no inverno, mês em que as fortes chuvas insistiam em penetrar-lhe a casa, rio acima pelo jirau do soalho, mundo abaixo pelas telhas que fendiam com os ventos. Ao ver o paletó e a gravata dependurados qual um enforcado, sobreveio um segundo choque, análogo em força epifânica ao primeiro, transmutador e absurdo: e tudo entrou nos eixos, e todas as coisas retornaram às tramas e gavetas, e o sentido reinou sobre si como se suas células tivessem esfriado e deixado de girar como doudas em torno de si mesmas qual micro-glaláxias. Ali, naquele exato momento, ele voltou a saber o que sempre soubera e que agora sabia ter esquecido que conhecia: deveria pegar a escova de dentes, tomar um banho no chuveiro que jazia onde antes sempre houvera um flutuante onde as crianças brincavam com os botos domesticados, banhar-se e vestir o paletó, atando a gravata como quem amarra o mundo e impõe-lhe ordem e lugar, sentido de rotação, significado e firmeza, e ir de ônibus para o trabalho, porque hoje, isso ele sabia agora mais fielmente, agora de forma menos aterradora e incompreensível, hoje, ele sabia, era dia de congestionamento.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 204, 255);"&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 204, 255);"&gt;Bruno Walter Caporrino&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 204, 255);"&gt;Terra Indígena Wajãpi&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 204, 255);"&gt;Amapá, 25 de agosto de 2010&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/294771847804289284-8151918675019304425?l=beagle40.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://beagle40.blogspot.com/feeds/8151918675019304425/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=294771847804289284&amp;postID=8151918675019304425&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/294771847804289284/posts/default/8151918675019304425'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/294771847804289284/posts/default/8151918675019304425'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://beagle40.blogspot.com/2010/09/garrafa-42-keep-walking.html' title='GARRAFA # 43 - KEEP WALKING...'/><author><name>BRUNO WALTER CAPORRINO</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09035545029341697571</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_23aWuykTr4Q/SWbHHPRKpqI/AAAAAAAAAAo/ctxGZeCryHU/S220/Trindade+-+Outubro+2007+(7).JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-294771847804289284.post-4333084715452245103</id><published>2010-09-05T10:57:00.002-07:00</published><updated>2010-09-11T11:46:54.754-07:00</updated><title type='text'>GARRAFA # 42 - JOHNNIE WALKER</title><content type='html'>&lt;span style="color: rgb(192, 192, 192);"&gt;(Trilha sonora engarrafada: Wim Mertens, The Fosse)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(204, 255, 255);"&gt;Lupanares&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 255, 255);"&gt;(Crônica do retorno à Santos natal. Junho de 2010).&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 255, 255);"&gt;O reencontro com cada um dos paralelepípedos entremeados de trilhos (pelos quais ainda hoje deslizam os bondes) colocou nos eixos, nos trilhos, os paralelos do meu universo. A acolhida da terra natal, o reencontro com um eu-mesmo que se existe fora dela, mas em função dela aonde quer que vá, produz o reconforto do Narciso que contempla o reflexo do mundo que cria à sua imagem e semelhança em cada desvão do vasto mundo que percorre. Cada uma daquelas pedras revela uma infância que trarei sempre comigo no criar-me a mim mesmo, cada vez mais velho, cada vez mais calejado, ao passo em que minha pele se enruga como as cornijas das casas abandonadas a si mesmas, à bruma que corrói o concreto ao construir abstratos castelos de areia em cuja memória encontro experiências novas – e só aí.                                     &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 255, 255);"&gt;Lá estava ela, a Senador Feijó, com seus casarios decrépitos aos olhos dos urbanistas que de cidade nada entendem porque nada sabem da vida, das pessoas, e das relações que travam entre si e com o mundo –e no que consiste, afinal, a cidade. Lá estavam elas, as mimosas prostitutas que, assim como a plácida baía que recebe carinhosamente os navios que singram o Atlântico, recebem em seu cálido regaço os marujos perdidos, à moda do que faz Santos com o náufrafo que, como eu, percorrendo o mundo sozinho, retorna. Lá estavam elas, as mimosas prostitutas do porto, enfrentando as agruras da vida com coragem e brio tais que escapariam a todas as moralistas que as invejam por sua beleza na pobreza – esta sim imoral, indecente. Uma debaixo de cada arcada ancestralmente neo-clássica, exibindo plácidos e sofridos sorrisos, escondendo sua dor e humilhação através da convidativa aparência de benfazejas blandícias, lá jazem elas, humilhadas e ofendidas, mas homericamente corajosas, diariamente corajosas na lide, apesar da tacanha mentalidade da secretaria de turismo que as pretende de lá banir porque nada entende do trafegar humano, do viajar, do relacionar, por mais que se valha de seus doces regaços e regalos nas noites de quinta, depois do expediente, na baixa temporada.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 255, 255);"&gt;Lá estavam minhas bromélias e orquídeas urbanas, disputando cada palmo do concreto insólito das construções macambúzias em toda sua alegre vivacidade de templos da ínfima existência humana, gritando sua finitude com risos contidos e cochichos ao ecoar o rumor da cidade.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 255, 255);"&gt;O porto. Guindastes que sublimam a matéria, oferecendo aos mares o que produz a terra. O mar! Lá estava ele, jogando-se placidamente contra a amurada do cais repleto de esqueletos corroídos de embarcações que, qual gárgulas taciturnos recobertos de craca e ferrugem, observam o progresso a que serviram tão pontualmente, tão pontualmente, que, quando chegou-lhes a hora, foram pontualmente aposentados. O mar. O meu mar, voltado para o qual criei-me. O mar, voltado para o qual tomei uma decisão e optei por seguir o chamado do Brasil interior, da América que meus ancestrais vieram buscar, rompendo com o voltar ao Velho Mundo tão tradicional, que seria como negar a sagrada vontade de ver o Novo. Atlantico: titânico cosmos indecifrável, para o qual todos os rios que percorro, por mais que os suba por meses a fio, concorrem; para o qual todos eles, mesmo que em sua nascente andina, me levarão para morrer. Choca-se docemente contra a barreira de pedra, aspergindo com sua benta água a cidade que se fez grande em função da sua pequenez mesma no contraste e no convívio com o mar, esta ode ao além, ao alhures, ao infinito.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 255, 255);"&gt;A azáfama poeirenta do porto que guarda o mar movimenta o maquinário e a economia do meu coração, e não importa por onde vague, levarei comigo sempre estas vagas; não, definitivamente não importa: para qualquer porto que vá, levo-os, a esta baía e este cais comigo Amazônia adentro. Reconfortante encontro este meu, depois de meses, com minha Santos natal, depois de meses ausente! Meses que pareceram anos. Meses em que mudei tanto... mas tanto, que, ao retornar aos becos e vielas do Centro velho em cujas paredes encontro projeções do meu passado, quase tornei à infância: e ri como uma criança com os sebos onde obras imortais em primeiras edições do século XIX me convidavam ao fugaz amor eterno com doces cochichos debaixo dos pórticos neo-clássicos ornados de bromélias a horas de prazer e deleite. À moda dos gracejos que, debaixo de outro pórtico, minutos antes, me lançaram – como a qualquer transeunte, de modo que não é esta uma honra minha – as trabalhadoras do mar, na terra.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 255, 255);"&gt;Lá estão as esquinas que transpiram poesia neo-clássica, os cafés acanhados que guardam em sua úmida penumbra os valores de que me componho na base, à moda das catedrais em cuja úmida nave guarda-se ídolos sagrados.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 255, 255);"&gt;Antes, porém, a Tabacaria do Mário. Fumo e cachimbos, já que os meus a Amazônia roeu, mês a mês. A praça! Lá estava a tão freqüentada praça da infância de meu pai, autor de meus dias. Ao pé do obelisco que honra a bravura dos expedicionários que empreenderam belicosa viagem de volta pelo indomável Atlântico que antes haviam cruzado em busca de uma vida melhor! Plantado ali, naquela terra santa onde foram outrora recebidos, logo ali, próximo à hospedaria em que imigrantes penaram para ajudar a fazer um país, este obelisco era um monumento às minhas matrizes, cuja força desbravadora me trouxe para a Amazônia, Brasile adentro – mas para conoscere, vivere, e non fare, l´America.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 255, 255);"&gt;Ao pé do poema de bronze aos desvalidos guerreiros, uma sua materialização carnificada jazia, estanque, a cabeça baixa, a curtir toda a dor da vida errante que lhe foi imposta. Porre, ressaca, frio e fome. Os raios pálidos do sol tingiam-lhe a fronte, cortando o ar úmido e frio da praça guarnecida por frondosos ipês desfloridos. Os andrajos amarrotados cobriam-lhe apenas pequenos pedaços da pele dourada e enrugada em que a buliçosa sanha capitalista deleitou-se, descartando depois de deitar ao criado-mudo alguns módicos despojos de suas engrenagens metálicas.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 255, 255);"&gt;Lá estava ela. Ex. Ex-prostituta, desamparada pela queda súbita da clientela, e a falta do sindicato, ironicamente ela, que tanto e tão pacientemente serviu aos porres virulentos das convenções do sindicato dos estivadores. Estival, à margem: entre o mar e o morro, uma vida rica, porém esfaimada. Lumpen, sem prole. A cabeça à roda, os olhos esgazeados, e boca entreaberta afetavam terror: anódino. Embriaguez barata, para despistar a vida dura. Assim também em Manaus: a começar pelo tom da pele, pela origem índia, pela posição marginal no capitalismo que cuidava de seus interesses no cais, entre chegadas e partidas.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 255, 255);"&gt;---- Oi bonitão! Lindo! Nossa, você é lindo! Te quero agora, vem, nossa, vem, te quero no meu barraco!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 255, 255);"&gt;Disse isso e, esgotadas suas parcas forças, abandonou novamente a cabeça em cujo mundo pesava através de suas dores concentradas, como quem, padecendo de mal neurológico dispara esgares involuntariamente. O queixo apoiado no peito tantas e tantas vezes mordido, arranhado violenta, animalescamente, para de súbito fazer abandonado. “Volta bonitão! Nossa... ai,que lindo...”. Ainda a pude ouvir declamar, quando enquadrava uma estátua com a objetiva que realiza o olhar. “Não perdeu o hábito de galantear”, ou talvez, de regatear alguns bocados da vida, envaidecendo os homens, elogiando o Outro, o estrangeiro,o desconhecido.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 255, 255);"&gt;Foi então, e somente então, que percebi que talvez o que os marujos e estivadores, empresários e burocratas buscassem nela, sempre tivessem buscado nela, não era realização carnal. Talvez, e quiçá talvez, eles a pagassem módicas parcelas de desopilação, de seu suor, e, mais do que isso, talvez eles alugassem elogios, alguma estima que ignorasse seus narizes aduncos, suas barrigas proeminentes, as dimensões a seu ver desavantajadas de suas posses e ... documentos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 255, 255);"&gt;Afeita ao porto, atrelada a ele, devorada por ele, ela serviu-lhe. E agora, vil desdita curtia sua carcaça. Os elogios, porém, mais do que a propaganda para seus serviços, e sim o seu serviço, propriamente, ela sabia fazer, ora, se sabia. E talvez fosse por esse motivo, e não outro, que a municipalidade, através da secretaria de turismo, a mantivesse ali: não pela civilidade de facultar aos cidadãos, qualquer seja sua classe ou conduta social, circularem livremente pela cidade, gozando de plena cidadania. Eles a deixavam lá porque aquela pobre mulher, aquela malbaratada mulher, servia como Geni ao ingrato Zeppelin que regia a cidade, e ela, quedando-se ali a curtir a desgraça de sua trajetória pessoal era, afinal, um monumento à  vocação do Brasil que se realiza em Santos e em Manaus como em nenhum outro lugar: servir ao estrangeiro, desgastar-se, azafamar-se, esfalfar-se, esgotar-se, a bem do gozo, da estima, da satisfação... do lucro alheio.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 255, 255);"&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 255, 255);"&gt;Bruno Walter Caporrino&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 255, 255);"&gt;11 de agosto de 2010&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 255, 255);"&gt;Terra indígena Wajãpi - Amapá&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/294771847804289284-4333084715452245103?l=beagle40.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://beagle40.blogspot.com/feeds/4333084715452245103/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=294771847804289284&amp;postID=4333084715452245103&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/294771847804289284/posts/default/4333084715452245103'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/294771847804289284/posts/default/4333084715452245103'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://beagle40.blogspot.com/2010/09/garrafa-41-johnnie-walker.html' title='GARRAFA # 42 - JOHNNIE WALKER'/><author><name>BRUNO WALTER CAPORRINO</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09035545029341697571</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_23aWuykTr4Q/SWbHHPRKpqI/AAAAAAAAAAo/ctxGZeCryHU/S220/Trindade+-+Outubro+2007+(7).JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-294771847804289284.post-7638922449444204706</id><published>2010-04-27T13:38:00.001-07:00</published><updated>2010-09-03T10:40:54.476-07:00</updated><title type='text'>GARRAFA # 41 - ADVERTÊNCIA...</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#3366ff;"&gt;Cuia de Caxiri &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#3366ff;"&gt;&lt;br /&gt; &lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#3366ff;"&gt;ESTE POST FOI RETIRADO DO BLOG EM ATENÇÃO À ORIENTAÇÕES DO IEPÉ, SEGUNDO AS QUAIS O POVO INDÍGENA WAJÃPI NÃO PODE SER MENCIONADO NA INTERNET OU QUALQUER PUBLICAÇÃO SEM SUA PRÉVIA AUTORIZAÇÃO. EM RESPEITO A ISSO, FATOR COM O QUAL CONCORDO PLENAMENTE, E EM FUNÇÃO DO QUAL DEIXEI A OPAN, INFELIZMENTE, NOTÍCIAS ACERCA DE MINHA ATUAÇÃO INDIGENISTA NESTE CONTEXTO SERÃO POSTADAS AQUI SEM MENÇÕES DIRETAS E EXPLÍCITAS A SEU NOME, SEM FOTOGRAFIAS, E SEM EXPLORAÇÃO DE SUA IMAGEM SEM SUA PEREMPTÓRIA ANUÊNCIA. NÃO OBSTANTE ISSO, AQUILO QUE TANGE A MINHA PESSOA É AINDA PASSÍVEL DE LIVRE MANIPULAÇÃO - AO MENOS POR MIM MESMO... EU ACHO. E SERÁ SOBRE ESTE ILUSTRE DESCONHECIDO QUE VERSAREMOS AQUI - ATRAVÉS DE TUDO O QUE ELE, APREENDENDO DO MUNDO, ENXERGA DE SI MESMO. E ISSO INCLUI O POVO INDÍGENA WAJÃPI.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#3366ff;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/294771847804289284-7638922449444204706?l=beagle40.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://beagle40.blogspot.com/feeds/7638922449444204706/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=294771847804289284&amp;postID=7638922449444204706&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/294771847804289284/posts/default/7638922449444204706'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/294771847804289284/posts/default/7638922449444204706'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://beagle40.blogspot.com/2010/04/garrafa-41-garrafa-nao-cuia-de-caxiri.html' title='GARRAFA # 41 - ADVERTÊNCIA...'/><author><name>BRUNO WALTER CAPORRINO</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09035545029341697571</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_23aWuykTr4Q/SWbHHPRKpqI/AAAAAAAAAAo/ctxGZeCryHU/S220/Trindade+-+Outubro+2007+(7).JPG'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-294771847804289284.post-798534937632438020</id><published>2010-01-12T10:01:00.001-08:00</published><updated>2010-01-12T11:05:42.184-08:00</updated><title type='text'>Kaspar Friedrich. O viandante, 1818.</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_23aWuykTr4Q/S0y5W0b2nFI/AAAAAAAAAF4/nG6XAN8pVo8/s1600-h/friedrich_viandante1818.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 314px; height: 400px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_23aWuykTr4Q/S0y5W0b2nFI/AAAAAAAAAF4/nG6XAN8pVo8/s400/friedrich_viandante1818.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5425915452758334546" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 255, 51);"&gt;IN SITU: Próximo ao duelo titânico entre o Amazonas e o Atlântico, lá para o Oiapoque, existe o Parque Nacional das Montanhas do Tumucumaque. Próxima a esta imensa formação geológica inebriante, repleta de altíssimas montanhas em cujos vales jaz a luxuriante Hiléia Amazônica, a Oeste, está o Pico da Neblina. O Viandante tem em si o descobrir, o vagar, o errar. Sábio foi Goethe ao notar que o que faz o Homem é a paisagem em que ele, projetando-se, humaniza-a, e procustianamente faz-se a si mesmo. A vida imita a arte, e esta, a Natureza.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/294771847804289284-798534937632438020?l=beagle40.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://beagle40.blogspot.com/feeds/798534937632438020/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=294771847804289284&amp;postID=798534937632438020&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/294771847804289284/posts/default/798534937632438020'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/294771847804289284/posts/default/798534937632438020'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://beagle40.blogspot.com/2010/01/kaspar-friedrich-o-vindante-1818.html' title='Kaspar Friedrich. O viandante, 1818.'/><author><name>BRUNO WALTER CAPORRINO</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09035545029341697571</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_23aWuykTr4Q/SWbHHPRKpqI/AAAAAAAAAAo/ctxGZeCryHU/S220/Trindade+-+Outubro+2007+(7).JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_23aWuykTr4Q/S0y5W0b2nFI/AAAAAAAAAF4/nG6XAN8pVo8/s72-c/friedrich_viandante1818.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-294771847804289284.post-1284015465563019642</id><published>2010-01-07T10:48:00.000-08:00</published><updated>2010-01-19T13:17:40.595-08:00</updated><title type='text'>GARRAFA # 40 - MAR capá</title><content type='html'>&lt;span style="color: rgb(255, 204, 153);"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 0);"&gt;Trilha sonora engarrafada: Tarumerei - de Robert Schumann&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(204, 102, 204);"&gt;Nunca fui tão feliz e realizado em minha vida como agora!!!&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 102, 204); font-weight: bold;"&gt; Estou leve, livre, feliz como nunca.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 102, 204); font-weight: bold;"&gt; Mari, como sempre, é a causa de tudo isso.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 102, 204); font-weight: bold;"&gt; Pois se viajei e, assim, me realizei antes, foi graças à ela, seu apoio e seu amor.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 102, 204); font-weight: bold;"&gt; Mas agora, para melhorar mais ainda, eis que ela está ao meu lado! Sim senhores, pois bem, aqui no Amapá, em plena capital Tucuju.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 102, 204); font-weight: bold;"&gt; Estamos vivendo um sonho - e não é de agora, evidentemente. Mas agora ele é mais completo ainda: eis que o marinheiro encontra seu porto, à beira do Amazonas, quase em sua foz...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 102, 204); font-weight: bold;"&gt; Brincamos, rimos, como sempre, mas agora com mais vigor!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 102, 204); font-weight: bold;"&gt; Fazemos as compras dando risada, tomamos chuva à beira do Amazonas dando risada, como antes: só que agora moramos juntos, e damos risada 24 horas por dia. Amar é isso, e eu espero, do fundo do meu coração, que todo ser humano que habita este planeta tenha isso.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 102, 204); font-weight: bold;"&gt; Macapá é um enigma, assim como o Amapá e os Wajãpi...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 102, 204); font-weight: bold;"&gt; E está sendo delicioso desfrutá-los.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 102, 204); font-weight: bold;"&gt; Estou abrindo os zíperes desta madonna trópico-equatoriana com calma, mediante muitos beijinhos em cada esquina, pracinha - todas com quadras poli-esportivas, impressionante. Avenidas larguíssimas, mangueiras até não poder mais, uma orla do rio mais Belo do mundo, que é belíssima, ajardinada e glamourosa...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 102, 204); font-weight: bold;"&gt; Amo Macapá como amei Santos e Manaus.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 102, 204); font-weight: bold;"&gt; Santos, neoclássica senhora que enriqueceu com o Café no século XX.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 102, 204); font-weight: bold;"&gt; Manaus, neoclássica senhora que enriqueceu com o Caucho, no século XX.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 102, 204); font-weight: bold;"&gt; Porto.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 102, 204); font-weight: bold;"&gt; Porta.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 102, 204); font-weight: bold;"&gt; Mar.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 102, 204); font-weight: bold;"&gt; Putas.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 102, 204); font-weight: bold;"&gt; Café - Cupuaçu.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 102, 204); font-weight: bold;"&gt; Agora, o encontro: deixo o encontro do Negro com o Solimões que naveguei todinho, quase até a foz, para ver o encontro deste com o Atlântico, à beira do qual nasci, criei-me e me fiz gente. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 102, 204); font-weight: bold;"&gt; Porto.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 102, 204); font-weight: bold;"&gt; E aqui encontro meu mar: Mari.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 102, 204); font-weight: bold;"&gt; Oceano de navegação doce e serena, mas de calmaria e estrelas!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 102, 204); font-weight: bold;"&gt; Nunca pensei que fosse contemplar o céu do equador.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 102, 204); font-weight: bold;"&gt; O anel de poeira estelar que cruza o céu à noite, noite ornada de estrelas-mil, in contáveis, que eu tinha visto assombrado no Amazonas, agora vejo ainda mais de perto. Com clareza ainda mais assustadora!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 102, 204); font-weight: bold;"&gt; Andrômeda, Cassiopéia, infinitas estrelas, constelações, galáxias que nunca pensei que pudesse ver... O céu aqui compete com os dois oceanos que, buliçosos, briosos como alazão puro-sangue cônscio de sua beleza, força e graça, sabem-se soberanos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 102, 204); font-weight: bold;"&gt; O Amazonas choca-se contra Macapá quando a maré enche - sim, ele é influenciado pela maré! Deixem-no! Patéticos serão todos os esforços humanos em conter o Amazonas, O Amazonas, o maior, mais belo, mais luxurioso e soberano rio do mundo! Cortando uma Hiléia, uma Amazônia sobre a qual qualquer consideração perece nos banzeiros provocados pelos botos, ele pode engolir Macapá e seu Forte holandês do século XVII, pode sim, assim que quiser!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 102, 204); font-weight: bold;"&gt; À vontade, ó grande e grandioso, grandiloquente e hercúleo veio aberto de América Latina: degluta-nos, a todos nós!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 102, 204); font-weight: bold;"&gt; Navios cargueiros aguardam, ridiculamente, infimamente imensos para os padrões humanos. Aguardam, acuados, que a maré suba. Que o Atlântico recorra a Zeus e suas côrtes para triunfar sobre o Amazonas e suas sucurijus e botos sub-aquáticos. Um duelo de titãs se dá diariamente: qual um Sísifo, o Amazonas empurra o Atlântico... Tocando a África de onde vieram os Tucujus, os macapenses negros de marabaixo, ele, o Atlântico faz um banzeiro danado e... eis que o Amazonas engole toda a água que expeliu furibundo, poderoso...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 102, 204); font-weight: bold;"&gt; Ah, que deleite contemplar, das margens de uma Macapá bonita e arborizada de cultura cabocla, o duelo de Titãs diário que ignora os cargueiros pretensamente titânicos para os pífios padrões humanos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 102, 204); font-weight: bold;"&gt; Eu os contemplava, apaixonado com a possibilidade de desbravar oceanos e mundos à bordo deles. Contemplei-os, enamorado, minha infância inteira, à margem do Atlântico na minha Santos estivadora perfumada de café e mar.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 102, 204); font-weight: bold;"&gt; Eu os contemplei, ainda apaixonado, desta vez saudoso da terra - ou água - natal, à bordo os recreios brancos e elegantes qual as "galças" amazônicas. Pequeninos, ínfimos! Como os recreios, tão enormes para suas mais 150 viajantes Solimões acima, ficavam minúsculos, no Negro, diante dos imensos cargueiros!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 102, 204); font-weight: bold;"&gt; Eu agora os contemplo, do alto do Forte histórico de onde astrônomos holandeses contemplaram, embevecidos como eu, quatrocentos anos depois, a miríade de constelações e galáxias... Pobres cargueirinhos! Titânicos, leviatânicos, hercúleas obras de mãos humanas, pretendem levar o progresso e o descobrimento aos confins de além-mar.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 102, 204); font-weight: bold;"&gt; Mas o Amazonas, o mesmo que Orellana, depois de perder sete naus e toda uma tripulação, ousou navegar, só os permite passar depois de muito mimo, qual gata manhosa.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 102, 204); font-weight: bold;"&gt; O forte guarda o rio-mar.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 102, 204); font-weight: bold;"&gt; Eu, o encontro do rio com o mar, do forte com o rio...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 102, 204); font-weight: bold;"&gt; E contemplando, encontro-me a mim mesmo, pois meu ser é justamente o procurar.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 102, 204); font-weight: bold;"&gt; Grato, meu amados amigos, de todo o meu coração pelo apoio e pelo carinho, pela força e pela fé, pela sua amizade!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 102, 204); font-weight: bold;"&gt; Tenho certeza absoluta de que suas jornadas serão proveitosas e serenas.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/294771847804289284-1284015465563019642?l=beagle40.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://beagle40.blogspot.com/feeds/1284015465563019642/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=294771847804289284&amp;postID=1284015465563019642&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/294771847804289284/posts/default/1284015465563019642'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/294771847804289284/posts/default/1284015465563019642'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://beagle40.blogspot.com/2010/01/garrafa-40-mar-capa.html' title='GARRAFA # 40 - MAR capá'/><author><name>BRUNO WALTER CAPORRINO</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09035545029341697571</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_23aWuykTr4Q/SWbHHPRKpqI/AAAAAAAAAAo/ctxGZeCryHU/S220/Trindade+-+Outubro+2007+(7).JPG'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-294771847804289284.post-290117898429997743</id><published>2009-11-13T09:54:00.000-08:00</published><updated>2010-01-19T13:18:28.416-08:00</updated><title type='text'>GARRAFA # 39 - MAR SEM FIM</title><content type='html'>&lt;span style="color: rgb(255, 102, 0);"&gt;(Trilha sonora engarrafada: 1492, de Vangelis)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 102, 0);"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 153, 255);"&gt;Um homem precisa viajar. Por sua conta, não por meio de histórias, imagens, livros ou TV. Precisa viajar por si, com seus olhos e pés para entender o que é seu. Para umdia plantar as suas próprias árvores e dar-lhes valor. Conhecer o frio para conhecer o calor. E o oposto. Sentir a distância e o desabrigo para estar bem sob seu próprio teto. Um homem precisa viajar para lugares que não conhece, para quebrar essa arrogância que nos faz ver o mundo como imaginamos, e não como é ou pode ser; que nos faz professores e doutores do que não vimos ,quando deveríamos ser alunos, e simplesmente ir ver.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 153, 255);"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 153, 255);"&gt;AMYR KLINK, &lt;em&gt;Mar sem Fim&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 153, 255);"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 102, 204);"&gt;Mar sem fim, meus caros companheiros de bordo!&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 102, 204);"&gt;Percalços e tormentas interpuseram-se diante desta nau!&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 102, 204);"&gt;Ousado singrar, pobre de ti, humano tolo!&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 102, 204);"&gt;Como foi bela e profunda essa viagem... como mudou a vida deste navegante que vos fala, é incomensurável: porque é a própria medida do Solimões.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 102, 204);"&gt;Não caberia nas jangadinhas das palavras...&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 102, 204);"&gt;Diante de tal grandeza ,e da grandiosidade do povo Katukina, fiz-me humano.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 102, 204);"&gt;Embrenhei-me no Amazonas para fazer-me homem.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 102, 204);"&gt;E sem hesitar ,encarei nos olhos o patrão e perguntei-lhe: por quê diabos não fazer do modo certo?&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 102, 204);"&gt;Eu fui ,irmãos, em busca de mim mesmo... de um eu justo, que se forjasse na dureza do mundo real e concreto, no frio e no calor, ao tentar fazer o certo!&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 102, 204);"&gt;Ceder, abaixar a fronte e fazer mal-feito equivaleria a anular-me como ser humano, como possibilidade de sê-lo, e anular a humanidade daqueles que eu fora tentar auxiliar...&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 102, 204);"&gt;Pobres de nós, mortais!&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 102, 204);"&gt;Alguns almejam o Etéro: Deus, o super-humano, o supra-mundano.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 102, 204);"&gt;E o que fazem?&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 102, 204);"&gt;Atolam-se em suas religiões, meramente humanas, mesquinhamente sociais, e em seus templos que nada são além do cúmulo do concreto.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 102, 204);"&gt;Pobres coitados daqueles que, alistando-se em exércitos, trocam a causa (o fim), pelo meio (a hierarquia, o soldo, a farda, a igreja, a batina, o que seja... dá na mesma...).&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 102, 204);"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 102, 204);"&gt;Não cedi.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 102, 204);"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 102, 204);"&gt;Ao perceber que meu trabalho, ao contrário de acrescentar algo bom e útil ao povo Katukina, contribuiria justamente para os processos que eu fora combater, ergui a fronte e impus minhas condições. &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 102, 204);"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 102, 204);"&gt;Dispensado do serviço, saio da história para entrar na vida: e olharei para sempre nos olhos dos Katukina, de meus filhos e de meus netos, com a certeza leve e serena de que fiz o que era correto ,de que agi pelo justo, de que não submeti o fim (a causa indígena) ao meio (meros projetinhos e vaidades institucionais). &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 102, 204);"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 102, 204);"&gt;Pois o fim do Indigenismo é seu próprio fim.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 102, 204);"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 102, 204);"&gt;Depois de tormentas incomensuráveis que quase levaram ao fundo este nosso Beagle (ahhh, aquele amanhecer no lage Tefé, arrepiante, à beira do suicídio...), os banzeiros do desgosto e da quase-vergonha a sacudirem nossas velas... &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 102, 204);"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 102, 204);"&gt;Eis que mudamos de rumo!&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 102, 204);"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 102, 204);"&gt;E prosseguimos no Amazonas - não o Estado, infelizmente. Mas o Rio.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 102, 204);"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 102, 204);"&gt;Vindo do Mar, reencontro-me com ele: bem na foz...&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 102, 204);"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 102, 204);"&gt;Mar, mar, mar sem fim!!!&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 102, 204);"&gt;Não sei viver sem ti, pois meu existir é navegar!&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 102, 204);"&gt;Solimões, amado rio: teu fluir é meu ser!&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 102, 204);"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 102, 204);"&gt;Do encontro do Negro com o Solimões, onde encontrei-me a mim mesmo, parto, zarpando ao içar âncoras, para outro encontro.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 102, 204);"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 102, 204);"&gt;Origens...&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 102, 204);"&gt;Oceano.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 102, 204);"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 102, 204);"&gt;Solimões Atlântico!&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 102, 204);"&gt;Içemos âncoras, hasteemos as velas, e rumemos, da nascente peruana do Amazonas à seu encontro com o azul... &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 102, 204);"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 102, 204);"&gt;Pois o encontro com o  Negro (encontro comigo mesmo)  estará para sempre em meu coração!&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 102, 204);"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 102, 204);"&gt;Aguardem, amados amigos, por boas novas!&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 102, 204);"&gt;Quando fazemos o que é justo, exercendo nossa virtù, a fortuna nos presenteia com bons ventos!&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 102, 204);"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 102, 204);"&gt;Finda a tormenta!&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 102, 204);"&gt;Abasteça-nos durante a calmaria: seu fim de aproxima, e bons ventos se anunciam!&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 102, 0);"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 102, 0);"&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/294771847804289284-290117898429997743?l=beagle40.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://beagle40.blogspot.com/feeds/290117898429997743/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=294771847804289284&amp;postID=290117898429997743&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/294771847804289284/posts/default/290117898429997743'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/294771847804289284/posts/default/290117898429997743'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://beagle40.blogspot.com/2009/11/garrafa-39-mar-sem-fim.html' title='GARRAFA # 39 - MAR SEM FIM'/><author><name>BRUNO WALTER CAPORRINO</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09035545029341697571</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_23aWuykTr4Q/SWbHHPRKpqI/AAAAAAAAAAo/ctxGZeCryHU/S220/Trindade+-+Outubro+2007+(7).JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-294771847804289284.post-3475251893062739983</id><published>2009-10-28T19:28:00.001-07:00</published><updated>2009-10-28T19:42:24.934-07:00</updated><title type='text'>NAVEGAR: O HOMEM E O RIO</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_23aWuykTr4Q/SukBB78HgcI/AAAAAAAAAFw/wlnV50xvlrU/s1600-h/DSC00899.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 300px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_23aWuykTr4Q/SukBB78HgcI/AAAAAAAAAFw/wlnV50xvlrU/s400/DSC00899.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5397846761161589186" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_23aWuykTr4Q/SukAelSTHdI/AAAAAAAAAFo/tPu0NlHJm5c/s1600-h/DSC01041.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 300px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_23aWuykTr4Q/SukAelSTHdI/AAAAAAAAAFo/tPu0NlHJm5c/s400/DSC01041.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5397846153785187794" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_23aWuykTr4Q/SukABOFD3HI/AAAAAAAAAFg/wA8ENYTz1_w/s1600-h/DSC01036.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; 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Quinteto em Dó Maior, D956. ADÁGIO. Recomendo a leitura dada por Pau Casals ao Cello).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 204, 0);"&gt;ÚLTIMO DESEJO&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 51);"&gt;*&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 255, 51);"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Quando eu enfim morrer,&lt;br /&gt;por favor não me enterrem,&lt;br /&gt;em qualquer lugar.&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 51);"&gt;*&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Mortal, almejo a glória,&lt;br /&gt;ao menos na morte,&lt;br /&gt;qualquer que tenha sido minha sorte.&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 51);"&gt;*&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Quando eu morrer, do que for,&lt;br /&gt;rogo: não me enterrem,&lt;br /&gt;pois a terra não é meu lugar.&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 51);"&gt;*&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Lancem meus restos&lt;br /&gt;ao sabor do sinuoso Rio Biá,&lt;br /&gt;pois minha essência está no navegar.&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 51);"&gt;*&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Se as autoridades não permitirem&lt;br /&gt;que se me atire às águas do Biá,&lt;br /&gt;devolvam-me, então, ao mar!&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 51);"&gt;*&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Enterrem-me, que seja; vá lá.&lt;br /&gt;Mas que seja no Porto de Santos,&lt;br /&gt;ao pé do mar: que seja no Paquetá!&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 51);"&gt;*&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 0);"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;BRUNO WALTER CAPORRINO&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;TEFÉ - AM. 29 DE SETEMBRO DE 2009&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;meta equiv="Content-Type" content="text/html; charset=utf-8"&gt;&lt;meta name="ProgId" content="Word.Document"&gt;&lt;meta name="Generator" content="Microsoft Word 12"&gt;&lt;meta name="Originator" content="Microsoft Word 12"&gt;&lt;link rel="File-List" href="file:///C:%5CDOCUME%7E1%5CBRUNOC%7E1%5CCONFIG%7E1%5CTemp%5Cmsohtmlclip1%5C01%5Cclip_filelist.xml"&gt;&lt;link rel="themeData" href="file:///C:%5CDOCUME%7E1%5CBRUNOC%7E1%5CCONFIG%7E1%5CTemp%5Cmsohtmlclip1%5C01%5Cclip_themedata.thmx"&gt;&lt;link rel="colorSchemeMapping" href="file:///C:%5CDOCUME%7E1%5CBRUNOC%7E1%5CCONFIG%7E1%5CTemp%5Cmsohtmlclip1%5C01%5Cclip_colorschememapping.xml"&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt; 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  &lt;w:lsdexception locked="false" priority="67" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 1 Accent 1"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="68" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 2 Accent 1"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="69" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 3 Accent 1"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="70" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Dark List Accent 1"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="71" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful Shading Accent 1"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="72" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful List Accent 1"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="73" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful Grid Accent 1"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="60" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Light Shading Accent 2"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="61" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Light List Accent 2"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="62" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Light Grid Accent 2"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="63" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Shading 1 Accent 2"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="64" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Shading 2 Accent 2"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="65" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium List 1 Accent 2"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="66" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium List 2 Accent 2"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="67" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 1 Accent 2"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="68" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 2 Accent 2"&gt; 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  &lt;w:lsdexception locked="false" priority="63" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Shading 1 Accent 3"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="64" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Shading 2 Accent 3"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="65" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium List 1 Accent 3"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="66" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium List 2 Accent 3"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="67" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 1 Accent 3"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="68" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 2 Accent 3"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="69" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 3 Accent 3"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="70" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Dark List Accent 3"&gt; 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  &lt;w:lsdexception locked="false" priority="32" semihidden="false" unhidewhenused="false" qformat="true" name="Intense Reference"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="33" semihidden="false" unhidewhenused="false" qformat="true" name="Book Title"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="37" name="Bibliography"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="39" qformat="true" name="TOC Heading"&gt;  &lt;/w:LatentStyles&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;style&gt; &lt;!--  /* Font Definitions */  @font-face 	{font-family:"Cambria Math"; 	panose-1:2 4 5 3 5 4 6 3 2 4; 	mso-font-charset:0; 	mso-generic-font-family:roman; 	mso-font-pitch:variable; 	mso-font-signature:-1610611985 1107304683 0 0 159 0;} @font-face 	{font-family:Calibri; 	panose-1:2 15 5 2 2 2 4 3 2 4; 	mso-font-charset:0; 	mso-generic-font-family:swiss; 	mso-font-pitch:variable; 	mso-font-signature:-1610611985 1073750139 0 0 159 0;}  /* Style Definitions */  p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal 	{mso-style-unhide:no; 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Para a fina-flor da malandragem).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 204, 0);"&gt;A bruma fina aparentava gelo seco. Gelo. Seco? Nesse calor? Com essa umidade? Não, não era possível. Surreal. O real, na Amazônia, é o su. "Girafa com gavetas pegando fogo", quadro de Dali.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim. Lá estava ele. Um original Mercedes-Benz importado por algum inglês de fraque e cartola. Sim, belo. Elegante. Qualquer apreciador de belas formas se apraz ao observar um carro. E é aí que jaz a explicação para o fato de que o homem chavão admire carros: gostar de mulheres. Negro, longilíneo, reluzente. Simples, mas agressivo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;---- Tio, posso dar uma olhada?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;---- Vê aí, maninho. Cuida aí, e não bagunça, heim?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Defronte ao Igarapé. Sábado à noite, a cidade  celeumática verte forró por suas gretas, e ratos medonhos por suas frestas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;---- Amigo! Manda mais uma bem gelada...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gosto de vagar, errar, pelas cidades, à noite, até de madrugada... de vagar. Divago sobre o espaço, que é tempo. Imiscuo-me no murmurar coletivo que emana das entranhas do centro de Manaus. Aprecio o Beco do Querosene, em Cuiabá, onde o estilo colonial faz juz à ideologia que concretiza, ao testemunhar o descaso com a infância brasileira, a humilhação rolo-compressora que fez dos netos de indígenas mato-grossenses infofensivos cheiradores de crack, viciados, doentes, fodidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Erro a esmo pelas cidade. Porque à noite, todos os gatos são pardos: é à noite que os gatos, vagabundos natos, tomam os becos, se apropriam das vielas, dão vida à favela. Trago comigo minhas idéias. Arrasto atrás de mim o meu passado, que se apega ao solo, aos postes, à guia, ao lixo: sombra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vago pela beira. O "Bar da Maninha" está enfurecido num rasta-chinela dos diabos. Prostitutas gordas, batom-vermelho absurdo, côr de entranha nas estranhas entranhas da Amazônia, dançam provocativamente com seus parceiros de aluguel. Contemplo o Jutaí, e seu encontro com o Solimões.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Encontro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Deixe-me ir... preciso andar... vou por aí a procurar&lt;br /&gt;rir prá não chorar&lt;br /&gt;Se alguém por mim perguntar&lt;br /&gt;diga que eu só vou voltar...&lt;br /&gt;Depois que me encontrar".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As mãos no bolso, percorro a beira. O Lago Tefé está a vazar pelo ladrão. A maior cheia desde 1953! Superou em 20 cm, e arrastou, consigo, o Solimões, as roças, a mata, a vida dos ribeirinhos, afeitos ao fluir e refluir deste mundo-água. Argonautas pacíficos à beira do viver ocidental, nascem e vivem sobre suas plácidas e belas canoas... Mobilidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gosto do churrasco de anta à beira do lago. Gosto de Bruno &amp;amp; Marrone. Emociono-me com Victor &amp;amp; Léo. Tenho a vida na alma, o sangue no corpo, os nervos na pele. Percorro todas as beiras. Adentro os flutuantes tortos e fantasmagóricos, entre um recreio e outro, onde se dança forró ou se embala ressacas na rede. Ao fim e ao cabo, uma tempestade monstruosamente linda e magnética se anuncia. Fende o firmamento uma miríade de raios tonitruantes. Silêncio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A mata se cala, atônita, ao contemplar a aproximação de uma tempestade, na Amazônia. Os sapos se calam, e o silêncio faz-se noite. Uma leve brisa agita os buritos e os pés de jambo que margeiam a beira. Ecos de um forró Rabo de Vaca, trazidos pelo vento, distrocidos, esgarçados, inspiram-me a respirar com afinco o ar deliciosamente fresco e puro que advém da mata excitada, úmida, que os raios fecundam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hora de recolher.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Trago minha sombra à tiracolo, assobiando uma peça de Bártok para mão esquerda que me lembra o quão urbana é a Amazônia a mais selvagem e intocada ,quando se vem de São Paulo, e o quão neo-clássica é Manaus, quando se vem de Santos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Divirto-me a vagar pela cidade semi-esvaziada, onde os cães furam furiosamente os sacos de lixo à cata de algum de-comer. Troca de turnos: em pleno Biá, aprendi que a vida é tempo, que o o tempo é, mais do que fluição, fruição. À hora mágica, assim que descansam as sombras longas, a orquestra fascinante da mata cessa sua exuberância, fazendo-se sentir ainda mais brutalmente em toda a sutileza de seu abrupto interromper.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Interlúdio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O sol, óbulo íngeo, ribalta ímpia, desce. E somente quando a escuridão se configura como tal, naquele exato átimo de segundo em que meus olhos se dão conta de que já é noite, e meus ouvidos se dão conta de que a mata se calara, depois de todo o dia sinfônico polifonizar o espaço com suas reverberações multi-coloridas; somente neste exato milésimo segundo é que me dou conta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Me.&lt;br /&gt;Dou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Percebo-me. Existo-me. Faço sombras. Divirto-me ao remar pelo Igapó obscuro, lanterna presa à boca, focando os ameaçadores e instigantes olhos fluorescentes dos enormes Jacarés-Açú.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entretenho-me a percorrer as ruas negras de Manaus. Desguio da urina, do lixo. Embrenho a selva urbana de uma cidade desconhecida, e, por isso mesmo, mais minha do que nunca, mais minha do que de todos. Aprecio as arestas de seus prédios, as fendas, os becos, os interstícios. Perscruto seus subsolos. Aspiro suas entranhas, cidade estranha. Como é familiar, este estranhamento!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Reconheço-me em cada rosto estranho.&lt;br /&gt;Reconheço-me, estranho que sou, em cada esquina onde vejo as esquinas em que passei minha infância. Projeto minha sombra nas frestas entre os paralelepípedos, e trago meus amigos comigo, mais do que minha sombra, mais do que minha história: porque eles vão à minah frente, e me guiam e orientam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Risadas, ecos, frangalhos de conversas. Farrapos de vidas humanas que se cruzam e entrecruzam, chocam e atropelam, nas esquinas, nas praiais, nos becos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Às margens.&lt;br /&gt;Nas beiras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Errando por Manaus nas madrugadas quentes, topei, em toda sua buliçosa efervescência, com a solidão que, em São Paulo, compartilhei com quatro gatos pingados, a fina flor da malandragem. Quatro gatos pardos - e orgulhosos disso - que me permitiram chorar blues melancólicos e rapartir o fardo duma vida solitária.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Solitária. Melancólica.&lt;br /&gt;E eles foram amigos quando me deram as mãos, não para me tirar dela - porque, como amigos, reconheceram que era essa a minha vida, e, por isso, era esse o meu eu, o meu ser-me a mim mesmo. Foram amigos porque compartilharam comigo toda aquela solidão. Foram amigos porque estiveram sozinhos comigo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, mais do que minha sombra, são nossos encontros entre os Cayowaá que projeto em cada  rosto estranho que encontro pelas esquinas de Manaus, Tefé, Cuiabá, Foz do Jutaí.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um gato cruza, célere, a avenida luzidia que reflete os letreiros dos inferninhos.&lt;br /&gt;Tomo um taxi, regateio com o taxista, e enveredo rumo ao Porto, para, dali, rumar à Zona Leste.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porto. Portas.&lt;br /&gt;Putas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se chovesse, forte; se chovesse forte, mas muito, e bem muito, eu bem conclamaria meus amigos a tragar a vida no Cais do Porto, como naquela noite, em que, corajosos, não descemos a Serra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não choveu. Mas o porto, e aquela noite, existem em mim tão intensamente, que, mais do que a qualquer lugar, a qualquer momento em que eu exista, ela se realiza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Solitário, me aproprio de Manaus, mais acompanhado do que nunca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Manaus, 17 de Agosto de 2009.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/294771847804289284-4004779888780351208?l=beagle40.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://beagle40.blogspot.com/feeds/4004779888780351208/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=294771847804289284&amp;postID=4004779888780351208&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/294771847804289284/posts/default/4004779888780351208'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/294771847804289284/posts/default/4004779888780351208'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://beagle40.blogspot.com/2009/08/garrafa-de-blue-label-o-viandante-e.html' title='GARRAFA DE BLUE LABEL - O VIANDANTE E SUAS SOMBRAS'/><author><name>BRUNO WALTER CAPORRINO</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09035545029341697571</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_23aWuykTr4Q/SWbHHPRKpqI/AAAAAAAAAAo/ctxGZeCryHU/S220/Trindade+-+Outubro+2007+(7).JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-294771847804289284.post-1804777758806506918</id><published>2009-08-16T07:16:00.000-07:00</published><updated>2009-08-16T08:05:57.403-07:00</updated><title type='text'>GARRAFA # 37 - MANACAPURU, MANAUS E JUTAÍ</title><content type='html'>&lt;span style="color: rgb(51, 204, 255);"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;(Trilha sonora engarrafada: Victor &amp;amp; Leo - Trilha sonora original in loco. Ouça em: http://app.radio.musica.uol.com.br/radiouol/player/frameset.php?opcao=umcd&amp;amp;nomeplaylist=010553-3%3C@%3EBorboletas).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 255, 51);"&gt;As luzes de bombordo e boreste oscilavam, verde-vermelho-verde-avermelhadas, num contilar profuso de lampirídeos ocultos na suave bruma que emanava do Negro, e que tragava a tudo como um buraco negro. Supernovas, constelações, pontos luminosos e pirilampos tomavam o ar cálido e estanque que, de tão úmido, praticamente se fundia ao rio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ecos distantes e confusos de um forró oculto nas curvas da beira tomadas de recreios e batelões. Um leve agitar das águas indicava um boto a boiar em meio ao Negro agitado, ansioso pelo seu encontro com o Solimões. Amazonas: tua vida é ritmo, fluir, tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E ele ali, parado, apoiando os ante-braços à amurada encharcada de urina, inspirando, ou melhor, tragando, sorvendo, o ar líquido que impregnava-se às coisas qual o negror absurdamente profundo do Negro, que fundia-se, no horizonte com a abóboda celeste, firmamento cortado blandiciosamente por um anel de poeira estelar leitosa. Via láctea!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há quanto tempo não tomava leite? Apenas... álcool. Cerveja, como água. Comida, comia os lanches remosos das beiras. Aspirava o ar como quem se apóia a uma muleta, trôpego. Dias e dias a beber. Ansiava, sequioso, por algo que sequer sabia o que era. Trazia a vida consigo, encrustada no peito qual uma bala de chumbo, que, de quando em quando exalava seu veneno homeopático, esverdeando-lhe mais do que os olhos, o olhar. O mundo vertia bile pelos poros, assim como Manaus vertia ratos e baratas por suas fossas e gretas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um bando de jovens, garrafas à mão, violões à tiracolo, aprochegava-se. Sua celeuma era audível de muito longe. Festa, bagunça, forró. Toda a beira efervescia, ao som de Victor e Léo. Teclados plásticos e grandes amplificadores tomavam os palcos flutuantes dos recreios, sem descanso. Dançavam grandes grupos em dois recreios, um deles paraense, outro, para Codajás. Felizes? Alegres... Embriagados pela vida que circulava em suas vidas qual o álcool insistentemente ingerido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Virou-se de costas para o Negro, e sentiu-se culpado: "perdoa-me se te dou as costas". O grupo pasou, encarando-o, e duas moças devoraram-no com o típico olhar caboclo: magnético, incisivo, misterioso, mas acuado. Virou-se de volta para o Negro. Ruborizado, a contemplar supernovas, as mesmas boas e velhas supernovas. Os mesmos remansos e banzeiros, sempre únicos, sempre assustadoramente novos, do rio, que nunca, nunca é o mesmo, mas que nunca deixa de ser ele mesmo numa alteridade cujo próprio existir é processo, transmutação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Melancólico, apenas.&lt;br /&gt;O homem não entendera. Embriagado, coçava insistentemente os bigodes cabocolos, e deixara cair ao chão o chapéu de palha humilde. Ria um riso tragi-cômico, o homem da triste figura, perante o cavaleiro solitário que defrontava-se com moinhos imaginários por toda sua vida, e agora, satisfeito, apenas brincava com suas quimeras. O ébrio passou a tornar-se cassete. Melancólico? Colega... que porra é isso? Riu-se, e foi-se embora, a tirar as calças, a camisa, e pular nas águas cálidas do Negro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;---- Para curar a ressaca, e poder tomar mais umas...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Descalso, sem se preocupar...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As frases, a música, as notas, os sentimentos, e as gargalhadas dos grupos dançantes sobre o convés dos recreios chegavam a seus ouvidos, trazidos pela brisa imperceptível, oscilando. O ébrio resfolegava, estertorava... "provocaria", como se diz, regurgitando aquilo que trazia dentro de si e que tanto o desconfortando. Punha as entranhas para fora, e, entre chorumelas e risos, desculpava-se à uma mulher distante, que provavelmente o deixara, por beber assim, daquela maneira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um homem pardo, de olhos soturnos e semblante carregado e sombrio aproximou-se e estacou, a metros dos dois. Olhava para os lados com temor de que fosse flagrado ali. Olhou as calças e a carteira do ébrio que se banhava, deteve-se e desguiou seus olhos solertes e pungentes para um canto do esplendor de negrura, o abismo de cosmos que existia, puro espetáculo, diante dos três.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;---- Êh, colega... bóra lá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O ébrio atendeu de pronto, emergindo como um boto.&lt;br /&gt;Seu semblante tornou-se taciturno.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;--- Já?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os dois entreolharam-se, corroborando um pacto secreto e oculto. Eram comparsas, parceiros em alguma empresa que tecionavam manter em segredo de estado. Do Estado, talvez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O homem entendera. Era com ele.&lt;br /&gt;Tornara novamente as costas para o Negro, sem desculpar-se, dessa vez. O tapete leitoso de poeira estelar da via-láctea cortava o firmamento ornado de diamantes cintilantes. Boreste, bombordo, zoada e banzeiros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era com ele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Encarou o recém-chegado com resolução, uma resolução altiva, porém trêmula.&lt;br /&gt;De costas para os recreios, o Negro, o Encontro com o Solimões.&lt;br /&gt;Fora encontrado. Enfim: "um dia da caça, outro do caçador, colega. Passa a carteira, mano".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O reluzir do terçado, absurdo, não o assustou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Não sei dizer... o que mudou... mas nada está igual... borboletas sempre voltam..."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Correra, o máximo que pôde, pois sequer sebo tinha nas canelas magérrimas. Estranhou o peso dormente de seu corpo esquálido. "Ô diacho de carcaça pesada que me deram prá carregar, maninho".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O ébrio escorregara da mureta, quando tentara pulá-la para dar caça ao que fugira. O homem soturno abandonara a perseguição para repreendê-lo com veemência. Teve início uma discussão sem pé ou cabeça entre ambos. O outro, trôpego, desatara a correr, pela beira, à beira, às margens, caregando a muito custo a carcaça que lhe fora, mais do que concedida, imposta. Ânsia de vômito, incício de pranto, faltava-lha o fôlego.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Exausto, apoiou-se à amurada. A celeuma que tomaava a beira insistia em penetrar-lhe a consciência, pelos ouvidos, pelos olhos, baralhada, multi-facetada, multicolorida. Manacapuru? Sentado sobre o flutuante, acordara de um sono que lhe parecera infinito, e em que fundira-se sua consciência a seu ser desgostoso. Manacapuru?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em Manaus, naquela noite, dera fuga.&lt;br /&gt;Não, não era mais o mesmo.&lt;br /&gt;Hoje sim, recuperara seu eu, das garras de um outro.&lt;br /&gt;Como sempre, como dantes, em Jutaí.&lt;br /&gt;Seu nome era Cícero, sim, o Cisso.&lt;br /&gt;Despertara.&lt;br /&gt;Fujão, covarde? Ele, ah... não.&lt;br /&gt;Ah, ele não.&lt;br /&gt;Era homem, pois sim, sujeito macho. Nunca um fujão.&lt;br /&gt;Esperara o encontro naquela noite. Aspirara o Amazonas a vida toda. Mas somente agora se reencontrara consigo mesmo. Pulara nas águas frias do Solimões, buscando catar-se, catando seus pedaços. Reminiscências, banzo.&lt;br /&gt;Lavara o rosto insistente, freneticamente. Lavara as mãos com força, esfregando-as uma na outra. Sangue.&lt;br /&gt;Dessa vez, não fugira.&lt;br /&gt;Ébrio, sentia vontade de provocar o mundo: que teimava em girar, girar, girar...&lt;br /&gt;Fora em Jutaí? Não, não... Foi em Fonte Boa. Não, não... o Aliro, ele matara em Manaus mesmo.&lt;br /&gt;Dessa vez, não... não como em Manaus, daquela vez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dormira com as calças encharcadas. Sentiu frio por toda a noite, e quando os dois soldados obesos da PM vieram recolhê-lo, como quem recolhe um saco de farinha, sentiu-se feliz e aliviado. Dessa vez não, não fugira. Não fugira de si mesmo, não fugira do inimigo. Estocara com a precisão de um homem maduro, escolado nos forrós de beira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;---- Anda, homem. Levanta. Vai pro xadrez ganhar mais uma tatuagem, vai, parceiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deixara-se levar...&lt;br /&gt;Encontro.&lt;br /&gt;Reencontrara sua consciência. Catárticas, as bordoadas na delegacia de madeira, pintada de verde e cinza. Apodreceria atrás das grades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais?&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 255, 51);"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/294771847804289284-1804777758806506918?l=beagle40.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://beagle40.blogspot.com/feeds/1804777758806506918/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=294771847804289284&amp;postID=1804777758806506918&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/294771847804289284/posts/default/1804777758806506918'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/294771847804289284/posts/default/1804777758806506918'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://beagle40.blogspot.com/2009/08/garrafa-37-manacapuru-manaus-e-jutai.html' title='GARRAFA # 37 - MANACAPURU, MANAUS E JUTAÍ'/><author><name>BRUNO WALTER CAPORRINO</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09035545029341697571</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_23aWuykTr4Q/SWbHHPRKpqI/AAAAAAAAAAo/ctxGZeCryHU/S220/Trindade+-+Outubro+2007+(7).JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-294771847804289284.post-8811176527004733597</id><published>2009-07-28T21:47:00.000-07:00</published><updated>2009-07-28T21:59:04.736-07:00</updated><title type='text'>GARRAFA # 36 - COTTON CLUB, RUBBER CLUB</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"  style="color: rgb(51, 204, 255); text-align: justify;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:85%;" &gt;&lt;span style="color: rgb(51, 255, 51);"&gt;(Trilha sonora engarrafada: Fats Waller - At the piano.http://app.radio.musica.uol.com.br/radiouol/cdcapa.php?artista=Fats-Waller&amp;amp;album=At-The-Piano&amp;amp;codcd=038072-6)&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="color: rgb(51, 204, 255); text-align: justify;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Assustou-me. Sinceramente, assustou-me. É imensa! Assustadoramente imensa: repleta de pontes, viadutos, avenidas, rodovias; abarrotada de gente, palco buliçoso de uma miríade de espetáculos individuais, idiossincráticos, todos concomitantes, todos interligados, assustadoramente imbricados. Brota do chão e almeja os céus, arranhando-os, selvagem, do alto de seus centros empresariais. Corta as nebulosas com suas garras metálicas a suspender cargas homéricas em seu porto cosmopolita e gigantesco. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="color: rgb(51, 204, 255); text-align: justify;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Ei-la, às margens do Negro, relegando os negros às suas margens, toda parda, pensando em registros brancos. Ei-la, franca, a zona franca comandada pela elite branca. Rodeada por comunidades ribeirinhas onde o Rio é o tempo, e o social. A minutos da Hiléia amazônica, jorra de suas galerias inglesas, edificadas no século XIX, toda a tecnologia que importa da China, e que exporta para a Europa. Eis Manaus: complexa, majestosa, imensa. Urbanidade selvagem. Um monumento neo-clássico pós-moderno à urbanidade e ao capitalismo o mais selvagem. Pescadores de ilusões e ébrios passeiam suas desditas históricas pelas beiras repletas de Recreios: sem descanso.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="color: rgb(51, 204, 255); text-align: justify;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Ah, Manaus, onde estão seus originais Manaós? Empalados, enforcados, torturados. Emparedastes os negros e os índios em teus belos casarões neo-clássicos que contemplo com deleite envergonhado. Tua vida é crua. Tuas mulheres são seminuas. Tua política se dá nas ruas, nos becos. Teus negócios ocorrem em função do Rio: do inverno ao verão - o tempo seco. Ah, Manaus, sua vadia! Decidistes estagnar, sedentarizar teus homens, teus originais semi-nômades, teus caçadores-coletores, hoje, caçam no lixo que coletam, nas latas de alumínio que extraem, humilhados, do lixo, o seus “de comer”.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="color: rgb(51, 204, 255); text-align: justify;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Internados em seus porões, embriagados em seus salões, a dançar o forró seringueiro, a bailar pelo cais, o dia inteiro, todos despedaçados: eis teus índios. Eis tua carne: não te esqueças, pois, de alimentá-la com os frutos que negocias, às toneladas, no Mercado neo-clássico em estilo inglês art-nouveau- ferro-retorcido. Esmarridos, perambulam os corpos das putas tristes, juvenis, que vendem sua inocência aos netos dos ingleses que, fartos da comida de borracha, das mulheres de borracha, da vida de borracha que levavam, deixaram as propriedades de seus avós, (enriquecidos com a seringa amazônica coletada, gota a gota, com o sangue dos soldados nordestinos), para “curtirem” uma viagem emocionante pelo coração das selvas, e das morenas selvagens de olhares enigmáticos que defloram aos 15 anos por ninharias.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="color: rgb(51, 204, 255); text-align: justify;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Hoje, mais manauara do que outrora, meneio a cabeça todas as vezes que surpreendo um “gringo”, (um estrangeiro, desses que vêm aos montes para Manaus, em busca de “jungle, adventure, and contact with the wild nature”), assustar-se com as dimensões de Manaus. Grande, sim, pois! Da Zona Franca ao porto, uma miríade de zonas, gradientes de cores, texturas e odores. Da melanina à cocaína advinda “da guerrilha”, ou seja, a tríplice fronteira: Brasil, Colômbia e Peru, no alto Solimões, essa Manaus tem muito a dizer sobre o Brasil. É um monumento urbano à história da América Latina: o concreto da exclusão, da exploração, da divisão de classes, e nunca de lucros.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="color: rgb(51, 204, 255); text-align: justify;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Cosmopolita, cosmologicamente uma expressão fidedigna, tupiniquim, dos usos, gostos, conceitos e modas europeus do século XIX, Manaus é uma ode à elite branca dominante. E assim reina, plácido, belo, delicado e vil, o Teatro Amazonas, resguardado da beira e de suas sevícias da gente humilde, pobre, e parda, pelo Palácio da Justiça. Defronte a ele ergue-se, fálico, o imponente monumento iluminista que tem como capitéu a Razão Ocidental, apoiada no lombo dos que para ela contribuíram sem gozar dos direitos autorais.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="color: rgb(51, 204, 255); text-align: justify;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Evropa, Ásia, África e América. Eis os quatro pontos cardinais que subsidiam a Liberdade à La Delacroix que ostenta, impávida, a bandeira dessa “Paris das selvas”, na praça fronteira ao Teatro.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="color: rgb(51, 204, 255); text-align: justify;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Não me cansei de contemplar esse monumento, extasiado pelo prazer estético que proporciona. Belíssimo, dialoga maravilhosamente com as linhas do Teatro onde estreou Il Guarany de Carlos Gomes. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="color: rgb(51, 204, 255); text-align: justify;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Mas o fato é que, ao procurar adentrar no majestoso Teatro para assistir o Festival de Jazz, fui surpreendido pelo vigor de sua história. Diante do Rio Negro, onde não há pedra sobre pedra para contar a história geológica do Globo Terrestre, sempre me deixei surpreender, extasiado, com a maneira como as pedras que compuseram, não apenas o Teatro, mas todo o conjunto arquitetônico do Centro, foram trazidas de fora, do exterior, do Alheio no lombo castigado dos Atlas ameríndios que nunca adentraram em tais edifícios depois de inaugurados.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="color: rgb(51, 204, 255); text-align: justify;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;O que importa, no Brasil, é o importado. E assim se fez necessário o Teatro em plena selva. Assim como o estilo, as linhas, as formas e o conceito de arte, de tempo, de estrutura de classes e de espaço &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;que o Teatro concretiza. Mais do que isso, sempre me entretive a pensar, enquanto o contemplava, fascinado, &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;sobre toda a concepção de arte, drama, forma e Belo que subsidiam o Teatro. São importadas.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="color: rgb(51, 204, 255); text-align: justify;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;E assim teve início o Festival Amazonas de Jazz.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="color: rgb(51, 204, 255); text-align: justify;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Estava com alguns amigos pelas bandas do Aleixo, tradicional bairro pós-moderno de esquizofrênica expansão industrial, sequioso por conferir a programação e tornar ao interior do Teatro, que me atraía qual o ímã a um prego torto e enferrujado devido às agruras da vida. Corremos a tomar um taxi – o único meio de transporte confiável no caótico trânsito terceiro-mundista desta selvagem capital que decapita seus escravos nas vias transversais. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Tomamos o taxi tal como estávamos: assolados pelo ímpio rutilar do escaldante sol equatorial, éramos como que reféns do calor tropical, e tivemos de desguiar-nos do fato ocidental (calças compridas, sapatos e camisa). Assim, eis que eu, malgrado açoitado pelo calor e censurado pelos colegas, trajava calças compridas, minhas botas de campo e uma camisa alva. Mas meus amigos, mais sábios, puseram-se a trabalhar durante toda a exaustiva jorna, de saias – as mulheres, fique claro – e calças e sandálias de borracha, o popular “Havaianas”.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="color: rgb(51, 204, 255); text-align: justify;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Assim como estávamos, adentramos no taxi, apressados devido ao curto intervalo de tempo compreendido entre o fim de nosso expediente e o início do espetáculo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="color: rgb(51, 204, 255); text-align: justify;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Chegamos ao Teatro a tempo de adquirir ingressos. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="color: rgb(51, 204, 255); text-align: justify;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Noite de gala manauara. Assim como em Santos, minha amada terra natal, que trago comigo (porque sou eu) para onde diabos quer que eu vá, em Manaus, a ida ao teatro não passa de um pífio exercício de empáfia da ignara burguesia local. Assim é que a burguesia emergente desta enigmática capital da Amazônia ostenta seu luxo clichê diante das belas colunas do Teatro, mais do que para assistir, para ser assistida. Esforçando-se copiosamente para ser vista, esta burguesia deplorável esforça-se por negar a belíssima cultura de seus antepassados para contemplar, bocejante, ignorante, a arte que expressa, realiza, uma cultura que nunca foi, não é, e que sequer deseja que seja a sua.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="color: rgb(51, 204, 255); text-align: justify;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;O ritual burguês da ida ao teatro, às margens de Negro resulta, assim, num exótico e selvagem ritual de um povo perdido entre a “civilização” e a “barbárie” dos shoppings – que sente-se pesarosa de deixar. Penoso ritual este, que obriga as classes emergentes a postar-se, em saltos altos e gravatas, depois de exaustivo e causticante dia de trabalho em plena Amazônia (de saltos e gravatas!), diante do Teatro onde a sociedade, esta desgraçada, recusa-se a observá-los! Tanta maquiagem, tanto sacrifício para ostentar os saltos e as gravatas, para nada! Nem sinal da imprensa local, nesta quente e úmida noite de gala para a qual todos se prepararam, economizando no almoço executivo para poder adquirir o par de ingressos!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="color: rgb(51, 204, 255); text-align: justify;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Ah, quão lastimável é o baloiçar das mulheres manauaras debaixo de suas chapinhas, sobre seus torturantes saltos! Quão desastrosa é a postura dos jovens executivos ascendentes que, deixando todos seus colegas de faculdade na “balada” do Cabaret, prostram-se diante do Teatro para ostentar a diadema da sapiência clássica! Ouvir Haydn! Que lamúria! Que extenuante exercício “de classe”. Quando toda a cidade treme ao som do mais pasteurizado e divertido, puro e sincero, dance – que acaba por ser a mais regional, popular e espontânea manifestação do &lt;i style=""&gt;Geist&lt;/i&gt; regional, porque é re-inventado à moda local, diariamente, cotidianamente – eis que seus bezerros desgarrados esnobam os vendedores de guloseimas pardos, de traços notadamente indígenas, que lhes servem.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="color: rgb(51, 204, 255); text-align: justify;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Eis que adentramos o glorioso hall! Ah, meu saudoso hall neo-clássico, dos tempos de antanho guardastes apenas o concreto de tuas arestas! Dos ecos de Claudio Santoro, Carlos Gomes e Villa-Lobos, guardastes apenas a saudade! Acompanhado de meus amigos, fui desagradavelmente barrado por um pobre e explorado segurança de uma empresa terceirizada.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="color: rgb(51, 204, 255); text-align: justify;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;--- É proibido entrar de chinelos.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="color: rgb(51, 204, 255); text-align: justify;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Raivoso, ele se colocava kafkianamente entre nós e a lírica, afeito aos modos e costumes da classe que erigira aquele teatro como monumento de sua dominação sobre o povo pobre, humilde, pardo, saudável e simples do interior que, nas peças de Carlos Gomes, aparecia impávido a cantar belas árias – em italiano – sobre Nação e Valores Tradicionais.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="color: rgb(51, 204, 255); text-align: justify;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Diante disso, minha memória foi vivamente tomada por uma série de fatos e reflexões que me colocaram num tal estado de indignação que apenas pude refletir: “Perdoe-me, senhor, mas, pelo que sei, de acordo com a legislação, a entrada nestas condições somente é vetada nos casos em que há avisos visíveis alertando para tal fato. Ademais, se não me engano, é proibido, em prédios públicos, vetar a entrada de pessoas em virtude do modo como se trajam, pois, a meu ver, isso configura preconceito, uma vez que os ribeirinhos e trabalhadores que estão lá fora, às margens do Teatro, negros da carga que trazem em seus lombos, costumam por tradição, trazer tais roupas, em lugar dos apertados sapatos que eram moda na Europa – fria, temperada – à época da edificação deste teatro com o sangue e o suor destes mesmos homens e mulheres”.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="color: rgb(51, 204, 255); text-align: justify;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;--- Colega... eu acho que não é permitido proibir as pessoas de entrar no Teatro só por causa disso... há alguém com quem possamos conversar?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="color: rgb(51, 204, 255); text-align: justify;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;O homem, então, arrefeceu seu discurso, e prontificou-se a, diante de tal pedido, introduzir-nos no hall para que pudéssemos conversar com as vendedoras de tickets que apertavam toda a magnífica indianidade de seus traços dento de seus trajes longos e negros.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="color: rgb(51, 204, 255); text-align: justify;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;--- Olha, senhor... a regra é a regra: não pode, não pode. Excuse-me, sir... How many tickets do you want to bay? Assim falou a neta de Kokamas que provavelmente nunca adentrou o teatro para assistir a um espetáculo, dirigindo-se a um homem gordo e calvo de pele rosada que, de bermuda e sandálias, tencionava comprar, de última hora, dois ingressos no setor mais barato para ele e sua senhora de saia e saída de praia. In english.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="color: rgb(51, 204, 255); text-align: justify;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;De pronto adquiriram seus ingressos. De pronto foram cordialmente introduzidos ao cintilante oscilar das lâmpadas do saguão. Nós, homens barbados, fomos retidos, até que eu usasse da pérfida artimanha de citar o desgastado – não pelo uso, mas sim pelo desrespeito – artigo V da Constituição.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="color: rgb(51, 204, 255); text-align: justify;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Adentramos, pela porta lateral, o magnífico Teatro. Pisou Rodrigo o tapete vermelho do suntuoso e luxuoso Teatro Amazonas, com suas sandálias de borracha coloridas, que seriam idênticas àquelas do homem inglês, não fossem compradas no Brasil, e em Reais. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="color: rgb(51, 204, 255); text-align: justify;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;O show de Carmem Lundy foi um precedido por uma oficial, oficiosa e penosa apresentação da esquálida orquestra Amazonas Band, de um pífio e gabarola guitarrista local, cujos dotes – ou não-dotes – arranharam os afrescos do teto. A burguesia local foi ao delírio com seu chiado chic à la Ray Connif e seu pastiche popularesco e macilento, estridente, dissonante e piegas, muito próximo daquilo que causava arrepios a Walter Benjamin – com razão.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="color: rgb(51, 204, 255); text-align: justify;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Enquanto me deleitava, debaixo dos afrescos que carregavam o peso de nomes como Molière e Racine, com os deliciosos solos do baterista de Carmem Lundy (incompreensíveis para a ignorante burguesia local que fazia da ida ao Teatro um pavonear-se estapafúrdio, e que deixava o teatro após suas obrigações de ser vista vendo o show), me dei conta de onde estava, e do quê estava a fazer: estava em plena Amazônia, rodeado por um mundo de rios e comunidades indígenas e ribeirinhas, dentro de um Teatro neo-clássico confeccionado segundo normas européias, com pedras importadas, para o deleite frívolo de uma classe dominante importada que nada conhecia de arte em seu auge, a assistir a um concerto de jazz. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="color: rgb(51, 204, 255); text-align: justify;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;No palco, apenas negros.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="color: rgb(51, 204, 255); text-align: justify;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Na platéia, apenas brancos.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="color: rgb(51, 204, 255); text-align: justify;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Tal e qual se dava no lendário Cotton Club, berço do jazz explosivo, teatro da vida moderna, onde os negros só adentravam se fosse para subir ao palco para tocar seus instrumentos, nunca para a platéia.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="color: rgb(51, 204, 255); text-align: justify;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Os solos do baterista, a mística do contrabaixo e a cadência do jazz colocaram-me num estado de espírito estarrecedor. Estava, então, dentro de um Cotton Club onde negros, pardos, índios e ribeirinhos apenas adentravam se fosse para limpar os sanitários ou barrar seus iguais nas portas frontais ou laterais. Discriminação por raça, sexo, credo e cor: no Brasil, todas as modalidades de negação do não-branco se dão de forma cordial mas, não por isso, sutil.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="color: rgb(51, 204, 255); text-align: justify;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Sutil brutalidade permeia os desvãos do viver brasileiro.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="color: rgb(51, 204, 255); text-align: justify;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;É brutal assistir ao segurança pardo, de olhos estreitos qual aos de um Tikuna, barrar o casal que se aprochega ao teatro e sua pompa com a timidez que é típica aos pescadores de Manacapuru.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;É triste, colegas, assistir ao show de Carmem Lundy, que canta maravilhosamente as letras de seus parceiros sobre infância, prostituição e futuro, dentro de um teatro que, malgrado suas belíssimas arestas e colunas, nunca passou de um cabaré para a gorda elite refestelar-se sobre o suor alheio.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="color: rgb(51, 204, 255); text-align: justify;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Deixei o teatro extasiado com a magnificência de Lundy e de seus comparsas nesta trajetória homérica de cantar para ouvidos moucos a história daqueles que, do outro lado, sempre forram barrados nos clubes, porque estavam a colher o choro dos paus de seringa, lágrima a lágrima, ou os tufos de algodão nos campos. And all that jazz... diria a mocinha da portaria, se soubesse inglês, quando eu lhe disse: “isso é errado. Discriminar as pessoas por suas vestes é preconceito. Hoje são as sandálias, ontem foi a cor da pele. Amanhã, o quê será”.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="color: rgb(51, 204, 255); text-align: justify;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;E ela, dentro de seu humilde, porém pomposo vestido negro, deu de ombros, ávida por atender com prestimosidade aos estrangeiros que, diante de seus traços indígenas declarar-se-iam, abjetamente, encantados.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="color: rgb(51, 204, 255); text-align: justify;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Por algumas gramas de cocaína; por algumas gotas de seringa: quanto sangue não foi jogado ao Solimões? O Negro é vermelho, de sangue. Quanto suor não permeou cada nota improvisada do pianista de Lundy?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="color: rgb(51, 204, 255); text-align: justify;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Não importa. Só que o importa é o que se exporta. O que se importa.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:85%;"  &gt;&lt;span style="color: rgb(51, 204, 255);"&gt;A noite foi de gala, e nós atrapalhamos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 0); font-weight: bold;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;" &gt;&lt;span style="color: rgb(51, 204, 255);font-family:verdana;" &gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 0); font-weight: bold;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/294771847804289284-8811176527004733597?l=beagle40.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://beagle40.blogspot.com/feeds/8811176527004733597/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=294771847804289284&amp;postID=8811176527004733597&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/294771847804289284/posts/default/8811176527004733597'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/294771847804289284/posts/default/8811176527004733597'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://beagle40.blogspot.com/2009/07/garrafa-36-cotton-club-rubber-club.html' title='GARRAFA # 36 - COTTON CLUB, RUBBER CLUB'/><author><name>BRUNO WALTER CAPORRINO</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09035545029341697571</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_23aWuykTr4Q/SWbHHPRKpqI/AAAAAAAAAAo/ctxGZeCryHU/S220/Trindade+-+Outubro+2007+(7).JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-294771847804289284.post-6203398305783750984</id><published>2009-07-20T19:00:00.000-07:00</published><updated>2009-07-20T20:13:20.591-07:00</updated><title type='text'>GARRAFA # 35 - FÓTONS</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_23aWuykTr4Q/SmUxNng0tNI/AAAAAAAAAEA/CcypLkk1O7s/s1600-h/DSC00154.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 240px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_23aWuykTr4Q/SmUxNng0tNI/AAAAAAAAAEA/CcypLkk1O7s/s320/DSC00154.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5360745041469158610" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_23aWuykTr4Q/SmUv7tqoZkI/AAAAAAAAAD4/f8MlYyW4yFs/s1600-h/DSC00058.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 240px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_23aWuykTr4Q/SmUv7tqoZkI/AAAAAAAAAD4/f8MlYyW4yFs/s320/DSC00058.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5360743634371634754" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_23aWuykTr4Q/SmUuss-syUI/AAAAAAAAADw/DXNBlemSQDY/s1600-h/DSC00130.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 240px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_23aWuykTr4Q/SmUuss-syUI/AAAAAAAAADw/DXNBlemSQDY/s320/DSC00130.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5360742276977707330" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_23aWuykTr4Q/SmUtUDxK0ZI/AAAAAAAAADo/5NaSa-c_tAE/s1600-h/DSC00102.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 240px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_23aWuykTr4Q/SmUtUDxK0ZI/AAAAAAAAADo/5NaSa-c_tAE/s320/DSC00102.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5360740754086613394" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_23aWuykTr4Q/SmUr3idjniI/AAAAAAAAADg/KHMTWn8Zv1w/s1600-h/DSC00105.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 240px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_23aWuykTr4Q/SmUr3idjniI/AAAAAAAAADg/KHMTWn8Zv1w/s320/DSC00105.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5360739164598017570" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_23aWuykTr4Q/SmUqo--M3xI/AAAAAAAAADY/GZ9neVlALDI/s1600-h/DSC00080.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 240px; height: 320px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_23aWuykTr4Q/SmUqo--M3xI/AAAAAAAAADY/GZ9neVlALDI/s320/DSC00080.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5360737815041466130" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_23aWuykTr4Q/SmUktacSD3I/AAAAAAAAADQ/4H6FPcuSXfg/s1600-h/DSC00079.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 240px; height: 320px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_23aWuykTr4Q/SmUktacSD3I/AAAAAAAAADQ/4H6FPcuSXfg/s320/DSC00079.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5360731294065102706" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_23aWuykTr4Q/SmUjDm2ANaI/AAAAAAAAADI/JMNLqV27LQM/s1600-h/DSC00117.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 240px; height: 320px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_23aWuykTr4Q/SmUjDm2ANaI/AAAAAAAAADI/JMNLqV27LQM/s320/DSC00117.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5360729476328076706" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="color: rgb(102, 255, 153);"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="color: rgb(102, 255, 153);"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/294771847804289284-6203398305783750984?l=beagle40.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://beagle40.blogspot.com/feeds/6203398305783750984/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=294771847804289284&amp;postID=6203398305783750984&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/294771847804289284/posts/default/6203398305783750984'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/294771847804289284/posts/default/6203398305783750984'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://beagle40.blogspot.com/2009/07/garrafa-35-fotons.html' title='GARRAFA # 35 - FÓTONS'/><author><name>BRUNO WALTER CAPORRINO</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09035545029341697571</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_23aWuykTr4Q/SWbHHPRKpqI/AAAAAAAAAAo/ctxGZeCryHU/S220/Trindade+-+Outubro+2007+(7).JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_23aWuykTr4Q/SmUxNng0tNI/AAAAAAAAAEA/CcypLkk1O7s/s72-c/DSC00154.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-294771847804289284.post-3432481220535727666</id><published>2009-07-12T09:34:00.000-07:00</published><updated>2009-07-12T09:42:11.843-07:00</updated><title type='text'>GARRAFA # 34 - O ETERNO RETORNO</title><content type='html'>&lt;span style="color: rgb(255, 255, 51);"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;(Trilha sonora engarrafada: Verão. As quatro estações de Antonio Vivaldi).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(51, 255, 51);"&gt;O eterno retorno&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 204, 255);"&gt;A muitas luas assisti, refletidas nas plácidas e negras águas do rio Biá, delineando as elegantes silhuetas das palmeiras de açaí, patauá e buriti. Rio acima, mundo afora, eu adentro. Contra a corrente, rompendo as amarras de um cotidiano produzido em escala industrial, peguei no leme do Mutirão, barco de 18 metros munido de um modesto, mas valente, MWM de 45 hp. As correntes do timão rangeram, rangeram, ah, como rangeram, amados amigos, lamuriando-se a cada curva rio acima, lamentando os metros de distância, lamentando copiosamente cada milímetro a mais distante de vós, amados amigos e parceiros. Sinuosos os meandros deste rio, cujo correr passou a ser minha vida nestes 40 dias de viagem. Confrangedora saudade banhava nas salubres águas do Biá, sob a gélida e magnética luz do luar amazonense, latitude 1 grau Sul...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 204, 255);"&gt;Nos descaminhos da pós-modernidade, vali-me de meu cachimbo e das sábias histórias de Leopoldo, meu Caronte por este belo Cocito que ensina, todo Amazônia que é, que perder é parte do aprendizado, e que paciência e tolerância são, mais do que virtudes, elementos inerentes à sobrevivência.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 204, 255);"&gt;A Amazônia ensina que os buracos, além de serem muito mais embaixo, estão em número muito maior do que sonha nossa vã filosofia. Há muito, muito, muito mais entre o céu e a terra do que vislumbra esta nossa reducionista e hermética ciência; há muito mais entre cada pessoa e o mundo, entre cada ser vivente e o outro, entre eu e o mundo, do que sonham qualquer filosofia, qualquer biologia, qualquer ética. E o garimpeiro que polui o rio com azougue, visto a centímetros, na mesma mesa de Recreio, passa a se mostrar um famigerado retirante que, ex-soldado da borracha, aprendera a duras, e muitas penas, que sua sobrevivência depende daquilo que consegue extrair do mundo à sua volta, mormente à solapa. No mesmo barco que eu, este homem passa sozinho seus 45 dias na mata, devorado por piuns, perseguido por serpentes, assolado pela fome. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 204, 255);"&gt;Não justifico sua atividade, desastrosa como qualquer prática extrativista ocidental. Mas compreendi-o, tomando a fresca com ele, ao baralho, no convés superior do Comandante Ulisses, a caminho de Foz do Jutaí.&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 204, 255);"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 204, 255);"&gt;A Amazônia ensina-nos na carne, na pele; na alma, portanto, a pequenez do indivíduo, e a infinitude do todo. Ensina-nos parte de todo: pequenos, mas nunca insignificantes. Acolhedora, Ela nos traga, digere, de modo que imiscuamo-nos ao todo de que somos uma mera, mas plena, partícula. O todo em nós está: somos expressão dele, em cada gesto nosso, a cada remada. Mas senti o todo no eu: tudo está ali tão em seu devido lugar, é fruto tão sábio, historicamente, de um minucioso e contínuo processo de equações e balanceamentos, que nossa pequenez é dirimida, e nossa absorção pelo todo de que fazemos parte torna-nos uma totalidade plena.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 204, 255);"&gt;Vontade.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 204, 255);"&gt;E potência.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 204, 255);"&gt;Diante do infinito Cosmos, deitado na proa do Mutirão (barco da ASPROJU que fretamos para a primeira parte da viagem), a contemplar os meteoritos que rasgavam os céus e o anel leitoso de poeira estelar que empresta seu nome à Galáxia, ou jazendo sobre a saia ritual de buriti que confeccionei juntamente com os Katukina, para a festa Adyaba Kidak, a ouvir o magnético e majestoso cântico canônico madrugada adentro, compreendi que o que os homens celebram, quando se reúnem, é sua própria união em sociedade, e com o Cosmos que, ali, realizam, vivenciam, vivificam.&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 204, 255);"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 204, 255);"&gt;Nos cintilantes banzeiros do rio, perdi os pudores. Deixei mais fortes meus amores por Mari. Embalei-me no doce lullaby de minha rede, envolto nos brancos e lunares lençóis de um amor forte, saudável, puro e cristalino. E o banzo de que padeci, açulado pelos banzeiros do rio, dissipou-se quando aprendi a reconhecer em cada folha, gota, curva, flor, arara, boto, jacaré (ah, os buliçosos e gigantescos jacarés-açu do Biá!), os olhos sublimes e sagrados de uma mulher que amo descarada, desavergonhada, declarada, mas nunca exageradamente, porque por mais infinito, pleno e absoluto que seja esse amor perenemente crescente, nunca será suficiente. Meu amor por ela não cabe na calha do Solimões: transborda de meu peito, que expus às dores e ardores do vento frio nas madrugadas de chuva, do vento cálido nas tardes de sol, nascente de um rio cujo fluir é minha vida, inesgotável, álacre, leve, intenso. Eterno.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 204, 255);"&gt;Não desisti.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 204, 255);"&gt;Persisti: rio acima, mundo afora, eu adentro. Reconheci-me no Outro, através da compreensão, mais do que pela percepção de suas idiossincrasias. Persisti, e, contra a corrente, procurei a luz no breu. Acendi-o, com a ajuda de meus bons, sensatos, doces, divertidos, sábios e fortes amigos Katukina.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 204, 255);"&gt;Fiat lux.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 204, 255);"&gt;Aventurei-me, cosmonauta amador, por sua cosmologia, e descobri extasiado conchas e estrelas, flores e lagartos, que sequer conseguiria vislumbrar, se não fosse sua serena contemplação do mundo e das coisas. Sua ciência é a poesia. Sua indústria, a contemplação.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 204, 255);"&gt;Nos fantasmagóricos e fascinantes troncos de Imbaúba afogados, cujos capitéis esmarridos de galhos sinuosos baloiçam ao sabor da corrente, deixei meus medos, à guisa das folhas que perderam. E no horizonte enluarado, divisei meus anseios. E no sol que se punha, vislumbrei, mais do que o fim do dia, o nascer da noite. A contemplar o belíssimo grupo de homens e mulheres que dançavam e cantava sob a luz de alabtasro de uma lua fenomenal, compreendi – porque entender é apenas inteligir, e compreender é inteligir e sentir – o que é o Humano.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 204, 255);"&gt;O que iguala os homens é justamente o fato de diferenciarem-se, já dissera Lévi-Strauss. E eu, ali, a desfrutar, (mais do que observar “participando”), de uma outra e bela humanidade, perscrutei a minha. E fiz-me mais Homem na diferença; fiz-me mais Eu que, assim compreendido, ao projetar-me no Outro, fiz-me, a mim mesmo, mais Nós.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 204, 255);"&gt;Compreender-me a mim mesmo com o auxílio do Outro; fazer-me mais sábio ao vivenciar outros saberes; tornar o mundo mais belo, não de acordo com meus ideais de beleza, dogmaticamente impostos (ai marxistazinhos fajutos da USP... saudade alguma de vós), mas sim de acordo com os anseios e vontade do próprio mundo. Vontade e potência: mais do que estudar os Katukina, em um pífio mês de trabalho de campo para um doutoramento que ninguém (muito menos eles) nunca será, e que, portanto, a ninguém será útil, persegui um sonho muito meu, desde que me entendo por homem – colocar o conhecimento a serviço do homem, dos povos indígenas, e não o contrário.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 204, 255);"&gt;Trabalhar para o curso da história ser lépido e sereno, assim como se rema uma podak na correnteza: com pequenos e delicados toques do remo na superfície plácida das águas, apenas se norteia a carreira, deixando que a casca de violeta nos conduza tranquilamente, ao sabor dos ventos e das correntes. Longe de tomar as rédeas da História, para transformá-la em mim mesmo, em minha história pessoal, orientá-la.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 204, 255);"&gt;Colocar a antropologia a serviço dos povos indígenas, e não o contrário, como sempre se tem, repugnantemente, abjetamente, feito.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 204, 255);"&gt;Persegui-os, a estes anseios, meus amados, com vossa ajuda. Convosco viajei, vento no rosto, mosquitos e serpentes no encalço. Deixei malárias no caminho; esquivei-me de enormes jacarés-açú durante o banho cotidiano, nas beiras das aldeias. Vivenciei momentos mágicos, inesquecíveis, de beleza e pureza sublimes. E compartilhei-os convosco! A cada remada nas belíssimas podaks (as canoas de casca de  Violeta ou  Jatobá) Katukina, rio acima, rio abaixo, sob o insuflado sol tropical, ou o estupefaciente firmamento estrelado, estive convosco, carregando-os na mente e na alma!&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 204, 255);"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 204, 255);"&gt;E eis-me aqui, de regresso.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 204, 255);"&gt;Repleto de histórias para contar. Sequioso pelas histórias para ouvir. Porque minhas idas e vindas, nossos encontros e desencontros, constituem a nossa história. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 204, 255);"&gt;Enforcar-me-ei em minhas cordas vocais. De retorno, contarei o que vi e vivi. Sento-me ao pé de vós, amigos, ansioso por noticias, histórias, impressões. Libemos a amizade: amigos são uma pátria para a qual sempre podemos retornar.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 204, 255);"&gt;Com meus amigos Katukina, participei de sua vida ritual. Em todas as aldeias por onde passei e me quedei, fui efusivamente convidado a participar dos alegres rituais, desde a extração do olho da palmeira de buriti para a confecção das máscaras, até a dançar e cantar com eles, madrugada adentro, até o raiar do sol. Bebemos Koya em profusão, rimos, cantamos e gargalhamos, juntos, durante as tradicionais Hai, as divertidíssimas brincadeiras que encerram, ao amanhecer, o ritual.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 204, 255);"&gt;No Hokanem: o espaço sagrado onde os homens se concentram para o ritual Barakohana. Mitos são narrados, a política é feita, e discussões epistemológicas ganham coloridos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 204, 255);"&gt;Colocando meus conhecimentos a serviço deste povo indígena, realizei um sonho antigo. Ao contrário de doutriná-los ou catequizá-los, aprendi com eles. Longe de apreender deles os signos de seu mundo, locupletando-me para laurear-me, informei-lhes sobre seus direitos e seus deveres diante do mundo dyara (branco), a fim de permitir que continuem soberanos sobre suas terras. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 204, 255);"&gt;Fizemos um trabalho gratificante. Aplicamos as cartilhas feitas na língua Katukina, de acordo com uma convenção lingüística por eles adotada, sob acompanhamento de Queixalós, um lingüista francês, e da equipe da OPAN que estivera entre os Katukina antes de nós: Miguel Aparício, Genoveva Amorim e Merel van der Mark, minha grande amiga.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 204, 255);"&gt;A resposta dos Katukina foi, como sói, imediata e colorida. Por paradoxal que pareça, durante esse processo de contato com o maravilhoso mundo das palavras grafadas, em tão bela língua, fiquei sem palavras.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 204, 255);"&gt;Os mapas que estamos a fazer em conjunto com os Katukina a fim de mapearmos sua ocupação tradicional do território e as áreas de contato e conflito, tornaram-se, como esperávamos, uma ferramenta política por eles construída e apropriada.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 204, 255);"&gt;O pomar dos sonhos oferece seus doces frutos. O saber é afeito ao mundo que o engendra para que seja explicado. Antropologia é dialogia, não apenas nas páginas dos livros de Stephen Tyler. Antropologia é dialogia no chão da aldeia, dentro da hak coberta de palha, na volta de uma fria e chuvosa tarde de intensa pescaria.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 204, 255);"&gt;O processo de demonstração das fotos sobre grandes centros urbanos, indústria, plantações de soja e degradação ambiental, poluição do ar e da água. As fotografias sobre toneladas de peixes mortos por intoxicação a flutuar nos rios chocou-os sobremaneira. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 204, 255);"&gt;Notei, em minha experiência com os Katukina, que, segundo seu ponto de vista sócio-histórico, especialmente nas aldeias onde o contato com o branco é mais intenso, tudo o que é produzido em escala industrial é elevado à categoria suprema de bem almejado. Percebi, todavia, que isso se devia ao completo desconhecimento, por parte dos Katukina, do modo de produção ocidental, e ao fato de que o acesso a esses produtos é facilitado por um Estado dadivoso, assistencialista, paternalista. Longe de ensinar a fazer, ou, ao menos, a adquirir, a Funai, quando se põe a agir, doa.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 204, 255);"&gt;Insere na vida Katukina bens e produtos que eles, não conhecendo como foram produzidos, e muito menos como foram adquiridos, passam a tomar como produtos superiores aos seus. Assim, entendendo que as panelas de alumínio brotam, nascem, na voadeira da OPAN ou da FUNAI, os Katukina demonstravam-se prontamente dispostos a prescindir de seus belos utensílios de barro, cujo trabalho para confeccionar conhecem em minúcias.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 204, 255);"&gt;Meu trabalho consiste num esclarecimento, no fornecimento de informação e saber para que os próprios Katukina, sujeitos soberanos de sua história e de sua vida política, tomem suas próprias decisões, mas nomeadamente informados e cientes de suas conseqüências e significados.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 204, 255);"&gt;Eis o dever do antropólogo: ser indigenista.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 204, 255);"&gt;Eis o dever do indigenista: informar.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 204, 255);"&gt;Não orientar. Informar.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 204, 255);"&gt;E foi isso o que fiz entre os alegres e inteligentes Katukina. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 204, 255);"&gt;Debates, diálogos, políticos, filosóficos, históricos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 204, 255);"&gt;Pude redigir 200 páginas de caderno de campo. Tenho novas idéias para um romance histórico, e produzi, na longa viagem de volta, alguns contos. Tão logo retorne à minha amada São Paulo, processarei os negativos e ampliarei as fotos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 204, 255);"&gt;Aguardem, caros amigos!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 204, 255);"&gt;Em breve libaremos juntos! E mostrar-vos-ei as fotos!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 204, 255);"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/294771847804289284-3432481220535727666?l=beagle40.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://beagle40.blogspot.com/feeds/3432481220535727666/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=294771847804289284&amp;postID=3432481220535727666&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/294771847804289284/posts/default/3432481220535727666'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/294771847804289284/posts/default/3432481220535727666'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://beagle40.blogspot.com/2009/07/garrafa-34-o-eterno-retorno.html' title='GARRAFA # 34 - O ETERNO RETORNO'/><author><name>BRUNO WALTER CAPORRINO</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09035545029341697571</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_23aWuykTr4Q/SWbHHPRKpqI/AAAAAAAAAAo/ctxGZeCryHU/S220/Trindade+-+Outubro+2007+(7).JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-294771847804289284.post-7259476277000119128</id><published>2009-05-11T21:17:00.000-07:00</published><updated>2009-05-11T21:21:42.766-07:00</updated><title type='text'>GARRAFADA - IRONIA?</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_23aWuykTr4Q/Sgj4tps6GMI/AAAAAAAAADA/NHOdePpV75U/s1600-h/coari_manaus.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 240px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_23aWuykTr4Q/Sgj4tps6GMI/AAAAAAAAADA/NHOdePpV75U/s320/coari_manaus.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5334787221792364738" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 0);"&gt;Trabalhadores de uma terceirizada da Petrobrás responsáveis pela instalação de um gasoduto Coari-Manaus posam para foto destacando-se (ou destoando-se) em plena mata amazônica, no terceiro "ciclo" amazônico: o do gás. Coari cresceu imensamente depois que a estatal e suas terceirizadas começaram a explorar gás e petróleo na região. Cresceu. Se se desenvolveu, isso são outros 500... anos.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/294771847804289284-7259476277000119128?l=beagle40.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://beagle40.blogspot.com/feeds/7259476277000119128/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=294771847804289284&amp;postID=7259476277000119128&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/294771847804289284/posts/default/7259476277000119128'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/294771847804289284/posts/default/7259476277000119128'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://beagle40.blogspot.com/2009/05/garrafada-ironia.html' title='GARRAFADA - IRONIA?'/><author><name>BRUNO WALTER CAPORRINO</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09035545029341697571</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_23aWuykTr4Q/SWbHHPRKpqI/AAAAAAAAAAo/ctxGZeCryHU/S220/Trindade+-+Outubro+2007+(7).JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_23aWuykTr4Q/Sgj4tps6GMI/AAAAAAAAADA/NHOdePpV75U/s72-c/coari_manaus.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-294771847804289284.post-106347370138628050</id><published>2009-05-11T19:42:00.000-07:00</published><updated>2009-05-11T20:38:13.926-07:00</updated><title type='text'>GARRAFA # 33 - URBANIDADES</title><content type='html'>&lt;span style="color: rgb(255, 255, 0);"&gt;(&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Trilha sonora engarrafada: Lonely day - System of a Down. Ouça em: http://app.radio.musica.uol.com.br/radiouol/player/frameset.php?opcao=umamusica&amp;amp;nomeplaylist=009326-9_01%3C@%3ELonely_Day%3C@%3ELonely_Day%3C@%3ESystem_Of_A&lt;br /&gt;_Down%3C@%3E0000%3C@%3ESystem_Of_A_Down)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 204, 0);"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Ande por qualquer cidade... Experimente vagar a esmo, descompromissadamente, por suas veias e artérias. Vias e canais. Experimente dobrar suas esquina e encarar suas fachadas na cara. Experimente perscrutar seus habitantes nos olhos. Experimente. Erre. Jogue fora o maldito guia turístico Michelin pasteurizado, o Guia Quatro Rodas em que constam os restaurantes que melhor serviram e cortejaram o repórter, e que pagaram melhor pelo anúncio subliminar com ares de crítica. Jogue fora o guia japonês visite-a-Europa-em-duas-horas. Descarte os shoppings centers, esses não-lugares - único conceito que a antropologia deixou de útil à humanidade. Descarte e evite as "feiras populares", onde o verdadeiro lema do Brasil (ordem e progresso? nada!), seu mais íntimo motivo e moto é exaustivamente praticado:"para inglês ver".&lt;br /&gt;Esqueça os mercados "populares" com frutas tipicamente exóticas da região e artesanato tipicamente tradicional para inglês ver. Esqueça as peças de cerâmica que ninguém nunca usou, e que são vendidas como tradicionais da região. Esqueça a busca pelo tradicional, pelo regional, e perscrute a tradição da região e sua peculiaridade no seu cotidiano mais coloquial e verdadeiro. Liberte-se do lema escravagista que engendrou uma lei áurea (apenas no ouro que proporcionou): todos sabemos, ou deveríamos saber, que a abolição da escravatura, no Brasil, não passou de um golpe de marketing: livrar-se da massa de trabalhadores braçais que dava mais custos do que lucro, atendendo à pedidos da "libertadora Inglaterra" colonialista para, assim, criar um mercado consumidor forte e liberar a negrada da África para a exploração exclusiva da Coroa.&lt;br /&gt;Experimente sua cidade. Sua cidade natal. Domine suas vielas, ruas, mercearias. Conheça-lhes os nomes, as histórias. Saiba-as como a palma de sua mão. Finque a planta de sua cidade na natal na planta de seus pés, de tanto perambular por seus bairros, perfierias, centros. Porque dela nada conhecerás além de ti mesmo: e isto é bom, pois será a ela, e apenas a ela, que verás em qualquer lugar para onde fores!&lt;br /&gt;Conheça-se em sua cidade natal.  Conheça suas putas, seus feirantes, seus trabalhadores e executivos. Aproxime-se de sua maçonaria: e, se tiveres oportunidade, cuspa-lhe na cara por mim.&lt;br /&gt;Conheça cidades novas.&lt;br /&gt;Aproxime-se de si mesmo no desconhecido de cada praça, bairro, vila, viela, beco, aterro, lixão, usina, fábrica, bairro nobre, favela, bocada. A cidade é a vida das pessoas que a fazem, e nada mais. A cidade inexiste por si mesma. Inexiste no plano do concreto, por mais que seja todinha de frio e cinzento concreto. Porque por mais desumana - e talvez quanto mais desumana ela seja - que ela seja, ela sempre terá humanidades: no plural.&lt;br /&gt;A cidade é um exercício da pluralidade humana: pluradidade de raças, cores, credos, gangs, grupos, tribos. Todas as cidades são manifestações diversas e próprias das mais diversas humanidades possíveis.&lt;br /&gt;Experimente. Ande, tente.&lt;br /&gt;Erre.&lt;br /&gt;Erre pelas cidades, à esmo.&lt;br /&gt;Sobretudo: se perca. Deixe-se levar.&lt;br /&gt;Conheça os quintais dos fundos.&lt;br /&gt;Os banheiros e as lavanderias.&lt;br /&gt;Aquele que diz ter chegado a uma cidade e nada ter encontrado para fotografar, não viu cidade alguma.&lt;br /&gt;Sinta os odores: compre livros nos sebos. Coma salgadinhos engordurados nas ruas. Jante em restaurantes chiques. Apenas... evite os pontos turísticos. Coma o que o povo come, e não o que dizem que ele come. Ou já vistes algum japonês de Tokio de sunga a lutar sumô dentro das estações de metrô? Usando ternos e gravatas, os japoneses de Tokio são mais japoneses do que nunca.&lt;br /&gt;Ciascuno a su modo - salve Pirandello!&lt;br /&gt;Ande, descubra.&lt;br /&gt;Fiz isso em Santos, em São Paulo, em Cuiabá, em Manaus, em Tefé, em Jutai.&lt;br /&gt;Erre. Mas evite fazer turismo. Eis meu humilde conselho: cidades são como mulheres. Elas devem ser conquistadas, e não compradas. Elas se entregam de bom grado, não ao desbravador, mais ao fiel admirador e conhecedor de suas curvas, formas, cores e odores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O turista anda pelas ruas, apossando-se delas. Apropriando-se do carnaval, ele estupra mulatas de dois metros de altura, e alimenta-se duma gororoba pasteurizada tipicamente regional.&lt;br /&gt;Principalmente no Brasil, onde tudo é feito para inglês ver.&lt;br /&gt;Nada melhor do que o Pelourinho, como exemplo vivo e concreto disso.&lt;br /&gt;O turista é um animal que trafega pelas cidades brasileiras sequioso de conhecer-lhe a "vida alegre, simplória e pobre". Há na favela da Rocinha, no Rio de Janeiro, uma empresa que faz o Favela Tour,com jeeps Land Rover camuflados à moda militar, idênticos na forma e tamanho aos usados em safaris africanos.&lt;br /&gt;Roteiros pelo ciclo da Borracha no Amazonas, onde gringos exclamam, em alemão, inglês, italiano, que dariam de tudo para que os moleques pedintes e os mosquitos fossem exterminados de seus reoteiros gastrônomicos por tucumãs e cupuaçus exóticos.&lt;br /&gt;Tristes as putas manauaras: eis que "os grindos fedem porque não gostam de banho". Tristes os povos americanos: como putas, somos fadados a viver do alienígena, do outro, do exterior.&lt;br /&gt;O turista é um animal que anda por um Brasil Safari ao vivo, excitante, carnavalesco e grotesco, feito industrialmente em toda sua particularidade exótica para que lhe seja tragável.&lt;br /&gt;Ele pensa alimentar os animais exóticos que enxerga pelas ruas, curioso, a fotografar, pelas ruas de Manaus - uma Manaus mágica, que lembra e muito o olhar misterioso de suas índias imperscrutáveis. Como é mágica e inebriante essa Manaus cotidiana de calças-jeans e cabelos lisos naturalmente, sem cosmética. Unhas por fazer, sorriso simples de citadino cosmopolita. Assim vive o manauara, a comer... adivinhem: pão francês e carne, oras! Tucumã, claro, e bananas também... mas, oras...&lt;br /&gt;Mas, ao vagar por suas bocas e becos, descobrimos, ao dar com a Praça do Theatro Amazonas, que o animal, ali, é ele: o turista.&lt;br /&gt;E que toda aquela estrutura grotesco-carnavalesco-tropical-exótica está ali para alimentá-lo, e que ele, algumas vezes, por ter nojo dos ônibus cheirando ao suor proletário da Zona Franca ,uma Zona onde a Amazônia é prostituída para a Samsung, pega taxis, e crê deixar a cidade mais rica com seus euros e dólares...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ande.&lt;br /&gt;Perca-se.&lt;br /&gt;Seja assaltado.&lt;br /&gt;Como o que o povo come, e não o que dizem os guias que ele tipicamente come.&lt;br /&gt;Coma porcaria.&lt;br /&gt;Vomite com a água que o povo de sua cidade bebe.&lt;br /&gt;Descubra que a favela só é romântica e bucólica quando você vive nela por opção, e não porque nunca pôde morar em outro lugar. Descubra que a favela só é poética quando você não nasceu nela e pôde ver e morar em outros lugares, e que, se ela não é tão ruim assim quanto você pensava antes de se excitar em seus passeios por ela, ela também não é tão bela assim... pelo menos para o cara que apareceu morto com uma bala de .38 alojada no cérebro depois que você começou a frequentá-la, porque a polícia esforça-se em torná-la "mais segura".&lt;br /&gt;Olhe nos olhos os mendigos e miseráveis de sua própria cidade.&lt;br /&gt;Encare os ricos proprietários e especuladores que a fazem ser como é.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eis a verdadeira viagem.&lt;br /&gt;Turismo é um modo que os europeus e estadunidenses criaram para fugir de si mesmos indo a lugares distantes onde tudo é feito à imagem e semelhança deles, com o barro do exótico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não faça turismo.&lt;br /&gt;Não alimente os animais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/294771847804289284-106347370138628050?l=beagle40.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://beagle40.blogspot.com/feeds/106347370138628050/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=294771847804289284&amp;postID=106347370138628050&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/294771847804289284/posts/default/106347370138628050'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/294771847804289284/posts/default/106347370138628050'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://beagle40.blogspot.com/2009/05/garrafa-33-urbanidades.html' title='GARRAFA # 33 - URBANIDADES'/><author><name>BRUNO WALTER CAPORRINO</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09035545029341697571</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_23aWuykTr4Q/SWbHHPRKpqI/AAAAAAAAAAo/ctxGZeCryHU/S220/Trindade+-+Outubro+2007+(7).JPG'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-294771847804289284.post-3334324537245614094</id><published>2009-05-08T10:02:00.000-07:00</published><updated>2009-05-08T10:27:11.130-07:00</updated><title type='text'>GARRAFA # 32 - ÁGUA</title><content type='html'>&lt;span style="color: rgb(255, 255, 51);"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;(Trilha sonora engarrafada: It´s my life - Bon Jovi).&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 204, 255);"&gt;Sabe água? Isso, água. H20. Sim. Isso, então você sabe de que estou a falar. De água. Ou não? Será que sabes mesmo? Vejamos. Já fostes ao mar? Não à praia, aquela faixazinha de areia onde os homens se reúnem supostamente para entrar em contato com um outro ambiente, que é o mar, viajando por horas para tal, e no qual não parecem contemplar nada além de si mesmos, e se fazerem ver... Não a praia. A praia... não é o mar, certo? Eu digo: sabe ÁGUA? Falo do mar, falo de um oceano. Já invadistes, num reles barquinho, o espaço sagrado dum oceano? Se sim, então, sabes: água.&lt;br /&gt;A água é mágica. Ponto. Mágica, sim. Senão vejamos: moleculas, pequeninas, invisíveis, aglutinam-se, como conglomerados, e formam um TODO aburdamente maior do que elas. Ha uma troca, um cálculo, um equilíbrio entre cada uma das moleculazinhas e suas cadeias: elas se dão as mãos, umas ligadinhas à outras, numa ciranda impressionantemente minúscula, cujo movimento frenético desconhecemos, cujo bailar estapafúrdio apenas cogitamos. Sim: de mãozinhas dadas, elas fuxicam, tramam, conversam, articulam-se. Numa troca risonha, cada uma delas cede e recebe, e isso as faz... unidas. Inextrincavelmente unidas.&lt;br /&gt;Cada uma move-se para onde bem entende, dentro dos limites que lhes são dados pelo próprio conjunto cujas suas relações conforma. Água! Todas correm, contudo, para o centro deste planetinha que cada uma delas, em seu conjunto com as demais, toma. Domina.&lt;br /&gt;E cada moleculazinha articulada e grudada às suas irmãs forma um Oceano. Um Pacífico. Um Atlântico. Isso é água, meus caros... isso é água: a magia da parte no todo, num movimento de elétrons, moléculas, uma troca particular, singular, que equilibra um todo do tamanho do mundo! Diâmica, movimento!&lt;br /&gt;Isso é ÁGUA! A Água que está em 75% de nossos seres, está em 75% do nosso planeta.&lt;br /&gt;E eu vi isso, meus caros. Podem escever o que digo: eu tive o prazer de ver isso!&lt;br /&gt;Saí do Atlântico magnético, aquela massa de água que oscila o espacinho entre os bracinhos das moléculas, conforme o planeta gira. Quando há lua cheia, a maré sobre, porque a Lua a puxa. Assim. O micro-micro-micro espaço entre cada molécula aumenta um nanômetro, e o espacinho somado de todas elas faz com que um Oceano inteiro suba 2 metros!&lt;br /&gt;Eu vi isso, meus caros!&lt;br /&gt;Embarquei num aeroplano. Saí do Planeta Pantanal - água - rumo ao Planeta Amazônia.&lt;br /&gt;Passando por sobre a soja, soja, soja, soja (nem uma árvorezinha sequer em pé em uma hora de viagem!) de Mato Grosso, eis que sobrevoamos a Amazônia. Eis o Berço Esplêndido em que esse Gigante pela própria natureza se deixa jazer, dorminhoco, enquanto lhe pilham o próprio berço.&lt;br /&gt;Sobrevoando quilômetros e mais quilômteros de mata amazônica, a perder de vista, com seus incontáveis igapós, paranás, rios e Rios ,sinuosos, "brancos" e "negros", perfuramos nuvens colossais, os cúmulus nefelibáticos que ornam os dosséis verdejantes da mata.&lt;br /&gt;Água!&lt;br /&gt;Verdadeiros oceanos em suspensão, essas nuvenz guardam, debaixo de cada uma, um árco-íris particular. Chuvas esparsas regam, como um jardineiro japonês sábio e consciencioso, porções infinitas, porém ínfimas, de Amazônia.&lt;br /&gt;Água: o Negro triplicou e configura um verdadeiro Oceano. No encontro do o Solimões, o embate entre as diferentes densidades da... água. Uma negra, outra, branca, chovam-se, discutem, encontram-se para apenas lá embaixo, imiscuirem-se.&lt;br /&gt;Quilômetros de uma margem à outra.&lt;br /&gt;Manaus tem um porto imenso, onde grandes navios cargueiros atracam para escoar os computadores nos quais voc~es agora lêem o que eu escrevo, e feitos à mão por índias que já não sabem mais fazer cestarias que traziam em seus desenhos toda a cosmogonia de seu povo.&lt;br /&gt;Água!&lt;br /&gt;Verdadeiros mares tomam a Amazônia que guarda em cada estômato de cada folhinha uma miríade de moléculas cuja densidade e solidariedade pode modificar-se e engendrar inundações e secas homéricas!&lt;br /&gt;Oceanos flutantes sondam a mata, a receber o que lhes é de direito: a água com que a floresta paga seus tributos.&lt;br /&gt;A umidade do ar, em  Manaus, é tanta, que poder-se-ia dizer que se corre o risco de que os peixes saiam da água e se ponham a voar pelas ruas... ruas repletas de antigos prédios nei-clássicos cujos capitéis são ornados por belíssimas bromélias.&lt;br /&gt;Água, muita água.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até quando?&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/294771847804289284-3334324537245614094?l=beagle40.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://beagle40.blogspot.com/feeds/3334324537245614094/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=294771847804289284&amp;postID=3334324537245614094&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/294771847804289284/posts/default/3334324537245614094'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/294771847804289284/posts/default/3334324537245614094'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://beagle40.blogspot.com/2009/05/garrafa-32-agua.html' title='GARRAFA # 32 - ÁGUA'/><author><name>BRUNO WALTER CAPORRINO</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09035545029341697571</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_23aWuykTr4Q/SWbHHPRKpqI/AAAAAAAAAAo/ctxGZeCryHU/S220/Trindade+-+Outubro+2007+(7).JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-294771847804289284.post-3314676638862946760</id><published>2009-04-12T17:37:00.001-07:00</published><updated>2009-04-12T17:38:21.786-07:00</updated><title type='text'>GARRAFA # ... ESQUECI... SEI QUE ERA BALLANTINES...</title><content type='html'>&lt;span style="color: rgb(51, 204, 255);"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;ROGO AOS QUE AINDA SENTEM ALGO N´ALMA QUE COMPARTILHEM COMIGO E COM SONNY BOY WILLIAMSON. APREENTO-VOS, O BLUES - UM ESTADO DE ESPÍRITO.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;http://www.youtube.com/watch?v=IG3Z_R9wJ-w&amp;amp;feature=related&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/294771847804289284-3314676638862946760?l=beagle40.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://beagle40.blogspot.com/feeds/3314676638862946760/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=294771847804289284&amp;postID=3314676638862946760&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/294771847804289284/posts/default/3314676638862946760'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/294771847804289284/posts/default/3314676638862946760'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://beagle40.blogspot.com/2009/04/garrafa-esqueci-sei-que-era-ballantines.html' title='GARRAFA # ... ESQUECI... SEI QUE ERA BALLANTINES...'/><author><name>BRUNO WALTER CAPORRINO</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09035545029341697571</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_23aWuykTr4Q/SWbHHPRKpqI/AAAAAAAAAAo/ctxGZeCryHU/S220/Trindade+-+Outubro+2007+(7).JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-294771847804289284.post-2927327932744676551</id><published>2009-04-09T12:57:00.000-07:00</published><updated>2009-04-09T13:50:11.634-07:00</updated><title type='text'>GARRAFA # 32 - FÁBULA</title><content type='html'>&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 102, 0);"&gt;Trilha sonora engarrafada: Miles Davis, Kind of blue. Ouça em:&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 102, 0);"&gt;http://app.radio.musica.uol.com.br/radiouol/player/frameset.php?opcao=umcd&amp;amp;nomeplaylist=006209-1%3C@%3EKind_of_Blue&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 255, 51);"&gt;Uma criatura frágil desenvolveu-se parcamente desde que se conhece por tal. Se é que se conhece de fato, e é aí que reside sua maior frustração, sua maior fraqueza, o calcanhar deste Aquiles magro, grácil, fraco e desprovido de presas e garras.&lt;br /&gt;Deixou as cavernas de onde contemplava timidamente a Natureza e toda sua exuberante heterogeneidade depois de muita hesitação. Hesitou, hesitou, enquanto se deixava ficar em seu interior a contemplar na parede rochosa os pálidos reflexos de um mundo que só era agressivo para ele, e para mais ninguém.&lt;br /&gt;De todos seus tabus, cerimônias e complexos, sobreviveram a arte, a técnica e a ciência.&lt;br /&gt;Seus irmãos dividiram-se a explorar, mais corajosos que ele, outras matas, a caçar outros mamutes. E desenvolveram-se em relações diferentes, com outras artes, outras técnicas, que ele, como sempre, por não compreender - ela não compreende nada que não seja um homem frágil, branco e petulante - julgou sem sentido, e buscou aniquilar.&lt;br /&gt;E ele deixou-se ficar, frágil, ressentido!&lt;br /&gt;Ó, quanto ressentimento não trazia ele n´alma que desenvolveu-se complexada, invejosa da natureza que lhe barrava qualquer ingresso em seu âmago, que lhe vetava o olhar para seus interstícios... Construiu edificações. Pintou paredes e cavernas. Rolou troncos e acendeu fogueiras, pois sentia frio, era fraco como um rato, nu, pálido e chorão como um filhote patético de pombo!&lt;br /&gt;Convém as fracos aperfeiçoar-se, já cantam as Geórgicas.&lt;br /&gt;E pôs-se a trabalhar, ressentido, CONTRA a natureza, em lugar de trabalar COM a natureza. Em lugar de entendê-la, buscou dominá-la, pois, ressentido, tinha raiva dela, reconhecidamente mais poderosa e maior que ele e qualquer um de seus devaneios megalomaníacos.&lt;br /&gt;Lascou pedras, criou um mundo à sua imagem e semelhança. Transformou a natureza com um sorriso satisfeito de quem rege, domina, estupra.&lt;br /&gt;Horas ele passou a contemplar os animais que vivem, comem e morrem com facilidade sem igual. Seus irmãos humanos de outras paragens compreenderam o motivo de estarem aonde estavam. E trataram de viver suas vidas, criando-se a si mesmos a cada novo desafio.&lt;br /&gt;Mas ele, ah, ele não!&lt;br /&gt;Perdera os pelos, como seuss semelhante, e se enfurnara nas cavernas úmidas da mãe da Europa. Com frio, com fome, sentia diariamente o peso de sua petulância em tentar brincar de deus e criar um mundo que relutava em sair à sua imagem e semelhança. Péssimo artesão de fábulas, reconheceu-se frustrado e criou catapultas, burgos, feudos.&lt;br /&gt;Es que se vingou, o nascente homem ocidental!&lt;br /&gt;Enquanto todos seus irmãos estavam a contemplar a natureza nos mais diversos lugares do mundo, criando-se numa relação de respeito e sobriedade, eis que o nascente homem ocidental, como Samael, Lúcifer, o anjo invejoso, teve raiva da natureza que não se deixava compreender todinha... e teve raiva da natureza, sua criadora, e tentou aniquilá-la, porque aniquila tudo o que não compreende.&lt;br /&gt;Ah, bicho ignorante!&lt;br /&gt;Revela-se ele tão machista desde tão cedo! Tão petulante!&lt;br /&gt;Nunca aprendera que a natureza, assim como as mulheres, não se pode desnudar assim violentamente? Nunca notara que a beleza de uma dama está no que esconde? Que sua sensualidade é um convite à escoberta em conjunto?&lt;br /&gt;Rapinara, roubara, seu plantio é uma inoculação machista violenta, em escala industrial. Seu arado estupra, rasga, e não acaricia. Apropria-se da terra, cerca-a, e impede que outros semelhantes façam uso dela, desvairado.&lt;br /&gt;Re-nascera depois de uma Idade média, mediana, escura, onde nada enxergara porque fechara os olhos com suas idéias megalomaníacas sobre um deus tão machista, vingativo e punitivo quanto ele.&lt;br /&gt;Renascera.&lt;br /&gt;E, raivoso e ressentido, negara mais uma vez a sensualidade da natureza.&lt;br /&gt;Escreveu tratados ,elaborou métodos, e procurou enquadrar a natureza e todas suas formas graciosas e curvas excitantes na matemática a mais dogmática e burrificante.&lt;br /&gt;Torcia-lhe as curvas.&lt;br /&gt;Estuprava-lhes as entranhas quando, a um leve gracejo, a um leve carinho, ela de bom grado lhe daria as carnes e os sentimentos mais íntimos! Ah, criatura ordinária! Que ressentida criaturazinha essa que, por ter pânico do mundo em toda sua heterogeneidade, comprimia-o dentro de seus sistemas e métodos!&lt;br /&gt;O mesmo que derrubou as matas foi o que classificou a natureza e suas criaturas, não lhe deixando nada de vivo, porque vida é movimento. "Deus criou o mundo, e eu o classifiquei", disse um certo Lineu.&lt;br /&gt;Elencou reinos, porque não consegue pensar em nada que seja diferente de si,de sua smonarquias tirânicas sustentadas com trabalho escravo, arrogante e ressentido como é! E, claro, como sói a devanescentes criaturas ignóbeis, conveio-lhe a pachorra de colocar-se no topo da cadeia alimentar e da evolução!&lt;br /&gt;Acreditou evoluir, sozinho, só ele,  sobre todas as coisas! Acreditou-se superior à tudo aquilo que, e todos aqueles que, por não compreender em sua complexidade, diminuiu, esquartejou, minimizou.&lt;br /&gt;"Esse se chama &lt;span style="font-style: italic;"&gt;fung&lt;/span&gt;i, e não sendo como eu, a mais bela criação do mundo, não pode ser belo e sublime..  Esse não estupra a terra com arados de bronze... é primitivo, está num estpagio que eu, ser supremo, já superei."&lt;br /&gt;E assim procedeu: quanto mais prepotente e arrogante se achava, mais no alto das cadeias e sistemas que ele mesmo criava ele se colocou, e mais estulto tornou-se. Quanto mais tirânicamente desfigurou a natureza para caber nos nichos de sua inteligência rasteira, a fim de dominá-la, mais a agrediu. Complexado! Ressentido! Destruiu matas. Extiguiu animais!&lt;br /&gt;Provocu genocídios, e encomenda, a cada descarga de carbono de suas fabulosas máquinas voadoras, de que tanto se orgulha, o genocídio de seu próprio povo.&lt;br /&gt;Nunca vos esqueçam, ó amigos, de que o "gênio" cientista que "sabe tudo com objetividade positiva e que prova tudo por A+B" traz consigo, ao fazer isso, o mesmo pensamento do arrogante plantador de soja que usa essa mesma ciência árida, &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;EXATA&lt;/span&gt; e &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;POSITIVISTA &lt;/span&gt;para modificar geneticamente a soja e desmatar a amazônia.&lt;br /&gt;É a mesmíssima postura.&lt;br /&gt;Tão inteligente!&lt;br /&gt;Tão sábia sua ciência!&lt;br /&gt;Tão exatas suas inferências, que não percebe ele, olhando pelo satélete que conseguiu jogar aos céus, o quanto encomenda sua própria destruição a cada progresso de sua ciência...&lt;br /&gt;Um ser humano que não se reconhece no mundo em que se projeta a cada ato seu é como uma anomalia desprovida de alma, de subjetividade. Toda ciência é humana, porque é um fazer humano sobre as coisas, a respeito das coisas: quem faz a ciência são os homens, não a natureza. Por isso, por mais objetiva que ela se pretenda, ela é fruto de um tempo, de um momento histórico, de uma dada relação com a natureza. O mundo era achatado, e a matemática o explicava, provando por A+B. O mundo mostrouse ovalado, e a matemática o prova, por A+B. Descartes, o pai dessa coisa toda, conseguiu provar matematicamente a existência de deus: por A+B.&lt;br /&gt;O pensamento arrogante que pensa atingir a essência das coisas é o mesmo pensamento arrogante e machista que estupra a natureza e que vê nela um ente passivo de domesticação, uma massa inanimada com a qual ele pensa poder fazer o que bem entender.&lt;br /&gt;Quando o solo tornar-se areia, a soja tomar a amazônia, e as anoalias genéticas que os agrotóxicos já provocam em sapos forem mais drásticos do que já são, ele se perguntará: "o que deu errado?".&lt;br /&gt;Mas não haverá mais ninguém além dele para responder, porque, por mais "benevolente" que ele se pretenda ao não comer os "animaizinhos", ele os considerou inferiores e sem sentimento, só porque são diferentes dele - e ele não consegue conceber, egoísta e egocêntrico, nada diferente dele - , e outra Hiroshima terá sido deflagrada com o próprio conhecimento que ele, mero ser humano, acreditou ter sido exato e objetivo; mas que desumanizou tanto as coisas, a natureza, a matéria, que acabou por desumanizar a si mesmo. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 102, 0);"&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 255, 51);"&gt;E nesta terceira guerra mundial que se anuncia, os machados serão, novamente, de pedra, como já disse um dos últimos verdadeiros cientistas que esse homenzinho branco e petulante conseguiu criar, porque, depois dele, só sobraram tecnocratazinhos que se acreditam OS SÁBIOS ,mas que não sabem nada além de suas minúsculas e fragmentadas áreas de estudo.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/294771847804289284-2927327932744676551?l=beagle40.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://beagle40.blogspot.com/feeds/2927327932744676551/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=294771847804289284&amp;postID=2927327932744676551&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/294771847804289284/posts/default/2927327932744676551'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/294771847804289284/posts/default/2927327932744676551'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://beagle40.blogspot.com/2009/04/garrafa-32-fabula.html' title='GARRAFA # 32 - FÁBULA'/><author><name>BRUNO WALTER CAPORRINO</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09035545029341697571</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_23aWuykTr4Q/SWbHHPRKpqI/AAAAAAAAAAo/ctxGZeCryHU/S220/Trindade+-+Outubro+2007+(7).JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-294771847804289284.post-3935294645747002809</id><published>2009-04-03T21:28:00.000-07:00</published><updated>2009-04-05T18:10:35.035-07:00</updated><title type='text'>GARRAFA #31 - SONETO</title><content type='html'>&lt;span style="color: rgb(51, 255, 51);"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Malgrado as pedras&lt;br /&gt;pareçam intransponíveis;&lt;br /&gt;as distâncias intangíveis&lt;br /&gt;e a montaria assaz lerda,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cavalgarei, sob árduo sol&lt;br /&gt;sob chuva, a contemplar&lt;br /&gt;os lírios do campo, ao luar&lt;br /&gt;e as escarpas do mar em Do.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cavalgo de volta ao lar&lt;br /&gt;trago boas novas, algum ouro&lt;br /&gt;e muitas histórias a contar!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vitória, vitória, vitória!&lt;br /&gt;Estar a ir sem ter deixado,&lt;br /&gt;amar: eis a verdadeira glória!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bruno Walter Caporrino&lt;br /&gt;04 de abril de 2009&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/294771847804289284-3935294645747002809?l=beagle40.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://beagle40.blogspot.com/feeds/3935294645747002809/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=294771847804289284&amp;postID=3935294645747002809&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/294771847804289284/posts/default/3935294645747002809'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/294771847804289284/posts/default/3935294645747002809'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://beagle40.blogspot.com/2009/04/garrafa-31-soneto.html' title='GARRAFA #31 - SONETO'/><author><name>BRUNO WALTER CAPORRINO</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09035545029341697571</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_23aWuykTr4Q/SWbHHPRKpqI/AAAAAAAAAAo/ctxGZeCryHU/S220/Trindade+-+Outubro+2007+(7).JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-294771847804289284.post-1575087742394003375</id><published>2009-03-22T11:25:00.000-07:00</published><updated>2009-03-22T11:27:01.157-07:00</updated><title type='text'>GARRAFA # 30 - ISSO, ISSO SIM É FOTOGRAFIA</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_23aWuykTr4Q/ScaC1jeV5lI/AAAAAAAAAC4/rasJ8zh471s/s1600-h/furs.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 320px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_23aWuykTr4Q/ScaC1jeV5lI/AAAAAAAAAC4/rasJ8zh471s/s320/furs.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5316080266724632146" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;h2&gt;                                          &lt;span style="color: rgb(51, 255, 51);"&gt;Andrjez Furs&lt;/span&gt;&lt;/h2&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/294771847804289284-1575087742394003375?l=beagle40.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://beagle40.blogspot.com/feeds/1575087742394003375/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=294771847804289284&amp;postID=1575087742394003375&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/294771847804289284/posts/default/1575087742394003375'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/294771847804289284/posts/default/1575087742394003375'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://beagle40.blogspot.com/2009/03/garrafa-30-isso-isso-sim-e-fotografia.html' title='GARRAFA # 30 - ISSO, ISSO SIM É FOTOGRAFIA'/><author><name>BRUNO WALTER CAPORRINO</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09035545029341697571</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_23aWuykTr4Q/SWbHHPRKpqI/AAAAAAAAAAo/ctxGZeCryHU/S220/Trindade+-+Outubro+2007+(7).JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_23aWuykTr4Q/ScaC1jeV5lI/AAAAAAAAAC4/rasJ8zh471s/s72-c/furs.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-294771847804289284.post-817653661412225137</id><published>2009-03-22T10:57:00.000-07:00</published><updated>2009-03-22T11:01:29.110-07:00</updated><title type='text'>GARRAFA # 29 - É... A GUERRA É SANTA.</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_23aWuykTr4Q/ScZ8X9Njp6I/AAAAAAAAACw/Ue5ZO4cJVJU/s1600-h/090317165249_wojciech.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 189px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_23aWuykTr4Q/ScZ8X9Njp6I/AAAAAAAAACw/Ue5ZO4cJVJU/s320/090317165249_wojciech.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5316073161167710114" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 0);"&gt;O polonês Wojciech Grzedzinski foi o vencedor do prêmio Sony World Photography entre os profissionais na categoria atualidades, por suas fotos do conflito na Geórgia, em agosto de 2008.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/294771847804289284-817653661412225137?l=beagle40.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://beagle40.blogspot.com/feeds/817653661412225137/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=294771847804289284&amp;postID=817653661412225137&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/294771847804289284/posts/default/817653661412225137'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/294771847804289284/posts/default/817653661412225137'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://beagle40.blogspot.com/2009/03/garrafa-29-e-guerra-e-santa.html' title='GARRAFA # 29 - É... A GUERRA É SANTA.'/><author><name>BRUNO WALTER CAPORRINO</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09035545029341697571</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_23aWuykTr4Q/SWbHHPRKpqI/AAAAAAAAAAo/ctxGZeCryHU/S220/Trindade+-+Outubro+2007+(7).JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_23aWuykTr4Q/ScZ8X9Njp6I/AAAAAAAAACw/Ue5ZO4cJVJU/s72-c/090317165249_wojciech.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-294771847804289284.post-8124749750055894140</id><published>2009-03-18T16:24:00.001-07:00</published><updated>2009-04-09T12:37:12.441-07:00</updated><title type='text'>GARRAFADA... (CLIQUE NA IMAGEM PARA AMPLIÁ-LA)</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_23aWuykTr4Q/ScGKNq38aoI/AAAAAAAAACo/a46SLajPllg/s1600-h/CANALHAS+II.bmp"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 240px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_23aWuykTr4Q/ScGKNq38aoI/AAAAAAAAACo/a46SLajPllg/s320/CANALHAS+II.bmp" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5314681002725763714" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 255, 51);"&gt;&lt;/span&gt;&lt;img src="file:///C:/DOCUME%7E1/BRUNOC%7E1/CONFIG%7E1/Temp/moz-screenshot.jpg" alt="" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 255, 51);"&gt;MIL COISAS EU PODERIA DIZER SOBRE O CASO RAPOSA SERRA DO SOL, VOTADO HOJE PELA SEGUNDA VEZ NO STF, DEPOIS DE 25 ANOS DE SANGRENTAS LUTAS E MORTICÍNIOS QUE CONFIGURAM UM GENOCÍDIO...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;MAS, ANTES DE DIZER QUALQUER COISA SOBRE O CASO EM SI (OU SEJA, MINHA OPINIÃO SOBRE ELE), AÍ VAI UMA DICA SOBRE A FONTE DAS INFORMAÇÕES QUE TODOS NÓS USAREMOS PARA DISCUTIR...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 255, 51);"&gt;SOLICITO AO LEITOR QUE, ANTES DE QUALQUER COISA, ATENTE PARA ESTA IMAGEM ACIMA: OBSERVE COM ATENÇÃO ESTA CÓPIA DO SITE DA GLOBO ONDE O CASO É NOTICIADO. ESQUEÇAMOS O TEXTO, NA SOCIEDADE DA INFORMAÇÃO E DA LISERGIA ESTÚPIDA DAS IMAGENS QUE NOS BOMBARDEIAM...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 255, 51);"&gt;ROGO AO LEITOR QUE OBSERVE COM ATENÇÃO ESTA IMAGEM. É A PÁGINA DE UMA NOTÍCIÁRIO DA GLOBO, O G1.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; A NOTÍCIA: O CASO RAPOSA SERRA DO SOL. ESTE É UM CASO POLÊMICO... ENVOLVE TERRAS, DINHEIRO, MUUUUUUUUUUUUITO DINHEIRO, A HIPOCRISIA DA HISTORINHA DE SOBERANIA NACIONAL (QUE SEMPRE CONSISTIU EM OPRIMIR NEGROS E ÍNDIOS, NO CASO DO BRASIL), E, CLARO, MAIS DINHEIRO, MUITO DINHEIRO.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 255, 51);"&gt;QUEM SÃO OS ATORES?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 255, 51);"&gt; MAIS DE 2000 INDÍGENAS - SOBREVIVENTES DOS MASSACRES DAS ÚLTIMAS DÉCADAS E &lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 255, 51);"&gt;CINCO OU SEIS ARROZEIROS&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 255, 51);"&gt;. ESTES ÚLTIMOS SÃO ESTRANGEIROS, PORQUE &lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 255, 51);"&gt;SEUS PAIS E AVÓS&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 255, 51);"&gt; VIERAM  DA EUROPA. SÃO FORASTEIROS, PORQUE VÊM, TODOS, DO PARANÁ: NENHUM, &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;ABSOLUTAMENTE NENHUM DESSES GRANDES PRODUTORES QUE LUCRAM EM CIMA DA TERRA DOS OUTROS MEDIANTE A EXPLORAÇÃO DO TRABALHO ALHEIO, NENHUM DELE É DE RORAIMA&lt;/span&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 255, 51);"&gt;OS MACUXI SIM: NASCIDOS E CRIADOS NAS TERRAS EM QUE CRIARAM E PRODUZIRAM COM SEUS PRÓPRIOS BRAÇOS POR MAIS DE 1000 ANOS.&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 255, 51);"&gt; ESTÃO NO BRASIL ANTES DO BRASIL ESTAR NO BRASIL.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 255, 51);"&gt;UM DOS ARGUMENTOS EMPREGADOS CONTRA A DEMARCAÇÃO CONTÍNUA DAS TERRAS É QUE ISSO AGRIDIRIA A SOBERANIA NACIONAL. SOBERANIA NACIONAL?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 255, 51);"&gt;REFLETÍ, POIS, Ó AMADOS LEITORES! SE CONFERIR A POVOS BRASILEIROS O DIREITO A TEREM SUAS PRÓPRIAS TERRAS É UMA AMEAÇA À SOBERANIA NACIONAL, ENTÃO, POR QUÊ AS TERRAS SÃO EXPLORADAS POR ESTRANGEIROS, QUE PLANTAM EM LARGA ESCALA, DESMATANDO TODO O PAÍS (PREJUDICANDO O FUTURO DE TODO O PAÍS), PARA VENDER PARA OS MERCADOS DO EXTERIOR, USAM O ARGUMENTO DA SOBERANIA NACIONAL?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 255, 51);"&gt;A QUESTÃO É POLÊMICA E DELICADA, SEI-O, E MEU FITO NÃO É INFLAMAR NINGUÉM..&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 255, 51);"&gt;POR ISSO, PEÇO QUE ATENTEMOS À IMAGEM, QUE ATENHAMO-NOS À ELA: OBSERVE, CARO LEITOR, QUE, LOGO AO FINAL DE UMA REPORTAGEM SOBRE TERRAS INDÍGENAS E SUA DEMARCAÇÃO, HÁ UM "LINK PATROCINADO".&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 255, 51);"&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 204, 0);"&gt;PEÇO ENCARECIDAMENTE AO LEITOR QUE LEIA, (CASO O DESEJE), O QUE DIZ O LINK PATROCINANTE DA MATÉRIA SOBRE SOBERANIA NACIONAL E QUESTÃO FUNDIÁRIA.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 255, 51);"&gt;FURTO-ME, POR ORA, DE DIZER O QUE QUER QUE SEJA.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 255, 51);"&gt;AFINAL, COMO REZA O ADÁGIO: UMA IMAGEM VALE MAIS DO QUE MIL PALAVRAS, E, PELO QUE PARECE, UMA NOTA DE DOLLAR VALE MAIS DO QUE MIL BRASILEIROS, MIL HECTARES DE MATA AMAZÔNICA EM PÉ - POIS O LINK ANUNCIA, VEJAM BEM!, A VENDA DE RESERVA LEGAL...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 255, 51);"&gt;INFORMEM-SE, MEUS CAROS LEITORES, CASO SEJAM CURIOSOS E ALMEJEM O ESCLARECIMENTO, SOBRE O QUE É UMA RESERVA LEGAL, E REFLITAM SOBRE ISSO...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 255, 51);"&gt;MEU PAPEL, POR ORA, ENCERRA-SE AQUI.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 255, 51);"&gt;PELA ATENÇÃO, OBRIGADO.&lt;br /&gt;AGORA SIM, EIS O LINK PARA AS NOTÍCIAS (VERSÃO DE UM DOS MEIOS DE COMUNICAÇÃO):&lt;br /&gt;http://g1.globo.com/Noticias/Brasil/0,,MUL1048607-5598,00-APOS+SEIS+HORAS+LENDO+VOTO+MINISTRO+SE+DIZ+CONTRA+DEMARCACAO+CONTINUA.html&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/294771847804289284-8124749750055894140?l=beagle40.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://beagle40.blogspot.com/feeds/8124749750055894140/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=294771847804289284&amp;postID=8124749750055894140&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/294771847804289284/posts/default/8124749750055894140'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/294771847804289284/posts/default/8124749750055894140'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://beagle40.blogspot.com/2009/03/garrafada.html' title='GARRAFADA... (CLIQUE NA IMAGEM PARA AMPLIÁ-LA)'/><author><name>BRUNO WALTER CAPORRINO</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09035545029341697571</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_23aWuykTr4Q/SWbHHPRKpqI/AAAAAAAAAAo/ctxGZeCryHU/S220/Trindade+-+Outubro+2007+(7).JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_23aWuykTr4Q/ScGKNq38aoI/AAAAAAAAACo/a46SLajPllg/s72-c/CANALHAS+II.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-294771847804289284.post-1317812559082363944</id><published>2009-03-15T11:49:00.000-07:00</published><updated>2009-03-15T11:59:07.992-07:00</updated><title type='text'>GARRAFA # 28 - DESA-BAFO</title><content type='html'>&lt;span style="color: rgb(255, 255, 102);"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;(Trilha sonora &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 153, 0);"&gt;OBRIGATÓRIA&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 153, 0);"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 102);"&gt;:  The Rip, do grupo PORTISHEAD. Ouça em: http://app.radio.musica.uol.com.br/radiouol/cdcapa.php?artista=Portishead&amp;amp;album=Third&amp;amp;codcd=010288-0 ).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 204, 51);"&gt;Selvagem&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: arial;font-size:100%;" &gt;&lt;span style="color: rgb(255, 153, 0);"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 102);"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 255, 51);"&gt;Pelas calçadas de pedra portuguesa vasculha as cinzas,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 255, 51);"&gt;Perscruta as fendas, almeja brechas,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 255, 51);"&gt;Roga, de joelhos, por cigarros, atenção, quiçá comida.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 255, 51);"&gt;Mas todos os rostos morenos são empedernidos; nos peitos há pressa.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;*&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 255, 51);"&gt;Varre as ruas um vento atômico que a tudo resseca.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 255, 51);"&gt;O lixo acumulado à sarjeta,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 255, 51);"&gt;A solidão daqueles que se rejeita,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 255, 51);"&gt;Cedem à celeuma do coletivo que breca.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;*&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 255, 51);"&gt;Faminto, ele digere a saliva ácida&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 255, 51);"&gt;Que lhe corrói as entranhas - em terras&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 255, 51);"&gt;Em antanho tão plácidas.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;*&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 255, 51);"&gt;Não, ele não traz um cocar. E flauta&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 255, 51);"&gt;Foi deseducado a tocar. Roga por um prato de comida,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 255, 51);"&gt;Pois não tem mais frutas, e muito menos o pomar.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;*&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 153, 0);"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 102);"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 0);"&gt;BRUNO WALTER CAPORRINO&lt;br /&gt;CUIABÁ - MT&lt;br /&gt;13 DE MARÇO DE 2009&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 153, 0);"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 102);"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/294771847804289284-1317812559082363944?l=beagle40.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://beagle40.blogspot.com/feeds/1317812559082363944/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=294771847804289284&amp;postID=1317812559082363944&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/294771847804289284/posts/default/1317812559082363944'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/294771847804289284/posts/default/1317812559082363944'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://beagle40.blogspot.com/2009/03/garrafa-28-desa-bafo.html' title='GARRAFA # 28 - DESA-BAFO'/><author><name>BRUNO WALTER CAPORRINO</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09035545029341697571</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_23aWuykTr4Q/SWbHHPRKpqI/AAAAAAAAAAo/ctxGZeCryHU/S220/Trindade+-+Outubro+2007+(7).JPG'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-294771847804289284.post-2186699920013462425</id><published>2009-03-15T10:36:00.000-07:00</published><updated>2009-03-15T10:43:35.552-07:00</updated><title type='text'>GARRAFA # 26 - MEUS PRINCÍPIOS. O FIM DESTA VIAGEM</title><content type='html'>&lt;span style="color: rgb(255, 153, 0);"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;(Trilha engarrafada: Palladium, Karl Jenkins)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 255, 51);"&gt;"Chamais de sábio o homem que leu maior número de gramáticas ou de lógicas de Aristóteles ou outros autores, de forma que, ao se querer consultar um sábio dos vossos países, o único resultado que se obtém é uma obstinada fadiga e um servil trabalho de memória que habituam o homem à inércia, pois nãoencontra estímulo em penetrar no conhecimento das coisas e se contenta em possuir um acervo de palavras, aviltando a alma e fatigando-a sobre letras mortas. Tais sábios ignoram como todos os seres são governados pela causa primeira e quais as regras e hábitos da natureza e das nações (...). Além disso, é sabido que não conhece nenhuma ciência quem só foi instruído numa, tendo engenho tardo e desprezível todo aquele que, apto a uma única ciência, a possui, ainda assim, tomada de empréstimo aos livros".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Tommaso Campanella - A cidade do sol&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/294771847804289284-2186699920013462425?l=beagle40.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://beagle40.blogspot.com/feeds/2186699920013462425/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=294771847804289284&amp;postID=2186699920013462425&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/294771847804289284/posts/default/2186699920013462425'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/294771847804289284/posts/default/2186699920013462425'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://beagle40.blogspot.com/2009/03/garrafa-26-meus-principios-o-fim-desta.html' title='GARRAFA # 26 - MEUS PRINCÍPIOS. O FIM DESTA VIAGEM'/><author><name>BRUNO WALTER CAPORRINO</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09035545029341697571</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_23aWuykTr4Q/SWbHHPRKpqI/AAAAAAAAAAo/ctxGZeCryHU/S220/Trindade+-+Outubro+2007+(7).JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-294771847804289284.post-2762263588663054785</id><published>2009-03-12T13:45:00.000-07:00</published><updated>2009-03-12T13:58:38.399-07:00</updated><title type='text'>GARRAFA # 25 - NOTICIÁRIO</title><content type='html'>&lt;span style="color: rgb(255, 204, 204);"&gt;DA AGÊNCIA ESTADO&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;h1 style="color: rgb(255, 255, 51);"&gt;Príncipe Charles propõe financiamento para conservar florestas    &lt;/h1&gt;     &lt;!-- END HEADLINE --&gt;     &lt;div style="color: rgb(255, 255, 153);" id="ynmain"&gt;           &lt;!-- BEGIN STORY BODY --&gt;       &lt;div id="storybody"&gt;       &lt;div class="storyhdr"&gt;        &lt;p&gt; &lt;em class="timedate"&gt;Qui, 12 Mar, 01h58&lt;/em&gt; &lt;/p&gt;               &lt;/div&gt; &lt;p&gt;O príncipe Charles defendeu hoje, em discurso no Palácio Itamaraty, que a conservação das florestas tropicais, como a Amazônia, seja financiada com recursos obtidos com a venda de títulos que seriam garantidos pelos países desenvolvidos e seriam comprados por investidores, fundos de pensão e companhias de seguro. No pronunciamento, cujo título era "Menos de 100 meses para agir", o príncipe afirmou que o dinheiro seria dado, não emprestado, e seria o pagamento aos países tropicais pelos "serviços ecológicos" prestados pelas florestas ao mundo. "Como todos os contratos de negócios, o pagamento se daria com base em resultados", discursou o príncipe. "Quanto mais florestas fossem salvas, mais os países receberiam". &lt;/p&gt; &lt;p&gt;Segundo ele, esse seria um mecanismo ponte para criar fundos de emergência até que recursos significativos comecem a fluir do que afirmou esperar ser o resultado bem sucedido das negociações sobre mudança de clima marcadas para este ano em Copenhagen. O príncipe afirmou que a proposta elaborada por sua organização The Prince's Rain Forests Project parece estar recebendo boa acolhida em muitos setores, incluindo o Banco Mundial, Organizações Não-Governamentais (ONGs) internacionais e um número crescente de governos.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Pela proposta, os lucros da venda dos títulos seriam gastos ajudando os países tropicais a desenvolverem a economia. Os países desenvolvidos que garantiriam os títulos poderiam ser ressarcidos em 10 ou 15 anos através, por exemplo, da locação de receitas pelas emissões de carbono ou por meio de desenvolvimento verde, como por exemplo o uso de tecnologia de energia renovável, afirmou o príncipe. Charles cumprirá agenda à tarde no Rio de Janeiro.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 153, 102);"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;LANÇAR ÂNCORAS! (O BEAGLE ME CONTRATOU COMO ÂNCORA DO JORNAL)&lt;/span&gt; Assim como com a piada dos "créditos de carbono", eis que o capitalismo tenta sanar os problemas decorrentes de sua própria existência e exercício (e digo isso com a convicção de que ABSOLUTAMENTE TODOS os modos de produção, humanos ou não, socialistas ou não produzem efeitos positivos e negativos, variando apenas o grau com que isso se dá), enfim, assim como ocorre com os "créditos de carbono", que compensam com dinheiro os problemas do gerar-mais-dinheiro, esse tipo de prática capitaliza os recursos naturais.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 153, 102);"&gt;Capitalizar a conservação de uma natureza que é comprovadamente antropizada e antropomorfizada (autores que me apóiam, conheço muitos, já me adianto) me parece uma prática estagnante e um quase embargo econômico que, dentro das regras do capitalismo (oferta/procura), só faz com que, "intocados", esses recursos passem a valer bilhões de vezes mais ano a ano.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 153, 102);"&gt;De tudo isso ouso concluir, sem apocalismos, claro, que a Terceira Guerra mundial,  se ocorrer (e eu, além de esperar que não, trabalho ativamente para evitar isso), eclodirá por causa não da morte de um conde, príncipe, bispo ou barão: mas por causa das constantes ameaças de morte que todo o gênero humano vem sofrendo gradativamente mais e mais. A intenção do Príncipe é boa, claro, e, se bem conduzida, poderia estiular em escala industrial o fim da produção em escala industrial de agressões à "natureza" e, por conseguinte, à todo o gênero humano.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 153, 102);"&gt;Mas, brunianamente, não posso encerrar esta fala sem bater o copo sutilmente na mesa e afirmar: a intenção é boa, claro...&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 153, 102);"&gt;e de boa intenção, o inferno está cheio cheio!&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;       &lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/294771847804289284-2762263588663054785?l=beagle40.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://beagle40.blogspot.com/feeds/2762263588663054785/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=294771847804289284&amp;postID=2762263588663054785&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/294771847804289284/posts/default/2762263588663054785'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/294771847804289284/posts/default/2762263588663054785'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://beagle40.blogspot.com/2009/03/garrafa-25-noticiario.html' title='GARRAFA # 25 - NOTICIÁRIO'/><author><name>BRUNO WALTER CAPORRINO</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09035545029341697571</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_23aWuykTr4Q/SWbHHPRKpqI/AAAAAAAAAAo/ctxGZeCryHU/S220/Trindade+-+Outubro+2007+(7).JPG'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-294771847804289284.post-8295911059171189260</id><published>2009-03-08T11:46:00.000-07:00</published><updated>2009-03-08T12:17:21.680-07:00</updated><title type='text'>GARRAFA # 24 - CARTA AOS NÁUFRAGOS</title><content type='html'>&lt;span style="color: rgb(102, 255, 153);"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;(Trilha sonora engarrafada: Crossroads, de Bone Thugs N´Harmony).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 255);"&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 255, 255);"&gt;Lava a areia o contínuo fluir do mundo. Cristas brancas se chocam contra os calhaus, à moda dos anjos caídos que, com a alvura de suas túnicas nefelibáticas, descem, para pegar peixes com os bicos, fazendo espumoso espalhafato n´água esmeraldina do mar.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 255, 255);"&gt;Os coqueiros, envergados como sábios contemplantes do mar e de sua imensidão que são, projetam sua sobra rastafári na areia macia e cálida que lhe mitiga o sofrer mundano. O vento morno, mas não bochornoso, acaricia-lhe os cabelos  já crescidos, que ele cortaria de bom grado caso conseguisse deixar a ilha abandonada à Natureza, em que se encontra ilhado.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 255, 255);"&gt;As mãos às costas, ele vaga pela praia a divisar o horizonte que tragaria qualquer nau que ousasse transpor os muros submarinos, corais dramáticos de sua ópera, construídos pelo calcário acumulado por ele, ele mesmo! Construíra armadilhas: muralhas de isolamento, corais onde meduzas e anêmonas acumulam-se a filtrar o amargor da vida, clareando a água, salientando-lhe a areia que decanta-se plácida, nas praias.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 255, 255);"&gt;Sozinho!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 255, 255);"&gt;Sonhara com casas de vigia ferroviario na Sibéria, um barco a subir o Don. Vislumbrara, como Górki, a cozinha dum navio, a cruzar atlânticas cidades submersas pela memória, cujos destroços, vez por outra, a maré trás, do incônscio fundo do mar, para as praias de sua memória, onde toma dolorosa consciência de si mesmo, e da desdita que, qual uma praga, arquitetara contra si próprio.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 255, 255);"&gt;Deixara de contar os grãos de areia, e de coletar conchas. Deixara de contar estrelas, e de envolver seus desagrados, corpos estranhos, em uma madrepérola que lhe destruía os rins, que lhe azedava o viver.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 255, 255);"&gt;Era, pois, hora de deixar a caverna: olhar para o mundo, que insistia em adentrar pela porta. Era hora de esperar com sinceridade, e com profundidade, pelo primeiro navio que pudesse divisar no horizonte. Porque este seria o navio certo: pois era a hora certa de esperar por ele, e a hora certa dele aparecer.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 255, 255);"&gt;Era hora de deixar a ilha. Atirou-se ao mar, com medo, um medo absurdo, de que alguma meduza o ferisse como as vagas cruéis que tantas e tantas pedras duríssimas devorara, moendo, transformando em passado, na areia do tempo, na ampulheta natural da vida. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 255, 255);"&gt;Mergulhou.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 255, 255);"&gt;Destroços!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 255, 255);"&gt;Vigas de antigas naus.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 255, 255);"&gt;Cacos de cerâmica a mais exótica.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 255, 255);"&gt;Areia: cadáveres minerais de seres de calcário, filtradores ociosos das impurezas da vida que o levaram a cometer o ato-falho de naufragar naquela ilha deserta, ignorando os corais - ignorando o cantar doce e blandicioso da vida.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 255, 255);"&gt;Atirou-se ao mar. Deixou a ilha, o isolamento para trás, e deicidiu-se convictamente a amassar o barro da vida.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 255, 255);"&gt;Ela o puxou para si:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 255, 255);"&gt;---- Gato, pára! Vamos sair, já está tarde! Minha mãe deve estar nos esperando para almoçar!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 255, 255);"&gt;Era feriado: dia da independência. O Atlântico quebrava nas areias brancas de uma ilha projetada Atlântico adentro, mas suficientemente próxima à costa e à Muralha da Serra do Mar. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 255, 255);"&gt;Guarujá.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 255, 255);"&gt;Trazando-a pela mão, propôs-lhe ainda mais uma olhada para o mar. Conchas surgiram por entre a espuma da última e eternamente única onda que quebrara. Beijaram-se, congregando todo o amor do mundo com a sinceridade de duas crianças que lambuzam-se de chocolate na tabacaria dalguma esquina de Lisboa.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 255, 255);"&gt;A viagem anterior findara? Fincaria ele âncoras neste plácido Porto?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 255, 255);"&gt;Firmou-as.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 255, 255);"&gt;E descobriu que este porto, esta Ilha Desconhecida, que tantas e tantas vezes buscara, e que era o real sentido de seu viajar, era, por excelência, a mais bela das viagens. Viajar é preciso: viver não é preciso! Ensinou-me isto a poesia dum Camões? Confesso que já o sabia, e que o havia aprendido com as borboletas brancas que poisam na grama de meu jardim, a despertar os instintos caçadores de meus quatro gatos, no quintal ensolarado de minha pensãozinha burguesa onde todos, e tudo, é fineza e educação.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 255);"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/294771847804289284-8295911059171189260?l=beagle40.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://beagle40.blogspot.com/feeds/8295911059171189260/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=294771847804289284&amp;postID=8295911059171189260&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/294771847804289284/posts/default/8295911059171189260'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/294771847804289284/posts/default/8295911059171189260'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://beagle40.blogspot.com/2009/03/garrafa-24-carta-aos-naufragos.html' title='GARRAFA # 24 - CARTA AOS NÁUFRAGOS'/><author><name>BRUNO WALTER CAPORRINO</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09035545029341697571</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_23aWuykTr4Q/SWbHHPRKpqI/AAAAAAAAAAo/ctxGZeCryHU/S220/Trindade+-+Outubro+2007+(7).JPG'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-294771847804289284.post-4913472925195201538</id><published>2009-03-04T19:33:00.001-08:00</published><updated>2009-03-04T19:36:43.271-08:00</updated><title type='text'>GARRAFA # 23 - RIR É A MELHOR DOENÇA</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_23aWuykTr4Q/Sa9IrV_AToI/AAAAAAAAACY/3qJcUBlbFWE/s1600-h/tira103.gif"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 88px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_23aWuykTr4Q/Sa9IrV_AToI/AAAAAAAAACY/3qJcUBlbFWE/s320/tira103.gif" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5309542395166084738" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_23aWuykTr4Q/Sa9IhxdfD0I/AAAAAAAAACQ/gtJU_ay9Uvc/s1600-h/AD%C3%83O.gif"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 122px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_23aWuykTr4Q/Sa9IhxdfD0I/AAAAAAAAACQ/gtJU_ay9Uvc/s320/AD%C3%83O.gif" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5309542230742994754" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_23aWuykTr4Q/Sa9IN695NyI/AAAAAAAAACI/T_3HAR5LMRc/s1600-h/muerte01.jpg"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/294771847804289284-4913472925195201538?l=beagle40.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://beagle40.blogspot.com/feeds/4913472925195201538/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=294771847804289284&amp;postID=4913472925195201538&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/294771847804289284/posts/default/4913472925195201538'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/294771847804289284/posts/default/4913472925195201538'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://beagle40.blogspot.com/2009/03/garrafa-23-poetico.html' title='GARRAFA # 23 - RIR É A MELHOR DOENÇA'/><author><name>BRUNO WALTER CAPORRINO</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09035545029341697571</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_23aWuykTr4Q/SWbHHPRKpqI/AAAAAAAAAAo/ctxGZeCryHU/S220/Trindade+-+Outubro+2007+(7).JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_23aWuykTr4Q/Sa9IrV_AToI/AAAAAAAAACY/3qJcUBlbFWE/s72-c/tira103.gif' height='72' width='72'/><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-294771847804289284.post-8091435213118807672</id><published>2009-03-04T18:46:00.000-08:00</published><updated>2009-03-04T18:48:07.455-08:00</updated><title type='text'>GARRAFA # 22 - HUMOR NÃO É DEBOCHE... É CRÍTICA.</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_23aWuykTr4Q/Sa89WbsMXkI/AAAAAAAAACA/HtGQLHx72Zg/s1600-h/d%C3%B3i.gif"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 118px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_23aWuykTr4Q/Sa89WbsMXkI/AAAAAAAAACA/HtGQLHx72Zg/s320/d%C3%B3i.gif" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5309529941292637762" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/294771847804289284-8091435213118807672?l=beagle40.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://beagle40.blogspot.com/feeds/8091435213118807672/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=294771847804289284&amp;postID=8091435213118807672&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/294771847804289284/posts/default/8091435213118807672'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/294771847804289284/posts/default/8091435213118807672'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://beagle40.blogspot.com/2009/03/garrafa-22-humor-nao-e-deboche-e.html' title='GARRAFA # 22 - HUMOR NÃO É DEBOCHE... É CRÍTICA.'/><author><name>BRUNO WALTER CAPORRINO</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09035545029341697571</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_23aWuykTr4Q/SWbHHPRKpqI/AAAAAAAAAAo/ctxGZeCryHU/S220/Trindade+-+Outubro+2007+(7).JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_23aWuykTr4Q/Sa89WbsMXkI/AAAAAAAAACA/HtGQLHx72Zg/s72-c/d%C3%B3i.gif' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-294771847804289284.post-1792085746302041976</id><published>2009-03-02T18:27:00.000-08:00</published><updated>2009-03-02T18:28:22.730-08:00</updated><title type='text'>GARRAFA # 18 - GOSTEI DESSE VINHO... VOU REPETIR.</title><content type='html'>&lt;span style="color: rgb(51, 255, 51);"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;(Trilha engarrafada: when the drem came, I held my breath with my eyes closed - Neil Young)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 204, 0);"&gt;O odor mágico de flores as mais diversas e luxuriantes, de bromélias a damas da noite, inebria o espírito, elevado às alturas pela massa aparentemente incólume de água pura que, tímida diante de tanta beleza, enrubesce.&lt;br /&gt;Nuvens de água a mais pura.&lt;br /&gt;H2O em abundância, alertam para o perigo que sua cobiça engendra: nuvens em forma de cogumelo, no século XXI, e a próxima guerra seria batalhada com machados de pedra.&lt;br /&gt;O látego rutilante do sol tropical repousa, a pairar no berço esplêndido das nuvens em que se deita, a dormir, esse gigante pela própria natureza, belo e impávido colosso, cuja grandeza não espanta parasitos. Tal e qual os grande jacarés que, enormes, não se deixam incomodar sequer pelas miríade de aves que repoisa sobre seu costado horrorizante.&lt;br /&gt;Uma menininha mágica perguntou-me se por acá havia grilos e lagartixas.&lt;br /&gt;De dentro de minha &lt;span style="font-style: italic;"&gt;hak&lt;/span&gt; (habitação indígena tradicional, coberta com folhas de palmeira, mas elevada por palafitas, numa adaptação do estilo regional), ouço a vozinha de Jaira, que, do alto de seus dois aninhos, esbanja sua sabedoria sobre as coisas do mundo, pelo páteo prateado por um luar de tirar o fôlego. As três marias se riem do cruzeiro do sul, que tenta, debalde, apontar a esta gente a cruz que não lhes pertence, e que insistiu por séculos em convencê-los a carregar nos ombros!&lt;br /&gt;Jaira canta, sozinha, em sua rede de fibras vegetais ressequidas, ao passo em que uma brisa aconchegante afasta o calor, e anuncia a diária chuva torrencial noturna, acariciando a folhagem blandiciosamente, como que a prepará-la para o nutriente que anuncia a seus estômatos ávidos.&lt;br /&gt;Jaira murmura, em Katukina, cantigas de ninar, para sua boneca de espiga d emilho.&lt;br /&gt;Sua rede, pequenina, baloiça, tal qual as briófitas, que do alto dos homéricos e colossais jacarandás, observam os pés de andiroba que resplnadecem ao luar.&lt;br /&gt;E essa menina mágica perguntou-me, ali, à luz de velas, se havia grilos e gafanhotos por aqui onde estou, longe, mas cada vez mais perto dela.&lt;br /&gt;Abri mais ainda as páginas do caderninho: ouve? Uma sinfonia luxuriante de grilos, aos trilhões, e de todos os milhões de tipos, tamanhos, core se formas, é orquestrada por sapos-martelo, que cantam à beira do plácido lago.&lt;br /&gt;Um relâmpago corta o céu em megawatts incalculáveis, assim como são incalculáveis as estrelas, e os grilos! Quarks, pentaquarks, neutros e eletrons bailam, entrelaçam-se, fundem-se, brigam, separam-se, atraem-se. Sua dança mágica reflete-se nas criaturas e entes que deles são constituídos.&lt;br /&gt;E as estrelas, o anel lácteo de poeira estelar, que vislumbro impressionado, anunciam-me que esta galáxia pode não passar de um átomo.&lt;br /&gt;Grilos, grilos, grilos e mais grilos!&lt;br /&gt;Se os há, menininha? Só os há! Reinam, deliciosos, na mata densa, que preenchem toda com sua folia eufônica!&lt;br /&gt;Uma lagartixa desvia seu caminho de dentro das palhas do meu telhado, e cai sobre o meu balde de água tratada. Ao retirá-la com um graveto - pobrezinha! - deparo-me com uma bela e exuberante salamandra, peçonhenta, multicolorida no seu refletir o mundo à sua moda!&lt;br /&gt;Afasto-me do chicotear ameaçador e belíssimo de sua língua bi-partida, e espero que não perfure meu mosquiteiro.&lt;br /&gt;Retomo o caderno!&lt;br /&gt;Sim, Menininha Mágica!&lt;br /&gt;Grilos, lagartixas, lagartixinhas e calanguinhos os há aos trilhões!&lt;br /&gt;Mol!!!!&lt;br /&gt;Jaira tem seu canto interrompido por um trovão.&lt;br /&gt;As gotas abatem-se em bátegas sobre a palha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em Jutaí, os postes de luz - escassos - são locais impossíveis.&lt;br /&gt;É verdadeiramente impossível ficar sob seu halo, cujos feixes são cortados a todo instante por uma chusma alucionante de insetos.&lt;br /&gt;Apaixonado, deixo-me ficar sob o halo, com a mão aberta: e, como que a propósito, um enorme grilo poisa sobre a palma de minha mão!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São grilos!!! Cinzentos, esverdeados, e marrons!!!&lt;br /&gt;Grilos de todoas os tamanhos e cores!&lt;br /&gt;Para Darwin e Russel Wallace não botarem defeito!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um deles acaba de poisar sob o teclado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Retiro-o cuidadosamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cada um deles, cada um desses zilhões de seres evoluídos, selecionados e perfeitos, tem um DNA único, exclusivo, que3 nunca houve na história do universo, e que nunca mais se repetirá. Isso os torna, a cada um deles, mais raro e único do que todos os diamantes e pepitas de ouro do mundo!&lt;br /&gt;Seu balé mágico é um anúncio de que, entre cada um dos átomos do mundo, cada um deles, há eletros pululantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como as borboletas amarelas, cujo ping-ponguear pelos tocos flutuantes e as praias é um balé estarrecedor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Grilos!!!&lt;br /&gt;Uma nuvem!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Retiro cuidadosamenten o grilo do teclado: como todos os seres vivos, ele é único, sente dor, fome, tem desejos e anseios. Conta a história de seus pais, netos, e irmãos. Conta a história do mundo! Conta a história da Vida neste planeta, e, por isso, da minha família: assim percebeu Russel Wallace, que esteve por cá, por três anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Grilos, lagartos, e lagartixas!&lt;br /&gt;No porto em que eu tomava banho, havia jacarés!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O vento da voadeira, aliado ao olor exuberante de flores exalado pelo acasalamento do rio com a Hiléia, faz com que eu feche os olhos, inspire fundo, e viva o sonho. Somos os que sentimos!&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/294771847804289284-1792085746302041976?l=beagle40.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://beagle40.blogspot.com/feeds/1792085746302041976/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=294771847804289284&amp;postID=1792085746302041976&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/294771847804289284/posts/default/1792085746302041976'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/294771847804289284/posts/default/1792085746302041976'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://beagle40.blogspot.com/2009/03/garrafa-18-gostei-desse-vinho-vou.html' title='GARRAFA # 18 - GOSTEI DESSE VINHO... VOU REPETIR.'/><author><name>BRUNO WALTER CAPORRINO</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09035545029341697571</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_23aWuykTr4Q/SWbHHPRKpqI/AAAAAAAAAAo/ctxGZeCryHU/S220/Trindade+-+Outubro+2007+(7).JPG'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-294771847804289284.post-8460041163661676375</id><published>2009-03-02T18:06:00.000-08:00</published><updated>2009-03-02T18:09:39.514-08:00</updated><title type='text'>GARRAFA # 21 - VIAJAR! PERDER PAÍSES!</title><content type='html'>&lt;span style="color: rgb(255, 255, 0);"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;(Trilha engarrafada: Mess Around - Ray Charles)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 255, 51);"&gt;Esse foi recomendação de minha amiga Olga Fabergé:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 204, 0);"&gt;Fernando Pessoa - Viajar! Perder países!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 204, 0);"&gt;Viajar! Perder países!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 204, 0);"&gt;Ser outro constantemente,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 204, 0);"&gt;Por a alma não ter raízes&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 204, 0);"&gt;De viver de ver somente!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 204, 0);"&gt;Não pertencer nem a mim!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 204, 0);"&gt;Ir em frente, ir a seguir&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 204, 0);"&gt;A ausência de ter um fim,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 204, 0);"&gt;E a ânsia de o conseguir!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 204, 0);"&gt;Viajar assim é viagem.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 204, 0);"&gt;Mas faço-o sem ter de meu&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 204, 0);"&gt;Mais que o sonho da passagem.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 204, 0);"&gt;O resto é só terra e céu.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/294771847804289284-8460041163661676375?l=beagle40.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://beagle40.blogspot.com/feeds/8460041163661676375/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=294771847804289284&amp;postID=8460041163661676375&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/294771847804289284/posts/default/8460041163661676375'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/294771847804289284/posts/default/8460041163661676375'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://beagle40.blogspot.com/2009/03/garrafa-21-viajar-perder-paises.html' title='GARRAFA # 21 - VIAJAR! PERDER PAÍSES!'/><author><name>BRUNO WALTER CAPORRINO</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09035545029341697571</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_23aWuykTr4Q/SWbHHPRKpqI/AAAAAAAAAAo/ctxGZeCryHU/S220/Trindade+-+Outubro+2007+(7).JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-294771847804289284.post-7218418458398908808</id><published>2009-02-27T07:34:00.000-08:00</published><updated>2009-02-27T20:31:48.247-08:00</updated><title type='text'>GARRAFA # 20 - SAL GROSSO</title><content type='html'>&lt;span style="color: rgb(51, 255, 51);"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Trilha engarrafada - esta é OBRIGATÓRIA&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 51);"&gt;NOTHING ELSE MATTERS - METALLICA&lt;br /&gt;http://b.radio.musica.uol.com.br/radio/index.php?ad=on&amp;amp;ref=Musica&amp;amp;busca=nothing+else+matters&amp;amp;param1=homebusca&amp;amp;q=nothing+else+matters&amp;amp;check=musica&amp;amp;x=0&amp;amp;y=0&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 255, 255);"&gt;So close, no matter how far  &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 255, 255);"&gt;Couldn't be much more from the heart  &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 255, 255);"&gt;Forever trusting who we are  &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 255, 255);"&gt;and nothing else matters  &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 255, 255);"&gt;Never opened myself this way  &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 255, 255);"&gt;Life is ours, we live it our way  &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 255, 255);"&gt;All these words I don't just say  &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 255, 255);"&gt;and nothing else matters  &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 255, 255);"&gt;Trust I seek and I find in you  &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 255, 255);"&gt;Every day for us something new  &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 255, 255);"&gt;Open mind for a different view  &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 255, 255);"&gt;and nothing else matters  &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 255, 255);"&gt;never cared for what they do  &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 255, 255);"&gt;never cared for what they know  &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 255, 255);"&gt;but I know  &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 255, 255);"&gt;So close, no matter how far  &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 255, 255);"&gt;Couldn't be much more from the heart  &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 255, 255);"&gt;Forever trusting who we are  &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 255, 255);"&gt;and nothing else matters  &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 255, 255);"&gt;never cared for what they do  &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 255, 255);"&gt;never cared for what they know  &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 255, 255);"&gt;but I know  &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 255, 255);"&gt;Never opened myself this way  &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 255, 255);"&gt;Life is ours, we live it our way  &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 255, 255);"&gt;All these words I don't just say  &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 255, 255);"&gt;Trust I seek and I find in you  &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 255, 255);"&gt;Every day for us, something new  &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 255, 255);"&gt;Open mind for a different view  &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 255, 255);"&gt;and nothing else matters  &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 255, 255);"&gt;never cared for what they say  &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 255, 255);"&gt;never cared for games they play  &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 255, 255);"&gt;never cared for what they do  &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 255, 255);"&gt;never cared for what they know  &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 255, 255);"&gt;and I know  &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 255, 255);"&gt;So close, no matter how far  &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 255, 255);"&gt;Couldn't be much more from the heart  &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 255, 255);"&gt;Forever trusting who we are  &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 255, 255);"&gt;No, nothing else matters  &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 255, 51);"&gt;A tradução:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 255, 51);"&gt;Nada Mais Importa&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 255, 51);"&gt; Tão perto, não importa o quão distante&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 255, 51);"&gt; Não poderia vir mais do coração&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 255, 51);"&gt; Para sempre confiando em quem nós somos&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 255, 51);"&gt; E nada mais importa&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 255, 51);"&gt; Nunca me abri desta forma&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 255, 51);"&gt; A vida é nossa, vivemos do nosso jeito&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 255, 51);"&gt; Todas essas palavras, não apenas as digo&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 255, 51);"&gt; E nada mais importa&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 255, 51);"&gt; Confiança eu procuro e a encontro em você&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 255, 51);"&gt; Todo dia algo novo para nós&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 255, 51);"&gt; Mente aberta para uma visão diferente&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 255, 51);"&gt; E nada mais importa&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 255, 51);"&gt; Nunca me importei com o que eles fazem&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 255, 51);"&gt; Nunca me importei com o que sabem&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 255, 51);"&gt; Mas eu sei&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 255, 51);"&gt; Tão perto, não importa o quão distante&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 255, 51);"&gt; Não poderia vir mais do coração&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 255, 51);"&gt; Para sempre confiando em quem nós somos&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 255, 51);"&gt; E nada mais importa&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 255, 51);"&gt; Nunca me importei com o que eles fazem&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 255, 51);"&gt; Nunca me importei com o que sabem&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 255, 51);"&gt; Mas eu sei&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 255, 51);"&gt; Nunca me abri desta forma&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 255, 51);"&gt; A vida é nossa, vivemos do nosso jeito&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 255, 51);"&gt; Todas essas palavras, não apenas as digo&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 255, 51);"&gt; E nada mais importa&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 255, 51);"&gt; Confiança eu procuro e a encontro em você&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 255, 51);"&gt; Todo dia algo novo para nós&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 255, 51);"&gt; Mente aberta para uma visão diferente&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 255, 51);"&gt; E nada mais importa&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 255, 51);"&gt; Nunca me importei com o que eles dizem&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 255, 51);"&gt; Nunca me importei com os jogos que fazem&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 255, 51);"&gt; Nunca me importei com o que fazem&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 255, 51);"&gt; Nunca me importei com o sabem&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 255, 51);"&gt; E eu sei, sim!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 255, 51);"&gt; Tão perto, não importa o quão distante&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 255, 51);"&gt; Não poderia vir mais do coração&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 255, 51);"&gt; Para sempre confiando em quem nós somos&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 255, 51);"&gt; E nada mais importa&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/294771847804289284-7218418458398908808?l=beagle40.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://beagle40.blogspot.com/feeds/7218418458398908808/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=294771847804289284&amp;postID=7218418458398908808&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/294771847804289284/posts/default/7218418458398908808'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/294771847804289284/posts/default/7218418458398908808'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://beagle40.blogspot.com/2009/02/garrafa-20-sal-grosso-vade-retrum.html' title='GARRAFA # 20 - SAL GROSSO'/><author><name>BRUNO WALTER CAPORRINO</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09035545029341697571</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_23aWuykTr4Q/SWbHHPRKpqI/AAAAAAAAAAo/ctxGZeCryHU/S220/Trindade+-+Outubro+2007+(7).JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-294771847804289284.post-4350110785078801838</id><published>2009-02-15T14:06:00.000-08:00</published><updated>2009-02-15T18:15:16.905-08:00</updated><title type='text'>GARRAFA # 19 - ANTROPOFAGIA CANINA</title><content type='html'>&lt;span style="color: rgb(51, 255, 51);"&gt;Muitos boatos tem sido "revelados" acerca deste caso e, como por cá estou, em contato íntimo com a Funai, com a Amazônia, e com o povo Katukina (que não são nem Kanamari nem Kulina - cujo nome verdadeiro é Madija).&lt;br /&gt;Os índios Kulina (Madija - pronuncia-se Madihá) encontram-se no Alto Solimões, próximos à fronteira com o Acre, e tem sido acusados de praticar canibalismo com um jovem que reconhecidamente assassinaram no dia 02 deste mês.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;GOSTARIA DE DEIXAR BEM CLARO QUE MINHA INTENÇÃO AQUI É ESCLARECER, E, QUIÇÁ, EXPLICAR OS PROCESSOS, E QUE É FILOSOFIA MINHA QUE EXPLICAR É COMPLETAMENTE DIFERENTE DE JUSTIFICAR.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Essa matéria publicada em 10 de fevereiro na Folha OnLine auxiliará o leitor a saber do que tratarei nesta garrafa:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;h1 style="color: rgb(255, 255, 0); font-style: italic;"&gt;Índios são acusados de comer jovem no Amazonas em ritual canibal&lt;/h1&gt;&lt;p style="color: rgb(255, 255, 0); font-style: italic;"&gt; Índios da etnia Kulina são suspeitos de esquartejar e comer os restos de um jovem em um ritual de canibalismo na cidade de Envira (AM), próxima à divisa com o Acre. Em entrevista à rede de TV CNN, o policial Maronilton da Silva Clementino afirmou que ao menos quatro índios estão foragidos. &lt;/p&gt;  &lt;p style="color: rgb(255, 255, 0); font-style: italic;"&gt;A vítima foi identificada como Océlio Alves de Carvalho, 19, morto na semana passada. De acordo com a CNN, os quatro índios fugiram após passarem algumas horas detidos. Pela lei, a polícia não pode entrar na tribo para investigar o caso. &lt;/p&gt;  &lt;p style="color: rgb(255, 255, 0); font-style: italic;"&gt;Clementino afirmou que a vítima, que conhecia a tribo, havia sido convidado para visitar a aldeia indígena na sexta-feira (6) passada. "Eles [o jovem e os índios] se conheciam e às vezes eles se ajudavam. Os índios o convidaram para a reserva na sexta-feira e ele [Océlio Carvalho] não foi mais visto." &lt;/p&gt;  &lt;p style="color: rgb(255, 255, 0); font-style: italic;"&gt;"A família decidiu entrar na reserva para procurar o jovem e encontrou o corpo dele esquartejado e a cabeça pendurada em uma árvore", contou o policial. &lt;/p&gt;  &lt;p style="color: rgb(255, 255, 0); font-style: italic;"&gt; &lt;b&gt;Ritual&lt;/b&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p style="color: rgb(255, 255, 0); font-style: italic;"&gt; A polícia informou que membros da tribo afirmaram que os envolvidos na morte do jovem se gabavam de ter comido órgãos humanos. &lt;/p&gt;  &lt;p style="color: rgb(255, 255, 0); font-style: italic;"&gt;Os moradores de Envira responsabilizaram a Funai (Fundação Nacional do Índio) por permitir que esse tipo de crime ocorresse. De acordo com Clementino, a família se disse "frustrada com a lei no Brasil, que protege os índios, mas não ajudam a proteger quem vive perto de aldeias". &lt;/p&gt;  &lt;p style="color: rgb(255, 255, 0); font-style: italic;"&gt;Três dias após o desaparecimento do jovem, membros da Funai ainda não chegaram à cidade. A jornais locais, a fundação declarou que ainda não chegou a Envira devido ao difícil acesso à cidade, só permitido por barco ou helicóptero. &lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 0);"&gt;A etnia Kulina é um grupo isolado que vive nas margens dos rios Juruá e Purus, no Acre. Estima-se que ao menos 2.500 membros da etnia vivam na região.&lt;/span&gt; &lt;/p&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 255, 51);"&gt;Esses povos convivem esparsamente com os Katukina que, por terem suas terras demarcadas desde 1998, vivem em absoluta paz, longe de tráfico de drogas, garimpos e outros problemas dessa ordem.&lt;br /&gt;Portanto, apenas para esclarecer:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1) Kulinas/Madija não são Katukina - povo com o qual, para o qual estou trabalhando e com quem estou morando e convivendo muito intensamente. Os Madija são um povo originalmente muito enfático no uso de feitiços e magia, e que encontrava na vendeta uma válvula de controle social e de produção da identidade mediante a ênfase na alteridade do inimigo. Não há evidência ALGUMA  de que a antropofagia (que é SEMPRE RITUAL, quando ocorre, o que torna o termo "antropofagia ritual um pleonasmo crasso) tenha constituído prática entre este povo. O que há é evidências históricas e antropológicas de que a vendeta constitui sim uma praxis norteadora da cosmologia Madija, enquanto esta estava intaqcta, mas cabe enaltecer que o contato com o branco foi essencialmente destruidor de sua cosmologia e de seu modo de produção.&lt;br /&gt;A vendeta, que, quando existe, via de regra, é a marca da temporalidade, da identidade (função da alteridade) faz, em média uma vítima por década, quando muito, tal qual se dá entre os extintos Tupinambá, tão bem estudados por Florestan Fernandes em seu clássico sobre eles.&lt;br /&gt;Vale enaltecer que, como sói ocorrer, a repórter do Fantástico deste domingo apenas reiterou a ignorância que norteia a seleção dos jornalistas desta emissora: o canibalismo Tupinambá, por exemplo, caracteriza-se não pela assimilação pela fagia, das características do inimigo, mas, isso sim, pela determinação da identidade do predador mediante mesmo a assunção de sua presa, o inimigo, num jogo identitário que encontrava na divisão do corpo da "vítima" o exercício de toda a estrutura social.&lt;br /&gt;NA AMAZÔNIA, AO CONTRÁRIO DO QUE DISSE O INDIGENISTA SIDNEY POSSUELO NA REPORTAGEM, NÃO HÁ REGISTROS DE ANTROPOFAGIA, MAS SIM DE VENDETA, QUE, MEDIANTE O CONTATO, GANHA OUTRAS FEIÇÕES.&lt;br /&gt;O povo Madija, como todos os povos indígenas, foi muito maltratado por "marreteiros", que os faziam escravos, e que se aproveitavam de sua constituição física frágil (para a assimilação e quebra do álcool, o que é cientificamente comprovado) para embebedá-los.&lt;br /&gt;A era da borracha, muito abundante na região do Purus - a má qualidade da seringa que há nas terras Katukina foi o que os salvou - terminou por minar suas estruturas sociais, culturais, filosóficas e econômicas.&lt;br /&gt;Passaram, então, por uma dissolução de seu mundo, que provocou alguns surtos messiânicos. Imaginem se um povo estrangeiro, militarmente mais forte que você, te domina, embebeda e diz que seu modo de vida é primitivo e infeciciente, exercendo superioridade bélica e técina com o fito de te convencer disso.&lt;br /&gt;Daí nascem os messias, tal qual Cristo.&lt;br /&gt;O povo madija passou, portanto, a desempenhar o papel de mão de obra escrava, e suas engrenagens sociais foram emperradas, de forma que deixaram de ser "índios", mas não foram assimilados pelo mundo dos brancos. Eis a síntese do contato destruidor do branco/capitalista com esses povos; processo que meu trabalho tem como escopo máximo evitar, profilaticamente, com o povo Katukina, cuja terra encontra-se no Médio Solimões, num seu tributário indireto, o Rio Biá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2) As notícias divulgadas sobre o povo Madija foram por esta linha:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(102, 204, 204); font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;Tráfico alicia várias etnias indígenas no Brasil&lt;/span&gt;&lt;!--fim do titulo--&gt;   &lt;div class="autor" style="padding: 5px 0pt 0pt 0px; color: rgb(102, 204, 204);" id="noticia_palavras"&gt;&lt;i style="font-style: italic;"&gt; ONGs denunciam esquema em aldeias da fronteira do Brasil com Bolívia, Colômbia e Peru. Índios são viciados e corrompidos para vender drogas nas cidades&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;i style="font-style: italic;"&gt;&lt;u&gt; Leonel Rocha   -  Correio Braziliense&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/u&gt;&lt;/i&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Brasília – Os traficantes internacionais de cocaína que atuam nas áreas das fronteiras do Brasil com a Bolívia, o Peru e a Colômbia estão pressionando para que os indígenas brasileiros que vivem nas aldeias dessas regiões trabalhem como “mulas” para trazer a droga aos centros consumidores. O fenômeno foi identificado por organizações não-governamentais que trabalham com índios de várias etnias na Amazônia Legal. Os traficantes estrangeiros atuam em várias frentes, desde a região conhecida como Cabeça do Cachorro, em Roraima, até a fronteira do Brasil com o Paraguai, no Mato Grosso do Sul.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Desde quarta-feira da semana passada, a polícia do Amazonas investiga a suspeita de que um grupo de jovens da etnia Culina, localizada no município de Envira, no Oeste do Amazonas, tenha matado um rapaz branco que vivia nas proximidades da aldeia e comido partes do corpo da vítima. Os policiais tentam confirmar se o assassinato, com sinais de canibalismo, possa ter sido provocado pelo efeito da mistura de álcool com o consumo de crack, uma droga elaborada com restos da pasta da cocaína. A região onde o crime ocorreu fica próxima à fronteira do Brasil com a Bolívia e o Peru.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Dirigentes da ONG Operação Amazônia Nativa (Opan), entidade que presta assistência técnica aos índios de várias etnias na área de agricultura há mais de 20 anos, perceberam a pressão dos traficantes sobre os índios há mais de cinco anos. “Os traficantes começam aliciando os indígenas mais jovens, oferecendo dinheiro para que tenham acesso a produtos das cidades. Depois, passam a corrompê-los com a oferta de dinheiro”, relata Ivar Busatto, coordenador da Opan. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong style="font-style: italic;"&gt;Cocaína&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;No ano passado, o então administrador regional da Fundação Nacional do Índio (Funai) em Tabatinga, no Amazonas, David Felix Cecílio, denunciou que os ticunas estavam viciados em cocaína e álcool. Segundo ele, os indígenas estavam sendo aliciados para transportar drogas nas pequenas embarcações até as cidades mais próximas. Tabatinga faz parte da tríplice fronteira do Brasil, Colômbia e Peru e é considerada pela Polícia Federal um dos pontos mais vulneráveis da entrada de cocaína em território brasileiro.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Os médicos que atuam no atendimentos aos índios pela Fundação Nacional de Saúde (Funasa) não têm levantamento sobre o consumo de cocaína e outras drogas pelos indígenas. Mas muitos profissionais admitem que a droga e seus subprodutos também chegaram às aldeias, principalmente em regiões de fronteira. “O percentual dessas outras drogas ainda é muito pequeno entre os indígenas, mas tem efeito avassalador”, admite Zelic Trajber, coordenador da equipe multidisciplinar de saúde indígena da Funasa em Dourados, Mato Grosso do Sul.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 255, 51);"&gt;3) As fontes oficiais afirmam o que segue (informação na qual é preferível crer, mas deixo a cargo do  leitor a decisãO):&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--/DATA--&gt;&lt;!--HORA--&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;11/02/2009 - 05h07&lt;/span&gt;&lt;!--/HORA--&gt; &lt;h1 style="font-style: italic;"&gt; &lt;!--TITULO--&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Funai descarta ritual canibal em morte de jovem no Amazonas&lt;/span&gt;&lt;/h1&gt;&lt;div style="font-style: italic;" id="articleBy"&gt; &lt;p&gt; da &lt;b&gt;Folha Online&lt;/b&gt; &lt;/p&gt; &lt;/div&gt;  &lt;p style="font-style: italic;"&gt; A Funai (Fundação Nacional do Índio) descartou a prática de rituais de canibalismo entre índios da etnia Kulina residente em uma aldeia na cidade de Envira (Amazonas). Ao menos quatro membros da tribo foram acusados e matar e comer os restos de um jovem na cidade, próxima à divisa com o Acre, na semana passada. &lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;"&gt;Por meio de nota, a Funai afirma que não houve canibalismo na morte de Océlio Alves Carvalho, 21. O corpo do jovem foi encontrado próximo a um rio que passa pela cidade, junto de várias garrafas de bebidas alcoólicas. A Funai, contudo, não informou o que pode ter motivado o crime. &lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;"&gt; Segundo a entidade, "a vítima tinha convívio social com os indígenas e consumia bebidas alcoólicas dentro da aldeia". &lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;"&gt;O órgão informou que acompanha a investigação do caso para que os fatos sejam esclarecidos. "Os responsáveis poderão ser processados e julgados de acordo com a legislação vigente", informa a nota da Funai. Pela lei, os índios não podem ser levados a tribunais criminais. &lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;"&gt;Reportagem da rede de TV americana CNN noticiou nesta terça-feira (10) a morte do jovem "em ritual indígena de canibalismo". Correspondentes da CNN entrevistaram um policial de Envira, que confirmou a morte de Océlio Carvalho. &lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;"&gt; A Funai esclarece que o grupo indígena não é considerado isolado e mantém contato pacífico com não-índios.&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 255, 51);"&gt;Um último esclarecimento se faz, por conseguinte, necessário: discordo do protecionismo e da tutela que permeiam e fundamentam o estatuto do índio, uma vez que entendo que a tutela anula qualquer possibilidade de que o tutelado seja Homem, e, cerceando as vias para que cumpre suas obrigações, relega-lhes direitos que, portanto, perdem qualquer sentido. Penso, por conseguinte, que devem sim ser apurados os fatos, e punidos com justiça, os suspeitos.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 255, 51);"&gt;Outro fato que DEVE OBRIGATORIAMENTE SER CONSIDERADO, em minha opinião, é que todas as sociedades indígenas, sobretudo as amazônicas, encontram na caça uma rica fonte de alimentação. Do contato com o branco, assimilaram as espingardas, e os cães, domesticados mediante anos de contato com o Homem. Mas a noção indígena de "animal" é diferente, e os cães, por serem animais, são famélicos: os indígenas entendem, mormente, que por serem animais, devem correr atrás de seu próprio sustento. Isso faz deles ótimos caçadores e entre os Katukina, vi uma caçada a uma queixada (carne deliciosa, aliás) com cães, que a intocaram num buraco, de forma que foi morta a pauladas. Um dos cães, na caça, arrancou-lhe um pedaço de cerca de meio-quilo do flanco dianteiro.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 255, 51);"&gt;Foi isso o que eu deduzo que ocorreu com o corpo do jovem Océlio, assassinado - ato condenável - pelos Madija. O que houve foi, em verdade, CÃOnibalismo, se me é facultado o uso jocoso do termo para um assunto tão sério e polêmico.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;                         &lt;i style="font-style: italic;"&gt;                   &lt;u&gt;&lt;/u&gt;&lt;/i&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/294771847804289284-4350110785078801838?l=beagle40.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://beagle40.blogspot.com/feeds/4350110785078801838/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=294771847804289284&amp;postID=4350110785078801838&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/294771847804289284/posts/default/4350110785078801838'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/294771847804289284/posts/default/4350110785078801838'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://beagle40.blogspot.com/2009/02/garrafa-19-esclarecimentos.html' title='GARRAFA # 19 - ANTROPOFAGIA CANINA'/><author><name>BRUNO WALTER CAPORRINO</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09035545029341697571</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_23aWuykTr4Q/SWbHHPRKpqI/AAAAAAAAAAo/ctxGZeCryHU/S220/Trindade+-+Outubro+2007+(7).JPG'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-294771847804289284.post-892938784408938110</id><published>2009-02-14T18:38:00.001-08:00</published><updated>2009-02-15T13:49:56.859-08:00</updated><title type='text'>GARRAFA # 18 - NUVEM DE GRILOS</title><content type='html'>&lt;span style="color: rgb(51, 255, 51);"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;(Trilha engarrafada: when the drem came, I held my breath with my eyes closed - Neil Young)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 204, 0);"&gt;O odor mágico de flores as mais diversas e luxuriantes, de bromélias a damas da noite, inebria o espírito, elevado às alturas pela massa aparentemente incólume de água pura que, tímida diante de tanta beleza, enrubesce.&lt;br /&gt;Nuvens de água a mais pura.&lt;br /&gt;H2O em abundância, alertam para o perigo que sua cobiça engendra: nuvens em forma de cogumelo, no século XXI, e a próxima guerra seria batalhada com machados de pedra.&lt;br /&gt;O látego rutilante do sol tropical repousa, a pairar no berço esplêndido das nuvens em que se deita, a dormir, esse gigante pela própria natureza, belo e impávido colosso, cuja grandeza não espanta parasitos. Tal e qual os grande jacarés que, enormes, não se deixam incomodar sequer pelas miríade de aves que repoisa sobre seu costado horrorizante.&lt;br /&gt;Uma menininha mágica perguntou-me se por acá havia grilos e lagartixas.&lt;br /&gt;De dentro de minha &lt;span style="font-style: italic;"&gt;hak&lt;/span&gt; (habitação indígena tradicional, coberta com folhas de palmeira, mas elevada por palafitas, numa adaptação do estilo regional), ouço a vozinha de Jaira, que, do alto de seus dois aninhos, esbanja sua sabedoria sobre as coisas do mundo, pelo páteo prateado por um luar de tirar o fôlego. As três marias se riem do cruzeiro do sul, que tenta, debalde, apontar a esta gente a cruz que não lhes pertence, e que insistiu por séculos em convencê-los a carregar nos ombros!&lt;br /&gt;Jaira canta, sozinha, em sua rede de fibras vegetais ressequidas, ao passo em que uma brisa aconchegante afasta o calor, e anuncia a diária chuva torrencial noturna, acariciando a folhagem blandiciosamente, como que a prepará-la para o nutriente que anuncia a seus estômatos ávidos.&lt;br /&gt;Jaira murmura, em Katukina, cantigas de ninar, para sua boneca de espiga d emilho.&lt;br /&gt;Sua rede, pequenina, baloiça, tal qual as briófitas, que do alto dos homéricos e colossais jacarandás, observam os pés de andiroba que resplnadecem ao luar.&lt;br /&gt;E essa menina mágica perguntou-me, ali, à luz de velas, se havia grilos e gafanhotos por aqui onde estou, longe, mas cada vez mais perto dela.&lt;br /&gt;Abri mais ainda as páginas do caderninho: ouve? Uma sinfonia luxuriante de grilos, aos trilhões, e de todos os milhões de tipos, tamanhos, core se formas, é orquestrada por sapos-martelo, que cantam à beira do plácido lago.&lt;br /&gt;Um relâmpago corta o céu em megawatts incalculáveis, assim como são incalculáveis as estrelas, e os grilos! Quarks, pentaquarks, neutros e eletrons bailam, entrelaçam-se, fundem-se, brigam, separam-se, atraem-se. Sua dança mágica reflete-se nas criaturas e entes que deles são constituídos.&lt;br /&gt;E as estrelas, o anel lácteo de poeira estelar, que vislumbro impressionado, anunciam-me que esta galáxia pode não passar de um átomo.&lt;br /&gt;Grilos, grilos, grilos e mais grilos!&lt;br /&gt;Se os há, menininha? Só os há! Reinam, deliciosos, na mata densa, que preenchem toda com sua folia eufônica!&lt;br /&gt;Uma lagartixa desvia seu caminho de dentro das palhas do meu telhado, e cai sobre o meu balde de água tratada. Ao retirá-la com um graveto - pobrezinha! - deparo-me com uma bela e exuberante salamandra, peçonhenta, multicolorida no seu refletir o mundo à sua moda!&lt;br /&gt;Afasto-me do chicotear ameaçador e belíssimo de sua língua bi-partida, e espero que não perfure meu mosquiteiro.&lt;br /&gt;Retomo o caderno!&lt;br /&gt;Sim, Menininha Mágica!&lt;br /&gt;Grilos, lagartixas, lagartixinhas e calanguinhos os há aos trilhões!&lt;br /&gt;Mol!!!!&lt;br /&gt;Jaira tem seu canto interrompido por um trovão.&lt;br /&gt;As gotas abatem-se em bátegas sobre a palha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em Jutaí, os postes de luz - escassos - são locais impossíveis.&lt;br /&gt;É verdadeiramente impossível ficar sob seu halo, cujos feixes são cortados a todo instante por uma chusma alucionante de insetos.&lt;br /&gt;Apaixonado, deixo-me ficar sob o halo, com a mão aberta: e, como que a propósito, um enorme grilo poisa sobre a palma de minha mão!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São grilos!!! Cinzentos, esverdeados, e marrons!!!&lt;br /&gt;Grilos de todoas os tamanhos e cores!&lt;br /&gt;Para Darwin e Russel Wallace não botarem defeito!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um deles acaba de poisar sob o teclado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Retiro-o cuidadosamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cada um deles, cada um desses zilhões de seres evoluídos, selecionados e perfeitos, tem um DNA único, exclusivo, que3 nunca houve na história do universo, e que nunca mais se repetirá. Isso os torna, a cada um deles, mais raro e único do que todos os diamantes e pepitas de ouro do mundo!&lt;br /&gt;Seu balé mágico é um anúncio de que, entre cada um dos átomos do mundo, cada um deles, há eletros pululantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como as borboletas amarelas, cujo ping-ponguear pelos tocos flutuantes e as praias é um balé estarrecedor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Grilos!!!&lt;br /&gt;Uma nuvem!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Retiro cuidadosamenten o grilo do teclado: como todos os seres vivos, ele é único, sente dor, fome, tem desejos e anseios. Conta a história de seus pais, netos, e irmãos. Conta a história do mundo! Conta a história da Vida neste planeta, e, por isso, da minha família: assim percebeu Russel Wallace, que esteve por cá, por três anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Grilos, lagartos, e lagartixas!&lt;br /&gt;No porto em que eu tomava banho, havia jacarés!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O vento da voadeira, aliado ao olor exuberante de flores exalado pelo acasalamento do rio com a Hiléia, faz com que eu feche os olhos, inspire fundo, e viva o sonho. Somos os que sentimos!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mari, pai e mãe, Bolinhas, amigos, Tulião: eu amo vocês!&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 204, 0);"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/294771847804289284-892938784408938110?l=beagle40.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://beagle40.blogspot.com/feeds/892938784408938110/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=294771847804289284&amp;postID=892938784408938110&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/294771847804289284/posts/default/892938784408938110'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/294771847804289284/posts/default/892938784408938110'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://beagle40.blogspot.com/2009/02/garrafa-18-nuvem-de-grilos.html' title='GARRAFA # 18 - NUVEM DE GRILOS'/><author><name>BRUNO WALTER CAPORRINO</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09035545029341697571</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_23aWuykTr4Q/SWbHHPRKpqI/AAAAAAAAAAo/ctxGZeCryHU/S220/Trindade+-+Outubro+2007+(7).JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-294771847804289284.post-4373413120545132784</id><published>2009-02-12T19:14:00.000-08:00</published><updated>2009-02-12T19:46:07.286-08:00</updated><title type='text'>GARRAFA #17 - TRABALHO NO (E NÃO "DE") CAMPO</title><content type='html'>&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 0);"&gt;(Trilha engarrafada: Stones on my passway - Robert Johnson)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 204, 0);"&gt;Deixo Tefé, rumo à Foz do Jutaí, no recreio Comandante Ulisses. Longa odisséia: 32 horas a bordo deste lastimável navio negreiro, onde o povo é carregado em redes, amontoado no convés, sob a coberta, e ao som do Mercedes-Benz 360 tão  cansado e valente quanto ruidoso.&lt;br /&gt;Toras fenomenais atravancam o caminho, cravejadas de preciosas flores, perfumadas, e orelhas-de-pau multicoloridas. Garças 9por aqui, galças), observam-nos, ciosas, em nossa preopotente jornada rio acima, contra a corrente, contra o tempo.&lt;br /&gt;Araras azuis cruzam o céu, flamejante e esplêndido. Levam minutos para cruzar o Solimões, voraz, e ciente de sua majestade. Largo, volumoso, escoa a água que nasce nos Andes, e que procuram o mar como os homens procuram um sentido para a vida.&lt;br /&gt;Viu Mari, meu mar? Como o Rio, eu corro para ti, e subi-lo é encontrar-te.&lt;br /&gt;O "rancho" é péssimo, e a água, suspeita.&lt;br /&gt;Suspeitam de mim, e a elite local, que amontoa-se no convés superior, a arrotar sua arrogância (R$10,00 a mais pelo convés susperior), manda suas crianças arguirem-me, para saber se sou estrangeiro, e que diabos venho fazer por essas paragens que, por extraírem madeira ilegalmente e predatoriamente, consideram deles.&lt;br /&gt;Hostilizado, demonstro-lhes que sou inofensivo: a carteirinha da USP é cordialmente esfregada em suas faces, ávidas por uma demonstração das estruturas sociais que, por mais que os oprimam (e servem para que oprimam aos do piso inferior), sossega os apetites.&lt;br /&gt;Chegamos à Foz do Jutaí.&lt;br /&gt;Motos, motos, e mais motos, apavoram as estreitíssimas ruas mal-alumiadas (um gerador à diesel de 500hp garante a luz na cidade) ruas da cidade. Das casas de madeira saem criancinhas, notadamente netas de indígenas, a correr, endomingadas, para a missa matinal, ao passo em que o sol desponta sobre a fusão drástica das escuras águas do Jutaí com as "brancas" águas do Solimões, à guisa do que se dá lá, quilômetros abaixo, com o Negro.&lt;br /&gt;Preparada nossa voadeira (a baleeira de lata, motor de popa yamaha 40hp), seguimos para o Rio Jutaí.&lt;br /&gt;Negras e plácidas águas entremeam a densa e luxuriante mata amazônica, permamentemente perfumada, deliciosamente inebriante em seu odor a flores e néctar. Botos expõem suas nadadeiras dorsais, ao passo em que ticanos e araras-azuis cruam o rio, um espelho do tempo, que inverte a vida humana.&lt;br /&gt;Rio acima, topamos com botos, muitas ressacas, alagadas pelo Jutaí negro e resplandecente, e algumas curvas atrás das quais se vislumbra homéricos cumulus nimbus que são extensões aéreas da vida fluvial.&lt;br /&gt;Riscamos o espelho.&lt;br /&gt;O reflexo duplicado da mata indica que há outro mundo, ignoto, desconhecido, a correr, a saber o sabor de seu tempo. Sapiens, sapies, ah!, o quão tributário do sabor do rio és tu!&lt;br /&gt;Majestoso rio, refletes o mundo, e sobres aos céus, pronto a pagar novamente seus tributos à mata de onde extraiu toda sua sagrada substância.&lt;br /&gt;Após 12 horas a 40km/h, eis que confrontamo-nos com uma curva, e, logo após, com uma enorme encosta de terra firme, sobre a qual vislumbramos casas de madeira de palmeira macaúba e teto de folhas secas.&lt;br /&gt;Aldeia do Povo Katukina Boca do Biá.&lt;br /&gt;Uma garça majestosa guarda o porto de águas plácidas emcujo negrume estampa-se o mundo. Nosso estrondo faz com que levante vôo. E desperta toda a aldeia, que vem recepcionar-nos alegre, por meio de suas crianças sorridentes e brincalhonas.&lt;br /&gt;Um outro mundo me aguarda.&lt;br /&gt;Um outro tempo.&lt;br /&gt;Um outro cosmos.&lt;br /&gt;Uma outra logia.&lt;br /&gt;A antena parabólica, plantada defronte à uma casa com teto de palha, em cujas paredes encontram-se dependurados cestos e paneiros de palha, indica que o contato é patente.&lt;br /&gt;Contato.&lt;br /&gt;Fricção.&lt;br /&gt;Assimilação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não nos esqueçamos, amigos, do que nos ensinara Capitão James Cook (com uma ajuda de Sahlins): nestas ilhas de história, cujo narrador é o rio, os nativos praticam, diariamente, sua manifesta antropofagia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma añyá-patchin (menininha) brinca de arco-e-flexa com uma camiseta do Partido Verde à guisa de vestido, a falar, risonha, seu belíssimo idioma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela mira uma lata de Skol.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sua antropofagia é manifesta.&lt;br /&gt;E deixa os Modernistas estupefatos: ela chama a lata de wáh-moh-lê.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Cosmos é mais plástico que o barro que, nas mãos das mulheres Katukina, ganha o Sopro Divino de sua cultura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O peixe, comido com colheres de aço-inox, não deixa de ter alma.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/294771847804289284-4373413120545132784?l=beagle40.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://beagle40.blogspot.com/feeds/4373413120545132784/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=294771847804289284&amp;postID=4373413120545132784&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/294771847804289284/posts/default/4373413120545132784'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/294771847804289284/posts/default/4373413120545132784'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://beagle40.blogspot.com/2009/02/garrafa-17-trabalho-no-e-nao-de-campo.html' title='GARRAFA #17 - TRABALHO NO (E NÃO &quot;DE&quot;) CAMPO'/><author><name>BRUNO WALTER CAPORRINO</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09035545029341697571</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_23aWuykTr4Q/SWbHHPRKpqI/AAAAAAAAAAo/ctxGZeCryHU/S220/Trindade+-+Outubro+2007+(7).JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-294771847804289284.post-2974161846786130895</id><published>2009-01-26T13:34:00.001-08:00</published><updated>2009-01-26T13:50:35.533-08:00</updated><title type='text'>GARRAFA # 16 - DE MANAUS A TEFÉ</title><content type='html'>&lt;span style="color: rgb(51, 255, 51);"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;(Trilha engarrafada: Palladium, de Karl Jenkins. Allegro Vivace)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 255, 255);"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 255, 255);"&gt;Despeço-me de Manaus, pérola de mármore e granito encrustada no meio do Amazonas. Havana neo-clássica de colunas dóridas ornadas com bromélias, a verter pelso veiso da pedra trazida de barco os minutos, os anos, as décadas, eis que me lembra muito a minha amada Santos. Dama airosa, neo-clássica, pós-colonial, Santos guarda em cada um de seus paralelepípedos o gosto de café o mais puro que de seu porto saiu.  Escoou café, e açúcar, por seu porto enigmático, cujo olor de café, misturado ao blandicioso cheiro do mar, produzem uma sensação de devaneio.&lt;br /&gt;Orgulhosa, a minha Santos natal esconde em seus prostíbulos intelectuais e artistas: todos impressos na Europa, e trazidos de navio. Muitos adquiri por R$0,50, e hoje constituem minha biblioteca.&lt;br /&gt;Manaus, airosa dama, orgulha-se de seu porto - muito, muito semelhante ao de Santos - com alfândega neo-clássica de tijolos e colunatas, e galpões de ferro forjado art decò. De seus portos, saía o outro ouro da monocultuta brasileira: a borracha.&lt;br /&gt;Atracado no porto, repleto de lanchas e de recreios arcaicos e charmosos, não fossem, abarrotados de gente, eis que Manaus guarda, em seu canal, sobre o Rio, uma linda vista da Amazônia, e do Theatro Amazonas.&lt;br /&gt;Numa curva do rio, topamos com um enorme cargueiro de Santos. Mais uma ligação, e algo me diz que há muitos motivos para que eu esteja naquela lancha motor 1000 Hp, que faz a proeza de 50Km/h, Rio acima.&lt;br /&gt;Subi o Solimões, em 14 horas, na proa da embarcação.&lt;br /&gt;E o que vi, narro apenas em meu caderno de anotações... petulância a minha, querer reproduzir o Solimões! De botos cor-de-rosa a toras de Jacarndá homéricas, de tudo encontramos neste mar que é o rio.&lt;br /&gt;Rumo a Teffé, terra em que ficou Henry Walter Bates, correspondente de Darwin, e de Alfred Russel Wallace. Onze anos passou Bates aqui em Teffé, que, malgrado seu lago fenomenal, e a pompa de sua Capitania dos Portos, de sua Prefeitura e do prédio da Prelazia, perdeu um "efe", e, assim, seu estilo!!!!! Tal qual os biólogos, cronistas e antropólogos de hoje...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Contemplo o lago, e, mais além do pôr-do-sol fenomenal, inacreditável, o Solimões, que sabe, a seu tempo, o sabor do mundo. E nele, nesse panorama, encontro-me, mais do que em qualquer outro lugar: e talvez tenha sido isso mesmo o que vim buscar, no desconhecido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conhecer-me, a mim mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Encontro o semblante de Mari, minha Penélope para a qual, depois de tecer, por cá, os fios deste labirinto, hei de correr. O Minotauro, já matei-o, minha amada: hei de voltar em breve, creia nisso, como homem completo, e o chifre do Minotauro nas mãos, para enfeitar nossa casa. Nada mais de sacrifícios, de homens sendo mortos e ameaçados no labirinto!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O sol se põe.&lt;br /&gt;Amanhã embarco no Recreio Comandante Ulisses para 24 horas de Solimões, rumo a Foz do Jutaí!&lt;br /&gt;Rumo aos Katukina.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 255, 255);"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 255, 255);"&gt;Darwin e, depois, Henry Walter Bates, são meus mentores e guias nesta pequena empreitada.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 255, 255);"&gt;     Evidentemente, esta nada é além de um exercício do que aprendi com meus mestres: de Boas e Viveiros de Castro, passando por Malinowski, Durkheim, Vico e Lévi-Strauss.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 255, 255);"&gt;     Sem você, Mari, nada disso seria possível.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 255, 255);"&gt;     Sem você, Mari, nada faria sentido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você É o meu sentido e o meu caminhar, e, se vou para onde vou, é para teus braços que estou a correr. O correr de meu rio é para ti, meu Mar!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Façam preces por mim, que daqui, farei por vós!&lt;br /&gt;Abençoados são os homens de boa vontade, e é ela que me motiva a suportar a viagem, a demora, a intempérie...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em breve tornarei a vós!&lt;br /&gt;Saudades!!!&lt;br /&gt;Até bem já,&lt;br /&gt;Bruno&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/294771847804289284-2974161846786130895?l=beagle40.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://beagle40.blogspot.com/feeds/2974161846786130895/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=294771847804289284&amp;postID=2974161846786130895&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/294771847804289284/posts/default/2974161846786130895'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/294771847804289284/posts/default/2974161846786130895'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://beagle40.blogspot.com/2009/01/garrafa-16-de-manaus-tef.html' title='GARRAFA # 16 - DE MANAUS A TEFÉ'/><author><name>BRUNO WALTER CAPORRINO</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09035545029341697571</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_23aWuykTr4Q/SWbHHPRKpqI/AAAAAAAAAAo/ctxGZeCryHU/S220/Trindade+-+Outubro+2007+(7).JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-294771847804289284.post-2550540052999561106</id><published>2009-01-22T14:08:00.000-08:00</published><updated>2009-01-22T14:26:39.206-08:00</updated><title type='text'>ACENO! ATÉ AMANHÃ!!!!!</title><content type='html'>&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 255, 51);"&gt;(Trilha engarrafada: Nessun Dorma - da ópera Turandot, de Puccini.&lt;br /&gt;Trilha engarrafada obrigatória em: http://b.radio.musica.uol.com.br/radio/index.php?ad=on&amp;amp;ref=Musica&amp;amp;busca=nessun+dorma&amp;amp;param1=homebusca&amp;amp;q=nessun+dorma&amp;amp;check=musica&amp;amp;x=0&amp;amp;y=0   )&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 0);"&gt;Aceno o lenço branco!&lt;br /&gt;O brigue recolhe a âncora, e um ruído se faz sentir!&lt;br /&gt;Longa é a viagem, mas curtas as distâncias!&lt;br /&gt;Trago-vos, Mari, Pai, Mãe, Bolinhas, colegas, no peito, sempre no peito, na mente, na alma - e isso levo para onde minha carcaça for!&lt;br /&gt;Mais distante de vós estaria em São Paulo, sem os R$16 para descer a Serra do Mar - intransponível, quando não se trabalha! - sem os R$10 para o metrô, para o concerto - gratuíto!!! Lembra Mari? Lembra disso? Mais distante estaria de vós, se distante estivesse de mim mesmo, de meus sonhos, de minhas idéias e ideais!&lt;br /&gt;Achego-me a vós!&lt;br /&gt;Apita o Navio!&lt;br /&gt;Gloriosa missão espero desempenhar, e bom êxito lograr!!!&lt;br /&gt;Saúde, sucesso e felicidade, espero que vos acompanhem nestes dias, poucos, Mari, perto do que seria uma vida inteira lamentando-me na cadeira, em frente à TV...&lt;br /&gt;Eu te amo, Mari! Muito, muito ,muito! Sois meu Mar, minha Nau, meu caminho e meu chegar!&lt;br /&gt;Bolinhas: vos amo, seus cachorros! Cuidem vossos fígados, seus Prometeus! O fogo liberta, mas, em excesso, acorrenta!&lt;br /&gt;Babo e Moms: desejo-vos de todo o meu coração que nosso Navio seja atracado em outro porto, antes de eu voltar. Sugiro Santos! E acredito nisso!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até breve, meus amados!!!&lt;br /&gt;Cuidem-se!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 204, 255);"&gt;Mari, minha Princesinha Turandot, eis a ária, só para você:&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;dl style="color: rgb(51, 255, 51);"&gt;&lt;dd&gt; &lt;dl&gt;&lt;dd&gt; &lt;dl&gt;&lt;dd&gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt;Il principe ignoto&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;/dd&gt;&lt;/dl&gt; &lt;/dd&gt;&lt;/dl&gt; &lt;/dd&gt;&lt;/dl&gt; &lt;dl style="color: rgb(51, 255, 51);"&gt;&lt;dd&gt; &lt;dl&gt;&lt;dd&gt; &lt;dl&gt;&lt;dd&gt;Nessun dorma! Nessun dorma! Tu pure, o Principessa,&lt;/dd&gt;&lt;dd&gt;nella tua fredda stanza&lt;/dd&gt;&lt;dd&gt;guardi le stelle&lt;/dd&gt;&lt;dd&gt;che tremano d'amore e di speranza...&lt;/dd&gt;&lt;dd&gt;Ma il mio mistero è chiuso in me,&lt;/dd&gt;&lt;dd&gt;il nome mio nessun saprà!&lt;/dd&gt;&lt;dd&gt;No, no, sulla tua bocca lo dirò,&lt;/dd&gt;&lt;dd&gt;quando la luce splenderà!&lt;/dd&gt;&lt;dd&gt;Ed il mio bacio scioglierà il silenzio&lt;/dd&gt;&lt;dd&gt;che ti fa mia.&lt;/dd&gt;&lt;/dl&gt; &lt;/dd&gt;&lt;/dl&gt; &lt;/dd&gt;&lt;/dl&gt; &lt;dl style="color: rgb(51, 255, 51);"&gt;&lt;dd&gt; &lt;dl&gt;&lt;dd&gt; &lt;dl&gt;&lt;dd&gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt;Voci di donne&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;/dd&gt;&lt;dd&gt;Il nome suo nessun saprà...&lt;/dd&gt;&lt;dd&gt;E noi dovrem, ahimè, morir, morir!&lt;/dd&gt;&lt;/dl&gt; &lt;/dd&gt;&lt;/dl&gt; &lt;/dd&gt;&lt;/dl&gt; &lt;dl style="color: rgb(51, 255, 51);"&gt;&lt;dd&gt; &lt;dl&gt;&lt;dd&gt; &lt;dl&gt;&lt;dd&gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt;Il principe ignoto&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;/dd&gt;&lt;/dl&gt; &lt;/dd&gt;&lt;/dl&gt; &lt;/dd&gt;&lt;/dl&gt; &lt;dl style="color: rgb(51, 255, 51);"&gt;&lt;dd&gt; &lt;dl&gt;&lt;dd&gt; &lt;dl&gt;&lt;dd&gt;Dilegua, o notte! Tramontate, stelle!&lt;/dd&gt;&lt;dd&gt;Tramontate, stelle! All'alba vincerò!&lt;/dd&gt;&lt;dd&gt;Vincerò! Vincerò!&lt;/dd&gt;&lt;/dl&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/dd&gt;&lt;/dl&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 51);"&gt;*&lt;/span&gt;&lt;/dd&gt;&lt;dt&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 255, 51);"&gt;Do teu, só teu e todo teu, Bú Caláf.&lt;/span&gt;&lt;/dt&gt;&lt;dd&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 51);"&gt;*&lt;/span&gt;&lt;/dd&gt;&lt;dt&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 255, 255);"&gt;Tradução proposta:&lt;/span&gt;&lt;/dt&gt;&lt;dd&gt; &lt;dl&gt;&lt;dd&gt; &lt;dl&gt;&lt;dd&gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt;O príncipe desconhecido (Calàf)&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;/dd&gt;&lt;/dl&gt; &lt;/dd&gt;&lt;/dl&gt; &lt;/dd&gt;&lt;/dl&gt; &lt;dl style="color: rgb(102, 255, 153);"&gt;&lt;dd&gt;Que ninguém durma!&lt;/dd&gt;&lt;dd&gt;Que ninguém durma!&lt;/dd&gt;&lt;dd&gt;Você também, ó Princesa&lt;/dd&gt;&lt;dd&gt;Em seu quarto frio, olhe as estrelas&lt;/dd&gt;&lt;dd&gt;Tremendo de amor e de esperança&lt;/dd&gt;&lt;/dl&gt; &lt;dl style="color: rgb(102, 255, 153);"&gt;&lt;dd&gt;Mas meu segredo permanece guardado dentro de mim&lt;/dd&gt;&lt;dd&gt;O meu nome ninguém saberá&lt;/dd&gt;&lt;dd&gt;Não, não, sobre tua boca o direi&lt;/dd&gt;&lt;dd&gt;Quando a luz brilhar&lt;/dd&gt;&lt;/dl&gt; &lt;dl style="color: rgb(102, 255, 153);"&gt;&lt;dd&gt;E o meu beijo quebrará&lt;/dd&gt;&lt;dd&gt;O silêncio que te faz minha&lt;/dd&gt;&lt;/dl&gt; &lt;dl style="color: rgb(102, 255, 153);"&gt;&lt;dd&gt; &lt;dl&gt;&lt;dd&gt; &lt;dl&gt;&lt;dd&gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt;Coro feminino&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;/dd&gt;&lt;/dl&gt; &lt;/dd&gt;&lt;/dl&gt; &lt;/dd&gt;&lt;/dl&gt; &lt;dl style="color: rgb(102, 255, 153);"&gt;&lt;dd&gt;O seu nome ninguém saberá&lt;/dd&gt;&lt;dd&gt;E nós teremos, oh!, que morrer, morrer&lt;/dd&gt;&lt;/dl&gt; &lt;dl style="color: rgb(102, 255, 153);"&gt;&lt;dd&gt; &lt;dl&gt;&lt;dd&gt; &lt;dl&gt;&lt;dd&gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt;O príncipe desconhecido (Calàf)&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;/dd&gt;&lt;/dl&gt; &lt;/dd&gt;&lt;/dl&gt; &lt;/dd&gt;&lt;/dl&gt; &lt;dl&gt;&lt;dd style="color: rgb(102, 255, 153);"&gt;Parta, oh noite&lt;/dd&gt;&lt;dd style="color: rgb(102, 255, 153);"&gt;Esvaneçam, estrelas&lt;/dd&gt;&lt;dd style="color: rgb(51, 255, 51);"&gt;Ao amanhecer eu vencerei!&lt;/dd&gt;&lt;dd style="color: rgb(51, 255, 51);"&gt;Vencerei! Vencerei!&lt;/dd&gt;&lt;/dl&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 255, 51);"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 0);"&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 255, 51);"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/294771847804289284-2550540052999561106?l=beagle40.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://beagle40.blogspot.com/feeds/2550540052999561106/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=294771847804289284&amp;postID=2550540052999561106&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/294771847804289284/posts/default/2550540052999561106'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/294771847804289284/posts/default/2550540052999561106'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://beagle40.blogspot.com/2009/01/aceno-at-amanh.html' title='ACENO! ATÉ AMANHÃ!!!!!'/><author><name>BRUNO WALTER CAPORRINO</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09035545029341697571</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_23aWuykTr4Q/SWbHHPRKpqI/AAAAAAAAAAo/ctxGZeCryHU/S220/Trindade+-+Outubro+2007+(7).JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-294771847804289284.post-5762221053718434780</id><published>2009-01-19T18:00:00.000-08:00</published><updated>2009-01-19T18:08:19.235-08:00</updated><title type='text'>GARRAFA # 15 - SONETO AOS BOLINHAS</title><content type='html'>&lt;span style="color: rgb(255, 204, 0);"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;(Trilha sonora engarrafada: qualquer coisa do Tim Maia... escolhe a&lt;span style="color: rgb(51, 255, 51);"&gt;&lt;/span&gt;í Jeffão!)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 204, 0);"&gt;Caminho (II)&lt;br /&gt;Camilo Pessanha&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 255, 51);"&gt;Encontraste-me um dia no caminho&lt;br /&gt;em procura de quê, nem eu o sei.&lt;br /&gt;---- Bom dia, companheiro, te saudei,&lt;br /&gt;que a jornada é maior indo sozinho,&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 51);"&gt;*&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 255, 51);"&gt;é longe, é muito longe, há muito espinho!&lt;br /&gt;Paraste a repousar, eu descansei...&lt;br /&gt;Na venda em que pousaste, onde pousei,&lt;br /&gt;bebemos cada um do mesmo vinho.&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 51);"&gt;*&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 255, 51);"&gt;É no monte escabroso, solitário.&lt;br /&gt;Corta os pés como a rocha de um calvário,&lt;br /&gt;e queima como a areia! ... Foi no entanto&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 51);"&gt;*&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 255, 51);"&gt;que choramos a dor de cada um...&lt;br /&gt;E o vinho em que choraste era comum:&lt;br /&gt;tivemos de beber do mesmo pranto.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/294771847804289284-5762221053718434780?l=beagle40.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://beagle40.blogspot.com/feeds/5762221053718434780/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=294771847804289284&amp;postID=5762221053718434780&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/294771847804289284/posts/default/5762221053718434780'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/294771847804289284/posts/default/5762221053718434780'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://beagle40.blogspot.com/2009/01/garrafa-15-soneto-aos-bolinhas.html' title='GARRAFA # 15 - SONETO AOS BOLINHAS'/><author><name>BRUNO WALTER CAPORRINO</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09035545029341697571</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_23aWuykTr4Q/SWbHHPRKpqI/AAAAAAAAAAo/ctxGZeCryHU/S220/Trindade+-+Outubro+2007+(7).JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-294771847804289284.post-1484222599353881087</id><published>2009-01-19T17:52:00.000-08:00</published><updated>2009-01-19T17:59:46.352-08:00</updated><title type='text'>GARRAFA # 14 - DECLARAÇÃO DE AMOR À MARI</title><content type='html'>&lt;span style="color: rgb(51, 204, 0);"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;(Trilha engarrafada: Carnaval dos Animais - O cisne - Saint-Saëns)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="color: rgb(102, 204, 204);"&gt;NÓS&lt;br /&gt;Silva Ramos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(102, 204, 204);"&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 204, 255);"&gt;Eu e tu: existência repartida&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 204, 255);"&gt;por duas almas; duas almas numa&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 204, 255);"&gt;só existência. Tu e eu: a vida&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 204, 255);"&gt;de duas vidas que uma só resuma.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 51);"&gt;*&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(102, 255, 255);"&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 204, 255);"&gt;Vida de dois, em cada um vivida,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 204, 255);"&gt;vida de um só vivida em dois; em suma:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 204, 255);"&gt;a essência unida à essência, sem que alguma&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 204, 255);"&gt;perca o ser uma, sendo a outra unida.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 51);"&gt;*&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 204, 255);"&gt;Duplo egoísmo altruísta, a cujo enleio&lt;br /&gt;no próprio coração cada qual sente&lt;br /&gt;a chama que em si nutre o silêncio alheio.&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 51);"&gt;*&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 204, 255);"&gt;Ó mistério do amor onipotente,&lt;br /&gt;que eternamente eu viva no teu seio,&lt;br /&gt;e vivas no meu sonho eternamente.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/294771847804289284-1484222599353881087?l=beagle40.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://beagle40.blogspot.com/feeds/1484222599353881087/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=294771847804289284&amp;postID=1484222599353881087&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/294771847804289284/posts/default/1484222599353881087'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/294771847804289284/posts/default/1484222599353881087'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://beagle40.blogspot.com/2009/01/garrafa-14-declarao-de-amor-mari.html' title='GARRAFA # 14 - DECLARAÇÃO DE AMOR À MARI'/><author><name>BRUNO WALTER CAPORRINO</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09035545029341697571</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_23aWuykTr4Q/SWbHHPRKpqI/AAAAAAAAAAo/ctxGZeCryHU/S220/Trindade+-+Outubro+2007+(7).JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-294771847804289284.post-7469683152915751643</id><published>2009-01-15T06:34:00.000-08:00</published><updated>2009-01-15T06:55:48.472-08:00</updated><title type='text'>GARRAFA # ... AH... ERA UM BALLANTINES... NÃO SEI MAIS QUAL É O NÚMERO...</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_23aWuykTr4Q/SW9NTO8jSAI/AAAAAAAAABY/synjutXKZ8I/s1600-h/BluesdeRobertCrumbWallpaper.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 240px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_23aWuykTr4Q/SW9NTO8jSAI/AAAAAAAAABY/synjutXKZ8I/s320/BluesdeRobertCrumbWallpaper.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5291533080008542210" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 255, 51);"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;(Trilha engarrafada: Little Walter - Driftin´ -&lt;br /&gt;também vale "As long as I can see the light", que já&lt;br /&gt;apareceu neste Blog. Abaixo).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 255, 255);"&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 255, 255);"&gt;BLUES É MAIS DO QUE UM ESTILO MUSICAL&lt;br /&gt;É UM ESTILO DE VIDA&lt;br /&gt;É UM ESTADO DE ESPÍRITO&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 255, 255);"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 255, 255);"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/294771847804289284-7469683152915751643?l=beagle40.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://beagle40.blogspot.com/feeds/7469683152915751643/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=294771847804289284&amp;postID=7469683152915751643&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/294771847804289284/posts/default/7469683152915751643'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/294771847804289284/posts/default/7469683152915751643'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://beagle40.blogspot.com/2009/01/ga.html' title='GARRAFA # ... AH... ERA UM BALLANTINES... NÃO SEI MAIS QUAL É O NÚMERO...'/><author><name>BRUNO WALTER CAPORRINO</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09035545029341697571</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_23aWuykTr4Q/SWbHHPRKpqI/AAAAAAAAAAo/ctxGZeCryHU/S220/Trindade+-+Outubro+2007+(7).JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_23aWuykTr4Q/SW9NTO8jSAI/AAAAAAAAABY/synjutXKZ8I/s72-c/BluesdeRobertCrumbWallpaper.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-294771847804289284.post-5966148864165495919</id><published>2009-01-14T09:42:00.000-08:00</published><updated>2009-01-14T09:45:58.375-08:00</updated><title type='text'>GARRAFA # 13 - POESIA  A MAIS ÍNTIMA</title><content type='html'>&lt;span style="color: rgb(51, 255, 255);"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;(Trilha engarrafada: Fávio Guimarães - Tributo a William Clarke)&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;Ouça em: http://b.radio.musica.uol.com.br/radio/index.php?param1=homebusca&amp;amp;check=musica&amp;amp;busca=tributo%20a%20william%20clarke&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 102, 0);"&gt;ESSA EU FAÇO QUESTÃO QUE SEJA LIDA COM A TRILHA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 255, 51);"&gt;O REBELDE&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="color: rgb(51, 51, 51);"&gt;*&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 255, 51);"&gt; É UM LOBO DO MAR: NUMA ESPELUNCA&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 255, 51);"&gt; MORA, À BEIRA DO OCEANO, EM ROCHA ALPESTRE.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 255, 51);"&gt; IRA-SE A ONDA E, QUAL TIGRE SILVESTRE,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 255, 51);"&gt; DE MORTOS VEGETAIS A PRAIA JUNCA,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="color: rgb(51, 51, 51);"&gt;*&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 255, 51);"&gt; E ELE, OLHANDO COMO UM VELHO MESTRE&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 255, 51);"&gt; O REVOLTOSO QUE NAO DORME NUNCA,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 255, 51);"&gt; RECURVA O DEDO COMO GARRA ADUNCA&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 255, 51);"&gt; SOBRE O CACHIMBO, ÚNICO AMOR TERRESTRE.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="color: rgb(51, 51, 51);"&gt;*&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 255, 51);"&gt; E ENTAO ASSOMA-LHE UM SORRISO AMARGO...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 255, 51);"&gt; É UM REBELDE TAMBÉM; CÉREBRO LARGO,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 255, 51);"&gt; QUE ODEIA OS REIS E OS PADRES EXCOMUNGA.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="color: rgb(51, 51, 51);"&gt;*&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 255, 51);"&gt; À NOITE, DORME SEM REZAR: QUE IMPORTA?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 255, 51);"&gt; ENORME CAO FIEL GUARDA-LHE A PORTA:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 255, 51);"&gt; O VELHO MAR SOTURNO QUE RESMUNGA.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="color: rgb(51, 51, 51);"&gt;*&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 255, 51);"&gt; (LÚCIO DE MENDONCA - 1909)         &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 204, 0);"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/294771847804289284-5966148864165495919?l=beagle40.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://beagle40.blogspot.com/feeds/5966148864165495919/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=294771847804289284&amp;postID=5966148864165495919&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/294771847804289284/posts/default/5966148864165495919'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/294771847804289284/posts/default/5966148864165495919'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://beagle40.blogspot.com/2009/01/garrafa-13-poesia-mais-ntima.html' title='GARRAFA # 13 - POESIA  A MAIS ÍNTIMA'/><author><name>BRUNO WALTER CAPORRINO</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09035545029341697571</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_23aWuykTr4Q/SWbHHPRKpqI/AAAAAAAAAAo/ctxGZeCryHU/S220/Trindade+-+Outubro+2007+(7).JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-294771847804289284.post-435447472857606940</id><published>2009-01-14T09:39:00.000-08:00</published><updated>2009-01-14T09:42:05.135-08:00</updated><title type='text'>H.M.S. BEAGLE, BRIGUE DE DEZ CANHÕES DA CLASSE CHEROKEE À BORDO DO QUAL CHARLES DARWIN DEU A VOLTA AO (OU NO) MUNDO (VIRANDO-O AO AVESSO DEPOIS DISSO)</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_23aWuykTr4Q/SW4jmQa_gYI/AAAAAAAAABQ/hwIF6335r4o/s1600-h/HMS+Beagle+in+Sydney+Harbour+1838.jpg"&gt;&lt;img style="cursor: pointer; width: 400px; height: 298px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_23aWuykTr4Q/SW4jmQa_gYI/AAAAAAAAABQ/hwIF6335r4o/s400/HMS+Beagle+in+Sydney+Harbour+1838.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5291205752357093762" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/294771847804289284-435447472857606940?l=beagle40.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://beagle40.blogspot.com/feeds/435447472857606940/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=294771847804289284&amp;postID=435447472857606940&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/294771847804289284/posts/default/435447472857606940'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/294771847804289284/posts/default/435447472857606940'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://beagle40.blogspot.com/2009/01/hms-beagle-brigue-de-dez-canhes-da.html' title='H.M.S. BEAGLE, BRIGUE DE DEZ CANHÕES DA CLASSE CHEROKEE À BORDO DO QUAL CHARLES DARWIN DEU A VOLTA AO (OU NO) MUNDO (VIRANDO-O AO AVESSO DEPOIS DISSO)'/><author><name>BRUNO WALTER CAPORRINO</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09035545029341697571</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_23aWuykTr4Q/SWbHHPRKpqI/AAAAAAAAAAo/ctxGZeCryHU/S220/Trindade+-+Outubro+2007+(7).JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_23aWuykTr4Q/SW4jmQa_gYI/AAAAAAAAABQ/hwIF6335r4o/s72-c/HMS+Beagle+in+Sydney+Harbour+1838.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-294771847804289284.post-129467655910334633</id><published>2009-01-14T08:49:00.000-08:00</published><updated>2009-01-14T09:16:24.920-08:00</updated><title type='text'>GARRAFA # 12 - ODE A VÓS, QUE ESTAIS ALÉM-MAR!</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_23aWuykTr4Q/SW4clUWGsJI/AAAAAAAAABA/SE1nnq8kZOw/s1600-h/strengh+emendabili.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 320px; height: 240px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_23aWuykTr4Q/SW4clUWGsJI/AAAAAAAAABA/SE1nnq8kZOw/s320/strengh+emendabili.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5291198039649071250" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 255, 51);"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;(Trilha engarrafada: Adagio em Do maior, Tommaso Albinoni)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 204, 51);"&gt;Plácidas são as águas por estes Oceanos digitais que por ora singrais com vossos pequeninos barquinhos digitais, ou imensos navios - &lt;span style="font-style: italic;"&gt;desktops&lt;/span&gt; são bem grandes mesmo...&lt;br /&gt;Nas ondas do &lt;span style="font-style: italic;"&gt;wireless&lt;/span&gt;, espero que encontrem, estas minhas humildes missivas, vossa saúde, sucesso, realização e felicidade, nos tombadilhos, porões e conveses de vossas embarcações!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Salve Argus!&lt;br /&gt;Saúdo Netuno,  e faço uma prece para que vos seja facultada a escapada ao magnétio canto das Sirenas, uma vez que do Forcado de Leviathan, sequer os membros das "sociedades contra o Estado" conseguiram escapar!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quantas e quantas noites e madrugadas não passei eu, óh meus amados amigos, em minha pequena canoa Kaywoaá, prefixo 2206, ap. 44, a fumar meu cachimbo de marujo envelhecido pelos açoites do lufar gélido dos mares do vagar soliloquente?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só eu o sei, amados amigos!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes de ser resgatado por vossos belos, esbeltos e elegantes navios, paquetes, jangadas pernambucanas, corvetas (não é, pai), e, sobretudo, Escunas (não é, Mari), ative-me a alguns destroços de atigos naufrágios. Naus que hoje jazem nos escolhos da memória humana, que, vez por outra, regurgita-os freudianamente nas areias de suas praias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com eles monologuei, a navegar sob árduo sol, e sob ardorosas estrelas. Escrevo um deles na carta que envio dentro desta garrafa, de dentro do meu Beagle. Ah, se pudesse eu expressar o quão íntimo de meu coração encontram-se estes versos; o quão fundamentais são suas sílabas, letras e palavras, para o caráter deste marujo que, por meio destas garrafas vos fala!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao lê-los, lerão o caráter deste que vos fala.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E muito dos caminhos que já percorreu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 255, 51);"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Glória àquelle que cumpre o dever de ser forte!&lt;br /&gt;Forte dentro da fé; e forte na fé perdida!&lt;br /&gt;E que, depois de amar a belleza da vida,&lt;br /&gt;morre, glorificando a belleza da morte!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Heitor Lima&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/294771847804289284-129467655910334633?l=beagle40.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://beagle40.blogspot.com/feeds/129467655910334633/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=294771847804289284&amp;postID=129467655910334633&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/294771847804289284/posts/default/129467655910334633'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/294771847804289284/posts/default/129467655910334633'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://beagle40.blogspot.com/2009/01/garrafa-12-ode-vs-que-estais-alm-mar.html' title='GARRAFA # 12 - ODE A VÓS, QUE ESTAIS ALÉM-MAR!'/><author><name>BRUNO WALTER CAPORRINO</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09035545029341697571</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_23aWuykTr4Q/SWbHHPRKpqI/AAAAAAAAAAo/ctxGZeCryHU/S220/Trindade+-+Outubro+2007+(7).JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_23aWuykTr4Q/SW4clUWGsJI/AAAAAAAAABA/SE1nnq8kZOw/s72-c/strengh+emendabili.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-294771847804289284.post-2281047997026298740</id><published>2009-01-14T08:27:00.000-08:00</published><updated>2009-01-14T08:39:51.652-08:00</updated><title type='text'>GARRAFA # 11 - POÉTICA, PEDRAS PELAS QUAIS JA PASSOU O MEU CAMINHO</title><content type='html'>&lt;span style="color: rgb(255, 204, 0);"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;(Música engarrafada: Stones on my passway - Robert Johnson)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 255, 51);"&gt;Mecanismos do desassossego&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="color: rgb(102, 204, 204);"&gt;&lt;strong&gt;Paro as engrenagens&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;  &lt;div style="color: rgb(102, 204, 204);"&gt;&lt;strong&gt;a dentadas.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;  &lt;div style="color: rgb(102, 204, 204);"&gt;&lt;strong&gt;E me amparo&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;  &lt;div style="color: rgb(102, 204, 204);"&gt;&lt;strong&gt;nos mecanismos&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;  &lt;div style="color: rgb(102, 204, 204);"&gt;&lt;strong&gt;do desasossego.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;  &lt;div style="color: rgb(102, 204, 204);"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;            &lt;span style="color: rgb(51, 51, 51);"&gt;*&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;  &lt;div style="color: rgb(102, 204, 204);"&gt;&lt;strong&gt;Hoje, faço greve&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;  &lt;div style="color: rgb(102, 204, 204);"&gt;&lt;strong&gt;de bandeiras&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;  &lt;div style="color: rgb(102, 204, 204);"&gt;&lt;strong&gt;e passeatas.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;  &lt;div style="color: rgb(102, 204, 204);"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;             &lt;span style="color: rgb(51, 51, 51);"&gt;*&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;  &lt;div style="color: rgb(102, 204, 204);"&gt;&lt;strong&gt;Ludista grisalho e,&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;  &lt;div style="color: rgb(102, 204, 204);"&gt;&lt;strong&gt;ex-socialista utópico&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;  &lt;div style="color: rgb(102, 204, 204);"&gt;&lt;strong&gt;resignado, trabalhei,&lt;br /&gt;suando adâmica praga.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;  &lt;div style="color: rgb(102, 204, 204);"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;             &lt;span style="color: rgb(51, 51, 51);"&gt;*&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;  &lt;div style="color: rgb(102, 204, 204);"&gt;&lt;strong&gt;Enforcam-me as&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;  &lt;div style="color: rgb(102, 204, 204);"&gt;&lt;strong&gt;cadeias - que relutam&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;  &lt;div style="color: rgb(102, 204, 204);"&gt;&lt;strong&gt;em reagir.&lt;br /&gt;Mas viver é necessário,&lt;br /&gt;e navegar é preciso!&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 51);"&gt;*&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;Bato&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt; o ponto, calando o relógio,&lt;br /&gt;e me atiro ao barro do vida, moldando&lt;br /&gt;o vaso - que contém o vazio.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 51);"&gt;*&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;  &lt;div style="color: rgb(102, 204, 204);"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;  &lt;div style="color: rgb(102, 204, 204);"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;  &lt;div style="color: rgb(102, 204, 204);"&gt;&lt;strong&gt;BRUNO WALTER CAPORRINO&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;  &lt;div style="color: rgb(102, 204, 204);"&gt;&lt;strong&gt;27/09/2007&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/294771847804289284-2281047997026298740?l=beagle40.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://beagle40.blogspot.com/feeds/2281047997026298740/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=294771847804289284&amp;postID=2281047997026298740&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/294771847804289284/posts/default/2281047997026298740'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/294771847804289284/posts/default/2281047997026298740'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://beagle40.blogspot.com/2009/01/garrafa-11-potica.html' title='GARRAFA # 11 - POÉTICA, PEDRAS PELAS QUAIS JA PASSOU O MEU CAMINHO'/><author><name>BRUNO WALTER CAPORRINO</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09035545029341697571</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_23aWuykTr4Q/SWbHHPRKpqI/AAAAAAAAAAo/ctxGZeCryHU/S220/Trindade+-+Outubro+2007+(7).JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-294771847804289284.post-2250285402236921070</id><published>2009-01-14T05:42:00.000-08:00</published><updated>2009-01-14T05:57:50.184-08:00</updated><title type='text'>GARRAFA # 9 - NAVEGAR É PRECISO, E O FAROL É TUDO</title><content type='html'>&lt;span style="color: rgb(102, 204, 204);font-family:trebuchet ms;font-size:100%;"  &gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;(Trilha engarrafada: As long as I can see the light - Creedence Clearwater Revival)&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;A tradução segue logo abaixo.&lt;br /&gt;Vale a pena ler ouvindo! Disponível na Rádio UOL.&lt;br /&gt; http://b.radio.musica.uol.com.br/radio/index.php?ad=on&amp;amp;ref=Musica&amp;amp;busca=LONG+AS+I+CAN+SEE&amp;amp;param1=homebusca&amp;amp;q=LONG+AS+I+CAN+SEE&amp;amp;check=musica&amp;amp;x=31&amp;amp;y=5&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;pre style="color: rgb(255, 255, 0);"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Put a candle in the window, 'cause I feel I've got to move.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Though I'm going, going, I'll be coming home soon,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;'Long as I can see the light.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Pack my bag and let's get movin', 'cause I'm bound to drift a while.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;When I'm gone, gone, you don't have to worry long,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;'Long as I can see the light.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Guess I've got that old trav'lin' bone, 'cause this feelin' won't leave me alone.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;But I won't, won't be losin' my way, no, no&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;'Long as I can see the light.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Yeah! Yeah! Yeah! Oh, Yeah!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Put a candle in the window, 'cause I feel I've got to move.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Though I'm going, going, I'll be coming home soon,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Long as I can see the light.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Long as I can see the light.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Long as I can see the light.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Long as I can see the light.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Long as I can see the light.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 255, 51);font-family:trebuchet ms;font-size:100%;"  &gt;Garrafa Traduzida:&lt;br /&gt;Coloque uma vela na janela&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 255, 51);font-family:trebuchet ms;font-size:100%;"  &gt;Pois eu sinto que devo ir&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 255, 51);font-family:trebuchet ms;font-size:100%;"  &gt;Apesar de estar indo embora&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 255, 51);font-family:trebuchet ms;font-size:100%;"  &gt;Eu voltarei logo para casa&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 255, 51);font-family:trebuchet ms;font-size:100%;"  &gt;Enquanto eu estiver&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 255, 51);font-family:trebuchet ms;font-size:100%;"  &gt;Vendo a luz&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 255, 51);font-family:trebuchet ms;font-size:100%;"  &gt;Arrumo minha mochila&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 255, 51);font-family:trebuchet ms;font-size:100%;"  &gt;E vamos andando&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 255, 51);font-family:trebuchet ms;font-size:100%;"  &gt;Pois estou destinado&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 255, 51);font-family:trebuchet ms;font-size:100%;"  &gt;A vagar por um tempo&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 255, 51);font-family:trebuchet ms;font-size:100%;"  &gt;Quando eu tiver partido, partido&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 255, 51);font-family:trebuchet ms;font-size:100%;"  &gt;Você não terá com que se preocupar por muito tempo&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 255, 51);font-family:trebuchet ms;font-size:100%;"  &gt;Enquanto eu estiver&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 255, 51);font-family:trebuchet ms;font-size:100%;"  &gt;Vendo a luz&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 255, 51);font-family:trebuchet ms;font-size:100%;"  &gt;Acho que tenho aquele&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 255, 51);font-family:trebuchet ms;font-size:100%;"  &gt;Velho espírito de viajar&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 255, 51);font-family:trebuchet ms;font-size:100%;"  &gt;Pois este sentimento&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 255, 51);font-family:trebuchet ms;font-size:100%;"  &gt;Não me deixa em paz&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 255, 51);font-family:trebuchet ms;font-size:100%;"  &gt;Mas eu não vou&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 255, 51);font-family:trebuchet ms;font-size:100%;"  &gt;Não vou perder meu caminho&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 255, 51);font-family:trebuchet ms;font-size:100%;"  &gt;Não, não&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 255, 51);font-family:trebuchet ms;font-size:100%;"  &gt;Enquanto eu estiver&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 255, 51);font-family:trebuchet ms;font-size:100%;"  &gt;Vendo a luz&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 255, 51);font-family:trebuchet ms;font-size:100%;"  &gt;Sim! Sim! Sim! Oh, sim!&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 255, 51);font-family:trebuchet ms;font-size:100%;"  &gt;Coloque uma vela na janela&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 255, 51);font-family:trebuchet ms;font-size:100%;"  &gt;Pois eu sinto que devo ir&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 255, 51);font-family:trebuchet ms;font-size:100%;"  &gt;Apesar de estar indo embora&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 255, 51);font-family:trebuchet ms;font-size:100%;"  &gt;Eu voltarei logo para casa&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 255, 51);font-family:trebuchet ms;font-size:100%;"  &gt;Enquanto eu estiver&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 255, 51);font-family:trebuchet ms;font-size:100%;"  &gt;Vendo a luz&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 255, 51);font-family:trebuchet ms;font-size:100%;"  &gt;Enquanto eu estiver&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 255, 51);font-family:trebuchet ms;font-size:100%;"  &gt;Vendo a luz&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 255, 51);font-family:trebuchet ms;font-size:100%;"  &gt;Enquanto eu estiver&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 255, 51);font-family:trebuchet ms;font-size:100%;"  &gt;Vendo a luz&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 255, 51);font-family:trebuchet ms;font-size:100%;"  &gt;Enquanto eu estiver&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 255, 51);font-family:trebuchet ms;font-size:100%;"  &gt;Vendo a luz&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 255, 51);font-family:trebuchet ms;font-size:100%;"  &gt;Enquanto eu estiver&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 255, 51);font-family:trebuchet ms;font-size:100%;"  &gt;Vendo a luz&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 255, 51);font-family:trebuchet ms;font-size:100%;"  &gt;Contribuição: Rubens Furusawa&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/pre&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/294771847804289284-2250285402236921070?l=beagle40.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://beagle40.blogspot.com/feeds/2250285402236921070/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=294771847804289284&amp;postID=2250285402236921070&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/294771847804289284/posts/default/2250285402236921070'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/294771847804289284/posts/default/2250285402236921070'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://beagle40.blogspot.com/2009/01/garrafa-9-eu-um-outro.html' title='GARRAFA # 9 - NAVEGAR É PRECISO, E O FAROL É TUDO'/><author><name>BRUNO WALTER CAPORRINO</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09035545029341697571</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_23aWuykTr4Q/SWbHHPRKpqI/AAAAAAAAAAo/ctxGZeCryHU/S220/Trindade+-+Outubro+2007+(7).JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-294771847804289284.post-5965220296767825489</id><published>2009-01-12T19:13:00.000-08:00</published><updated>2009-01-12T19:53:22.234-08:00</updated><title type='text'>GARRAFA # 8 - Incongruências...</title><content type='html'>&lt;span style="color: rgb(255, 204, 0);"&gt;(Trilha engarrafada: &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Blue Rondo a la Turk - Dave Brubeck Quartet)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 255, 255);"&gt;Almoço de negócios&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 255, 255);"&gt;--- Awè!&lt;br /&gt;--- Awè!&lt;br /&gt;     O peixe, empanado (pintado), acompanhado de pirão e farofa com bananas, agradou aos Enawene-Nawe, recém-chegados de longa  exaustiva viagem em viatura da FUNASA, a fim de arranjar o conserto do rádio amador por meio do qual orquestram o atendimento à saúde e a distribuição de peixs e remédios.&lt;br /&gt;     O garçom, e, outrossim, o dono do pequeno restaurante, denominado &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Peixaria Popular&lt;/span&gt;, e no qual são servidos pratos populares, quase todos indígenas,  decorado com motivos "indígenas", olharam-nos, a mim e aos seis Enawene-Nawe, com maus olhos, por mais que já tivessemos pago pelo que ainda nem havíamos recebido.&lt;br /&gt;    O público, cujos olhares esquizofrênicos iam da curiosidade a um certo desprezo, atirava contra nós olhos de censura, ao cabo de algumas judiciosas garfadas: "como ousavam esses índios sentar à nossas mesas?".&lt;br /&gt;    O garçom, exercendo a simpatia típica de sua profissão, perguntou-me: "eles são índios?", com certo espanto, malgrado o Mato Grosso seja uma região do tamando de um Oceano que, há 30 anos, era povoada quase que exclusivamente por índios e caboclos...&lt;br /&gt;   Os Enawene, malandros e risonhos como sempre, sacaram do que se tratava, e aumentaram o volume de sua conversa no belíssimo idioma Enawene-Nawe. Respondi-lhe: "sim senhor! São índios aqui do Mato Grosso, não vês?". Suas feições, aliás... dir-se-ia que assemelhavam-se com as dos Enawene-Nawe...&lt;br /&gt;   Ele anuiu, vagamente, e, de retorno,com meu Pintado em mãos, achegou-se à minha orelha e perguntou, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;delicadamente&lt;/span&gt;: "mas...  eles se vestem...". E deu à cara, (simpática, não obstante um tanto &lt;span style="font-style: italic;"&gt;grassa, &lt;/span&gt;como se diria em italiano, ou seja, gorda e matreira), um ar de surpresa, uma surpresa crítica e quase maliciosa.&lt;br /&gt;    Perguntei-lhe, então: "e os senhores proprietários admitiriam que adentrassem o recinto nus e pintados?". Ele, a rir, jogou a cabeça para trás - o que aumentou sua graciosa queixada - e  emitiu um longo e risonho "nãããããããããão! Oh,claro que não".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Le figaro&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;    Certa vez,  o barbeiro disse-me que os Kayapó que esfquearam o engenheiro da Eletrobrás, que estava em suas terras para falar sobre a Hidrelétrica de Belo Monte, eram assassinos protegidos pelo Estado. Concordo que a agressão física NUNCA se justifica. Mas perguntei-lhe pelo substrato ideológico, ou seja, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;classial&lt;/span&gt; de sua assertiva. Ao que ele me respondeu:&lt;br /&gt;   ---- Esses índios são tudo safado! Ganham terra do governo, e cobram pedágio. Além do mais, têm (dane-se a reforma ortográfica, eu falo português, e não aquilo...) computador, usam celular e relógio, oras! Nem são mais índios!&lt;br /&gt;   Descobri-o indignado com o fato de que os índios cobram pedágio para quem passa em suas terras. Descobri-o indignado pelo fato de que índios usam relógio e computador. E lhe argüi, por conseguinte:&lt;br /&gt;  ---- Mas o senhor não acha que nós somos mais evoluídos que eles? (Retomando um argumento que subjazia à suas teses, e ao qual ele prontamente anuiu). Então: nós, civilizados, usamos computador e relógio, certo? ---- Ele concordou, com um enfático resmungo. Prossegui: ---- Pois bem. Nós, civilizados, passamos uma BR pelo meio das terras deles, e cobramos pedágio por isso. Ele cobra pedágio, e daí? Aprendeu conosco, uai!&lt;br /&gt;        O "ocidente" é um tanto esquizofrênico: repudia-os por não serem "civilizados" (ou seja, não usarem relógios ou computadores), mas, repudia-os, também, quando fazem uso de tudo isso, revoltando-se com eles por terem deixado de serem "índios".&lt;br /&gt;        Assuma-se, oras, que o que se odeia é essa gente, diacho! Com ou sem relógio, o diabo é que "esses canibais" não usam calções, não é, meu caro e amado Montaigne?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Brasil vazio&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;      Vim para o Mato Grosso de ônibus.&lt;br /&gt;       29 ilustrativas horas de Brasil.&lt;br /&gt;      Soja, cana, café, pasto... soja, cana, café, pasto... soja, cana, café, pasto... E muito, muito, mato entre tudo isso.&lt;br /&gt;      Sou do Mar. Amo o Mar: passei minha vida a contemplá-lo, e me sou em função dele, e dessa apaixonada contemplação. Amo o modo como ele, benevolente e desafiador, engole, traga, os navios que ousam singrar suas irritadas ondas.&lt;br /&gt;A Terra é redonda, e a prova é que os navios somem no horizonte, tamanha sua monumental extensão.&lt;br /&gt;Descobri, pasmo como um velho que vê o mar pela primeira vez, que com as plantações de soja, milho, cana, café, e de capim, mato inútil, que dominam o país, ocorre o mesmo!&lt;br /&gt;      Sao um mar, verdadeiramente infinito! Mar sem fim, de dinheiro! Soja, soja, soja... nem um buritizalzinho inteiro para contar a história.&lt;br /&gt;      Cruzei Goiás inteiro, numa rodovia que custou aos cofres do Estado quiçá quantos Bilhões, pois cortam terras e mais terras de um homem só... mar de soja! Ao longo dessa rodovia esburacada e sinuosa de expropriação carérrima, há ma faixa regulamentar: 10, 15 metros, em que o Produtor não pode plantar.&lt;br /&gt;      Como se ele plantasse... mato, mato, mato, capim braquiara, alguma (ou seja, um mar) de soja, e mais mato, mato... depois da cerca ,nenhuma árvorezinha sequer, em mais de 1200 Km de estrada! Mato, e do grosso, ôxe!&lt;br /&gt;      Mas, em Goiás... entre a Estrada que o "Produtor" improdutivo ganhou bilhões para conceder ao Estado (melhor que pedágio, né???, mais evoluído) e a cerca dentro da qual ele guarda mato, soja, e um ou outro Buriti; enfim,nesta exígua faixa há milhares de barraquinhas de madeira e plástico de lixo.&lt;br /&gt;São sem-terra. Nao é um acampamento oficial do Movimento: são milhares de homens e mulheres desempregados pelas colheitadeiras, e que ficaram sequer com os trocados resulantes da colheita da safra dos outros...&lt;br /&gt;      Entre a estrada e a cerca, atrás da qual só há mato, vazio, e alguma soja, esses pobres plantam com as próprias mãos seu punhadinho de café, milho, tomate e até feijão... subsistência parca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;     Pedágio!&lt;br /&gt;     Eis a civilização!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;     Vender terras que não são suas, para fazerem uma Estrada, ah, não tem preço!&lt;br /&gt;     Para todas suas Hilux existe MasterCard.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quanto custa vender um país?&lt;br /&gt;E a dignidade, a cultura e a sobrevivência de seu povo?&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/294771847804289284-5965220296767825489?l=beagle40.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://beagle40.blogspot.com/feeds/5965220296767825489/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=294771847804289284&amp;postID=5965220296767825489&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/294771847804289284/posts/default/5965220296767825489'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/294771847804289284/posts/default/5965220296767825489'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://beagle40.blogspot.com/2009/01/garrafa-8-incongruncias.html' title='GARRAFA # 8 - Incongruências...'/><author><name>BRUNO WALTER CAPORRINO</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09035545029341697571</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_23aWuykTr4Q/SWbHHPRKpqI/AAAAAAAAAAo/ctxGZeCryHU/S220/Trindade+-+Outubro+2007+(7).JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-294771847804289284.post-5713301738194064641</id><published>2009-01-08T21:21:00.000-08:00</published><updated>2009-01-09T17:25:43.880-08:00</updated><title type='text'>GARRAFA # 7 - BULA</title><content type='html'>&lt;span style="color: rgb(51, 204, 0);"&gt;(Trilha engarrafada: &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Metallica - Whiskey in the jar)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 255, 255);"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;MODO DE USAR ESTE BLOG&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 255, 255);"&gt;Leia, preferencialmente, de baixo para cima, ou seja, da postagem mais antiga para a postagem mais recente; ou seja, leia da primeira garrafa à última - porque, do contrário, nada compreenderás, uma vez que, bem, convenhamos, depois de sete garrafas...&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/294771847804289284-5713301738194064641?l=beagle40.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://beagle40.blogspot.com/feeds/5713301738194064641/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=294771847804289284&amp;postID=5713301738194064641&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/294771847804289284/posts/default/5713301738194064641'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/294771847804289284/posts/default/5713301738194064641'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://beagle40.blogspot.com/2009/01/garrafa-7-bula.html' title='GARRAFA # 7 - BULA'/><author><name>BRUNO WALTER CAPORRINO</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09035545029341697571</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_23aWuykTr4Q/SWbHHPRKpqI/AAAAAAAAAAo/ctxGZeCryHU/S220/Trindade+-+Outubro+2007+(7).JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-294771847804289284.post-2395868883255217265</id><published>2009-01-08T21:16:00.000-08:00</published><updated>2009-01-08T21:19:45.311-08:00</updated><title type='text'>GARRAFA # 6 - DECRETO-REI "CLUBE DOS BOLINHAS"</title><content type='html'>&lt;p style="color: rgb(255, 204, 0); text-align: left;"&gt;&lt;u&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 255, 255);"&gt;(Trilha engarrafada: &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Queens of the stone age - Go with the flow)&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/u&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="color: rgb(255, 204, 0);" align="center"&gt;&lt;u&gt;DECRETO-LEI Nº 00001/08&lt;/u&gt; &lt;/p&gt;&lt;p style="color: rgb(255, 204, 0);" align="center"&gt;  &lt;/p&gt;&lt;p style="color: rgb(255, 204, 0);" align="center"&gt;&lt;u&gt;MONARQUIA FEDERATIVA CONSTITUCIONAL DA SINUCOLÂNDIA "CLUBE DO BOLINHA"&lt;/u&gt; &lt;/p&gt;&lt;p style="color: rgb(255, 204, 0);" align="center"&gt;  &lt;/p&gt;&lt;div style="color: rgb(255, 204, 0);"&gt;                        Eu, o Rei do Clube do Bolinha (Vulgo Clube das Bolinhas - porque é um clube de sinuqueiros), Bruno Rui Chapéu Caporrino Bolinha VIII (e Rei da Sinucolândia das sextas-feiras: foda-se o plebiscito!, L´etat c´est moi!) venho por meio deste decreto-lei, sugerido pelo Conselheiro-Mor de Estado (responsável pela averiguação do estado da cerveja, da mesa, e das carteiras dos Bolinhas), Danielus Bianchuim, outorgar o que comina o bom-senso da cultura sinuquense e o espírito das leis e dos costumes de sua população (sim, é bom dar uma ar de Estado de Direito para a Direita), ou seja:&lt;/div&gt; &lt;div style="color: rgb(255, 204, 0);"&gt; &lt;/div&gt; &lt;div style="color: rgb(255, 204, 0);"&gt;PARÁGRAFO PRIMEIRO: &lt;/div&gt; &lt;div style="color: rgb(255, 204, 0);"&gt;A Sinucolância, terra mágica de verdes prados e áureos libares, cuja flâmula auri-verde é o pano da mesa de sinuca manchado de cerveja, é uma Monarquia Constitucional cuja Consticuição (Carta-Magna cuja cláusula pétrea é nossa amizade) e Federativa (cujos Estados federados são vocês), é livre e democrática direta (não-representativa), contando com plebiscitos livres, e leis calcadas no espírito, no &lt;em&gt;ethos&lt;/em&gt;, da Federação - e de seu estado de embriaguez. Seu território é intangível, e pode sediar-se em qualquer bar, conquanto possua uma mesa de sinuca. O direito passa a ser &lt;em&gt;Jus Solis&lt;/em&gt;, sendo considerado cidadão bolinhense qualquer homem ou mulher, sem discriminação de cor, credo, ou time de futebol, opção sexual ou habilidade no jogo da Sinuca, em exercício do pleno gozo de suas faculdades intelectuais e geométrico-espaciais. A renda será distribuída conforme o livre-arbítrio dos federados, o que comina uma "mão invisível" que será o bom-senso e o companheirismo - e o álcool, eventualmente. Não há impostos, e nem moeda de curso forçado, uma vez que é no livre-arbítrio que se calca a regulamentação da vida política de seus cidadãos. O pagamento dos tributos ao portaor da territorialidade (ou seja, dos elementos essenciais à manutenção da Sinuca e sua prática) será feito em comum-acordo pelos Federados.&lt;/div&gt; &lt;div style="color: rgb(255, 204, 0);"&gt; &lt;/div&gt; &lt;div style="color: rgb(255, 204, 0);"&gt;PARÁGRAFO SEGUNDO:&lt;/div&gt; &lt;div style="color: rgb(255, 204, 0);"&gt;O Clube do Bolinha, Câmara e Instância Máxima da Monarquia Constitucional-Democrática (que, por isso, pode e deve mudar de noma, conquanto os cidadãos peguem em armas e derrubem o Rei), reune-se em qualquer parte do território da Monarquia, nas sextas-feiras, impreterivelmente uma vez por mês, e, uma vez reunida, é um país feliz e tranquilo, onde todos os cidadãos exercem seu direito à cidadania e à competitividade de acordo com o princípio jurídico do &lt;em&gt;fair-play&lt;/em&gt; e da camaradagem.&lt;/div&gt; &lt;div style="color: rgb(255, 204, 0);"&gt; &lt;/div&gt; &lt;div style="color: rgb(255, 204, 0);"&gt;                                      Assim sendo, faço saber aos cidadãos que sou seu Rei (ou seja, seu secretário subordinado) e que esta lei deve e pode ser discutida pela Senado, conquanto a Federação se Reúna, conforme outorga a presente lei, em território adequado,&lt;/div&gt; &lt;div style="color: rgb(255, 204, 0);"&gt; &lt;/div&gt; &lt;div style="color: rgb(255, 204, 0);"&gt;                                      Bruno Walter Rui Chapéu Caporrino Bolinha VIII, Rei da Monarquia do Clube do Bolinha,&lt;/div&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 204, 0);"&gt;                                       21 de outubro de 2008&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 204, 0);"&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 255, 51);"&gt;FOREVER BROTHERS&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 204, 0);"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/294771847804289284-2395868883255217265?l=beagle40.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://beagle40.blogspot.com/feeds/2395868883255217265/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=294771847804289284&amp;postID=2395868883255217265&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/294771847804289284/posts/default/2395868883255217265'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/294771847804289284/posts/default/2395868883255217265'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://beagle40.blogspot.com/2009/01/garrafa-6-decreto-rei-clube-dos.html' title='GARRAFA # 6 - DECRETO-REI &quot;CLUBE DOS BOLINHAS&quot;'/><author><name>BRUNO WALTER CAPORRINO</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09035545029341697571</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_23aWuykTr4Q/SWbHHPRKpqI/AAAAAAAAAAo/ctxGZeCryHU/S220/Trindade+-+Outubro+2007+(7).JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-294771847804289284.post-9203935470646870939</id><published>2009-01-08T20:59:00.000-08:00</published><updated>2009-01-08T21:01:29.252-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='GARRAFA # 5 (WHY WORRY?)'/><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="color: rgb(51, 255, 255);"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 204, 0);"&gt;GARRAFA # 5 (Música engarrafada)&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic; color: rgb(51, 255, 255);"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 204, 0);"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Why Worry - Dire Straits&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Baby I see this world has made you sad&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic; color: rgb(51, 255, 255);"&gt; Some people can be bad&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic; color: rgb(51, 255, 255);"&gt; The things they do, the things they say&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic; color: rgb(51, 255, 255);"&gt; But baby I'll wipe away those bitter tears&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic; color: rgb(51, 255, 255);"&gt; I'll chase away those restless fears&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic; color: rgb(51, 255, 255);"&gt; That turn your blue skies into grey&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic; color: rgb(51, 255, 255);"&gt; Why worry, there should be laughter after pain&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic; color: rgb(51, 255, 255);"&gt; There should be sunshine after rain&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic; color: rgb(51, 255, 255);"&gt; These things have always been the same&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic; color: rgb(51, 255, 255);"&gt; So why worry now&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic; color: rgb(51, 255, 255);"&gt; Baby when I get down I turn to you&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic; color: rgb(51, 255, 255);"&gt; And you make sense of what I do&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic; color: rgb(51, 255, 255);"&gt; I know it isn't hard to say&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic; color: rgb(51, 255, 255);"&gt; But baby just when this world seems mean and cold&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic; color: rgb(51, 255, 255);"&gt; Our love comes shining red and gold&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic; color: rgb(51, 255, 255);"&gt; And the rest is by the way&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic; color: rgb(51, 255, 255);"&gt; Why worry, there should be laughter after pain&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic; color: rgb(51, 255, 255);"&gt; There should be sunshine after rain&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic; color: rgb(51, 255, 255);"&gt; These things have always been the same&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic; color: rgb(51, 255, 255);"&gt; So why worry now...&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/294771847804289284-9203935470646870939?l=beagle40.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://beagle40.blogspot.com/feeds/9203935470646870939/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=294771847804289284&amp;postID=9203935470646870939&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/294771847804289284/posts/default/9203935470646870939'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/294771847804289284/posts/default/9203935470646870939'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://beagle40.blogspot.com/2009/01/garrafa-5-msica-engarrafada-why-worry.html' title=''/><author><name>BRUNO WALTER CAPORRINO</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09035545029341697571</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_23aWuykTr4Q/SWbHHPRKpqI/AAAAAAAAAAo/ctxGZeCryHU/S220/Trindade+-+Outubro+2007+(7).JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-294771847804289284.post-3291475207851738235</id><published>2009-01-08T20:41:00.000-08:00</published><updated>2009-01-08T20:49:37.451-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="color: rgb(204, 51, 204);"&gt;(Trilha engarrafada: &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Robert Schumann - &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;i style="font-style: italic; color: rgb(204, 102, 204);"&gt;Träumerei&lt;/i&gt;&lt;span style="font-style: italic; color: rgb(204, 102, 204);"&gt; (Reverie), F major, de seu lindo Kinderszenen. Gente, vocês precisam ouvir a versão de Mariana Galante, num Steinway 1/2 cauda! É SUBLIME!).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 204, 0);"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 102, 204);"&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 204, 0);"&gt;Desejo que você ganhe dinheiro, pois é preciso viver também. Mas que você diga a ele, pelo menos uma vez, quem é mesmo o dono de quem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se você ficar triste, que seja por apenas um dia, e não um ano inteiro. E que descubra que rir é bom, mas que rir de tudo é desespero.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(De um tal de Vic... Hugo...)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para Mari, que me ensinou que&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vil é o que ri dos outros,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tolo, o que ri de si mesmo,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E FELIZ é quem ri &lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic; color: rgb(204, 51, 204);"&gt;COM&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 51, 204);"&gt; &lt;/span&gt;alguém!&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic; color: rgb(204, 102, 204);"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 204, 0);"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/294771847804289284-3291475207851738235?l=beagle40.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://beagle40.blogspot.com/feeds/3291475207851738235/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=294771847804289284&amp;postID=3291475207851738235&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/294771847804289284/posts/default/3291475207851738235'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/294771847804289284/posts/default/3291475207851738235'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://beagle40.blogspot.com/2009/01/trilha-engarrafada-robert-schumann.html' title=''/><author><name>BRUNO WALTER CAPORRINO</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09035545029341697571</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_23aWuykTr4Q/SWbHHPRKpqI/AAAAAAAAAAo/ctxGZeCryHU/S220/Trindade+-+Outubro+2007+(7).JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-294771847804289284.post-7164439529243297570</id><published>2009-01-08T16:56:00.000-08:00</published><updated>2009-01-08T20:30:03.597-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='O ACENTO DO CU'/><title type='text'>GARRAFA #4 - RECOMENDO A LEITURA DAS TRÊS PRIMEIRAS ANTES...</title><content type='html'>&lt;span style="color: rgb(51, 102, 255);"&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 255, 255);"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 204, 51);"&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 204, 255);"&gt;(Trilha engarrafada: &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Anton Dvorak, H&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 102, 255);"&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 255, 255);"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 204, 51);"&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 204, 255);"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;umoresque - Recomendo a releitura de Fatah Hines&lt;/span&gt;)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;Um homem necessita de seus congêneres para desenvolver-se. Identifica-se com eles, e nega aqueles que seus iguais repudiam, a fim de definir-se &lt;span style="font-style: italic;"&gt;pessoa&lt;/span&gt;. A pessoa é o lugar que ela ocupa no tabuleiro que, naturalmente, naturalizará.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu, por exemplo, sou um esquizofrênico: existo em, por, e com cada um de vós... E falo sobre "o declínio do homem público", em público! Sim! "Em defesa da sociedade", diria Focault!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Somos mesmo &lt;span style="font-style: italic;"&gt;zoon politikon &lt;/span&gt;&lt;span&gt;(e qual seria o plural disso heim? Robão, você se habilita?)&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;. &lt;/span&gt;Mas, sem que concebamos o "diferente", ou seja, o "Outro", acomodados aos primos e parentes com quem nos relacionamos, e que corroboram nossa identidade, perdemos, pasmém, sim senhores!, nossa própria identidade!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um homem que nunca está só, nunca está consigo mesmo, oras!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que temor é esse heim, caríssim@s, que assola, qual um espectro, a pós-modernidade, após o fracasso dos comunismos mais industriais do que qualquer Henry Ford?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seria ele o "Outro", que, sendo, vivendo, pensando e fazendo tudo de um modo diverso do nosso, nos ameaçaria, e contra quem seria necessário lutar em Santas Cuzadas, a fim de defender nosso Deus (Iddio, diria Vico, ah, meu amado Vico... ou idiossincrasia... ou identidade...)?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ou, hoje, a ameaça estaria no "Eu" - haja vista que, atualmente, sequer o "Nós", tão coletivo,tão caro à Antropologia e à Filosofia Política se coloca mais?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 102, 255);"&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 255, 255);"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 204, 51);"&gt;Mari, minha Gênia, o que dirias disso? Isso não corrobora uma sua tese, que eu, aliás, acho brilhante?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 102, 255);"&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 255, 255);"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 204, 51);"&gt;&lt;br /&gt;Fica para vós a questão, amad@s amig@s...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas não vale "dar um google",  ou usar o IPhone. Melhor seria usar o bom e velho banheiro, último recurso da identidade do Indivíduo sobre o qual, ironicamente, assenta-se essa sociedade Moderna que hoje, na Pós-Modernidade, sufoca, anula o indivíduo...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não é à toa que o meu celular caiu justamente na privada: depois que me ligaram para pedir um trabalho de Antropologia IV, enquanto eu estava em um de meus momentos (talvez o único VERDADEIRAMENTE íntimo, na privada).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu sei... talvez a saudade me faça dizer merda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bolinhas: solicito a inclusão dessa pauta em vossas amadas contendas ébrias sobre o Prado Doirado de nossa graciosa República Federativa Rui Chapéu!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tulião: o que dirias disso? Fico curioso!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bianchuim, meu amado conselheiro-mor: o que dirias tu, que com tanta propriedade versou sobre o acento do cu sobre o bambu?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/294771847804289284-7164439529243297570?l=beagle40.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://beagle40.blogspot.com/feeds/7164439529243297570/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=294771847804289284&amp;postID=7164439529243297570&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/294771847804289284/posts/default/7164439529243297570'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/294771847804289284/posts/default/7164439529243297570'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://beagle40.blogspot.com/2009/01/garrafa-4-psssss-moderno-eu-heim.html' title='GARRAFA #4 - RECOMENDO A LEITURA DAS TRÊS PRIMEIRAS ANTES...'/><author><name>BRUNO WALTER CAPORRINO</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09035545029341697571</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_23aWuykTr4Q/SWbHHPRKpqI/AAAAAAAAAAo/ctxGZeCryHU/S220/Trindade+-+Outubro+2007+(7).JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-294771847804289284.post-7675668084352406159</id><published>2009-01-08T16:55:00.001-08:00</published><updated>2009-01-08T20:22:16.852-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='RIR... É O QUE NOS RESTA.'/><title type='text'>GARRAFA # 3 - É PIADA? SE FOR, MELHOR...</title><content type='html'>&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 102, 255);"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 255, 255);"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 204, 0);"&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 153, 51);"&gt;(Trilha engarrafada: Fréderic Chopin - Trio for violin, cello and piano in gm 3. adagio sostenuto - mais uma homenagem à ti Mari)&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;C&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 102, 255);"&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 255, 255);"&gt;erta vez, um conhecido perguntou-me (escusada curiosidade) o que era, afinal, essa tal de Antropologia. Tentando não parecer pedante, ou mesmo fazer dela uma ciência exótica do exótico,durante minha "explicação", terminei por defini-la como uma Ciência encarregada de compreender o Homem através do estudo das mais variegadas maneiras como se realiza em sociedade.&lt;br /&gt;Ele, então, perguntou-me: "e então, por quê diabos estudar justo os povos primitivos?". Respondi-lhe que, segundo Spencer e Frazer, seria pelo estudo do Homem em seus estágios mais "inferiores" que compreenderíamos como chegamos ao estágio em que nos encontramos por ora. Disse-le que o antropólogo procede à moda do que fazem paleontólogos, informando ao zoólogo tudo aquilo que ele necessita saber acerca das estruturas e processos que hoje busca compreender, a fim de que os entenda como fim de um processo em que tudo concorreu para tais estruturas.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 102, 255);"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 255, 255);"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 255, 255);"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;E&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 102, 255);"&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 255, 255);"&gt;le perguntou-me, a lata de cerveja nas mãos: "diacho! o que é que faz um zoólogo?".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Correu atrás do garçom, a pedir mais uma cerveja, e, ao despedir-se de mim, sabendo de minha empreitada, deu-me tapinhas "consoladores" nas costas, a dizer: "aproveita bem a civilização, porque ó (esgar) daqui a pouco, deixarás a civilização".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Emitiu um lauto palavrão, a aplaudir uma indecorosa piada racista cujo final pretendeu ovacionar derrubando cerveja em mim, e lá se foi, o Homem Moderno e Civilizado, falar por horas sobre todo o mais novo futuro lixo tecnológico que, num próximo churrasco, descartará a fim de locupletar-se com o então, mais moderno novo lixo tecnológico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 102, 255);"&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 255, 255);"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/294771847804289284-7675668084352406159?l=beagle40.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://beagle40.blogspot.com/feeds/7675668084352406159/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=294771847804289284&amp;postID=7675668084352406159&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/294771847804289284/posts/default/7675668084352406159'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/294771847804289284/posts/default/7675668084352406159'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://beagle40.blogspot.com/2009/01/garrafa-3-piada-se-for-melhor.html' title='GARRAFA # 3 - É PIADA? SE FOR, MELHOR...'/><author><name>BRUNO WALTER CAPORRINO</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09035545029341697571</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_23aWuykTr4Q/SWbHHPRKpqI/AAAAAAAAAAo/ctxGZeCryHU/S220/Trindade+-+Outubro+2007+(7).JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-294771847804289284.post-7165620707134078860</id><published>2009-01-08T16:28:00.000-08:00</published><updated>2009-01-08T20:27:58.466-08:00</updated><title type='text'>GARRAFA #2</title><content type='html'>&lt;span&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 102, 255);"&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 204, 0);"&gt;Trilha engarrafada: &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Dave Brubeck Quartet - Blue shadows on the street)&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 102, 255);"&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 204, 0);"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Imagine-se o leitor sozinho, redeado apenas de seu equipamento, numa praia tropical próxima a uma aldeia nativa, vendo a lancha ou o barco que o trouxe afastar-se no mar até desaparecer de vista. (...). Suponhamos, além disso, que você seja apenas um principiante, sem nenhuma experiência, sem roteiro e sem ninguém que o possa auxiliar - pois o homem branco está temporariamente ausente ou, então, não se dispõe a perder tempo com você. Isso descreve exatamente minha iniciação na pesquisa de campo".&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 102, 255);"&gt;BRONISLAW MALINOWSKI, "Argonautas do Pacífico Ocidental", introdução, II.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 204, 0);"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 102, 255);"&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 204, 0);"&gt;Nada não...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É só uma... como dizer?, Lenda Pessoal.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 102, 255);"&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 204, 0);"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 255, 255);"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 102, 255);"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/294771847804289284-7165620707134078860?l=beagle40.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://beagle40.blogspot.com/feeds/7165620707134078860/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=294771847804289284&amp;postID=7165620707134078860&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/294771847804289284/posts/default/7165620707134078860'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/294771847804289284/posts/default/7165620707134078860'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://beagle40.blogspot.com/2009/01/garrafa-2.html' title='GARRAFA #2'/><author><name>BRUNO WALTER CAPORRINO</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09035545029341697571</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_23aWuykTr4Q/SWbHHPRKpqI/AAAAAAAAAAo/ctxGZeCryHU/S220/Trindade+-+Outubro+2007+(7).JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-294771847804289284.post-4078221203052065211</id><published>2009-01-08T15:53:00.000-08:00</published><updated>2009-01-08T20:33:50.339-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='GARRAFA # 1 (LEITURA OBRIGATÓRIA)'/><title type='text'>GARRAFA # 1</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 255, 255);"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 204, 0);"&gt;(Trilha engarrafada: &lt;span style="font-style: italic;"&gt;George Frederick Handel - Sarabande)&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"LASCIATE OGNI SPERANZA, O VÓI CH´INTRATE!"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não foi com essa inscrição que se deparou nosso caro Herói ao chegar ao portal do Purgatório?&lt;br /&gt;Quão longa é sua jornada?&lt;br /&gt;Passa pelo Inferno (e todos seus círculos), em busca de sua preciosa Beatriz. Barganha com Cérbero, e suas três inteligências; suborna Caronte: e obtém sucesso. Os meios, amados navegantes, justificam os fins, conquanto estes se justifiquem a si mesmos, ou seja, sejam justos, eles mesmos!&lt;br /&gt;Encontrei minha Beatriz, encontrei a Esperança: Mariana é seu nome. Estendeu-me a mão, salvou-me dos báratros, dos páramos do ressentimento e da solidão.&lt;br /&gt;Amigos cederam-me os ombros: e neles pude apoiar-me; e neles me apóio!&lt;br /&gt;Sem outro método além de bailar doce e suavemente pela vida, Mariana me tirou do subsolo em que costumava ficar, ressentido, (pecaminosamente ressentido com o mundo, que relutava em ser caporrinianamente correto quando neu eu mesmo o era!). Abandonei a platéia alva das paredes do Subsolo, tábulas rasas em que escrevia, sozinho, minhas Memórias dostoiévskianas.&lt;br /&gt;Encontrei, no porto, companheiros, que abriram suas cartelas de cigarros e me cederam baforadas de alento e humor, muito, muito, muito humor!&lt;br /&gt;Humor, meus companheiros: eis o segredo para insuflar as velas, vencer tempestades e calmarias!&lt;br /&gt;Do porto de que parti - parto - recebo diariamente missivas de amor, apoio e carinho. Grato, grato, grato! Como sou grato a meus genitores, por serem os Autores de meus Dias.&lt;br /&gt;Culpem a eles, meus escritores, pelos rasgos sentimentalistas, por vezes ceticistas ou irônicos, deste personagem que vos fala por esta pequena garrafa.&lt;br /&gt;Grato, de todo o coração, por abrirem-na na praia em que se encontram, e, ao lê-la, deixar-me existir em vossas vidas, mentes, consciências e &lt;span style="font-style: italic;"&gt;chi lo sa&lt;/span&gt; (etimologia do nosso português quiçá), corações!&lt;br /&gt;Saibam, amados amigos (Bolinhas), Mari, Pai &amp;amp; Mãe, colegas e curiosos, que esta é apenas a primeira de muitas garrafas: em hipótese alguma uma carta de despedida. Sequer de partida! É uma saudação!&lt;br /&gt;Navegar é preciso!&lt;br /&gt;Viver não é preciso!&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/294771847804289284-4078221203052065211?l=beagle40.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://beagle40.blogspot.com/feeds/4078221203052065211/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=294771847804289284&amp;postID=4078221203052065211&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/294771847804289284/posts/default/4078221203052065211'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/294771847804289284/posts/default/4078221203052065211'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://beagle40.blogspot.com/2009/01/garrafa-1.html' title='GARRAFA # 1'/><author><name>BRUNO WALTER CAPORRINO</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09035545029341697571</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_23aWuykTr4Q/SWbHHPRKpqI/AAAAAAAAAAo/ctxGZeCryHU/S220/Trindade+-+Outubro+2007+(7).JPG'/></author><thr:total>3</thr:total></entry></feed>
